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Cavala, ou as excitações do Belzebu

Outubro 6, 2009

Fui ao estádio. Não tenho por hábito ‘ir à bola’, mas desta vez fui ver o clube da terra levar 3 secos dos Dragões. Os sogros são sócios do Olhanense, um pormenor que lhes dá direito a lugar marcado na bancada central, praticamente no enfiamento da linha do meio-campo, a meia altura entre o relvado e a tribuna onde se exibem os notáveis da região, fazendo lembrar os burgueses que cuspiam do 1º balcão no “Cinema Paraíso”.

Gosto de ver bola, preferindo no entanto estar sentado num sofá, com um comando na mão, tendo possibilidade de fazer zapping quando a pantufada e sarrafada fogem do controlo do árbitro, ou quando o jogo fica chato como a putaça. Depois gosto da possibilidade das repetições, as quais permitem ver um golo de diversos ângulos, uma falta que não foi, ou um penáltie escandalosamente roubado, tudo isto, vezes sem conta ao longo da transmissão.

No estádio, o espectador tem de estar com os sentidos no máximo, ou arrisca-se a perder os momentos mais importantes. Uma cabeçada seca do Falcao colocou a bola dentro da baliza em menos de 1s. Bastava que eu estivesse a olhar para muitos dos pontos de distracção num estádio, que tinha perdido esse momento chave. E depois? Nada a fazer. Não há ecrã gigante que faça uma única repetição que seja. Não viste? Azar. Vai para casa, dorme, que no dia seguinte, no ‘Jornal da Manhã’, terás hipótese de ver o resumo umas 3 ou 4 vezes.

Existe uma envolvência especial, um verdadeiro circo que merece uma ida ao estádio. Algo que me surpreende sempre, é o facto de tudo me parecer pequeno e próximo. Na TV, quando um jogador corre do meio-campo até à baliza, parece que fez uma meia-maratona. No estádio, parece que deu apenas uma corridinha. A velocidade dos remates é outra coisa que se perde a noção através de uma TV. É tão rápido e tão próximo do guarda-redes, que cada defesa deve ser aplaudida de pé.

slb-olhanense-0809-10

Nem tudo é perfeito. Estar sentado sem cravar os joelhos no vizinho da frente, torna-se num exercício de contorcionismo. Fumamos dos lados, da frente e por trás, porque afinal, aquilo é ar livre e o fumo vai para o ar, certo? A cerveja com álcool deveria ser vendida a quem garantisse não ir ter comportamentos deploráveis ou violentos. Sagres sem álcool é uma boa trampa. O Moss, mascote do Olhanense, é feio comó caraças. A oferta de comida está restringida a uns gelados, tipo snack, e pipocas. Acho que deveriam vender cachorros-quentes, sendo estes passados pelas mãos das pessoas até ao comprador da fila do meio, com ketchup e Mostarda a salpicar tudo e todos. Afinal, estamos tão juntinhos que eu creio ter ficado com restos do desodorizante do vizinho do lado.

São as ‘pessoas’, cidadãos anónimos, que passam despercebidos num jogo visto pela TV. Num lançamento lateral, é comum ver uns indígenas a gritar umas coisas. Nós vemo-los a mexer os lábios, mas não ouvimos o que dizem. É certo que um “Filho da Puta” toda a gente percebe, aliás, é por ser tão fácil de perceber que não surge como pergunta do Party & Co. É preciso estar no estádio para perceber que algumas pessoas sofrem distúrbios graves no seu comportamento diário. É como se ficassem possessas. Em vez de vomitarem uma papa verde, amarrados a uma cama, o espírito maligno apodera-se da língua deles, e desatam a despejar toda a verborreia que só é proferida no Vestíbulo do Inferno. Neste jogo, o demónio sentou-se perto de mim, existindo apenas 3 cadeiras a separar-nos, 2 no caso do meu sogro. Apenas uma mulher, esposa do ser possesso, impedia que o Demo nos atacasse por contacto físico.

EXORIST, I.V.

Mal os altifalantes se calaram, deixando de despejar decibéis capazes de nos estalar a cera dos ouvidos, foi quando o ser possesso começou a mostrar que a noite seria animada.

– CAAAAAVAAAAALAAAAAA! É CaaaaaVAAAAAAAALaaaaaa

Perdão!? Cavala? Vais onde? Seria para um jogador? Estava sem perceber o histerismo do senhor. Ao fim de muito olhar, e perder alguns lances da partida, lá percebi a quem se dirigiam os gritos. Parece que um dos maqueiros é conhecido por Cavala, e vai daí, este senhor achou que o devia chamar do meio da bancada. Nisto, existe um lance mais violento, é chamada a Moto4 com a maca (talvez fosse novidade nesse dia) e o tal Cavala vai sentado no atrelado. Ui!

– CAVAAAAAALAAAA! PARECES UM DOUTOR! Não fazes naaaadaaaaa!

Pobre Cavala. Mas ficasse o senhor pelo Cavala, e a coisa até se podia tolerar. É por isto que devia haver cerveja com álcool nos estádios, pois ajudava a anestesiar e a aturar possessões. Mal sabia eu que nessa noite Belzebu estava excitado.

O defesa lateral do Porto (não me recordo do nome), dá uma cacetada num do Olhanense, fazendo-o ficar esparramado no chão e anulando um contra-ataque. Ui!

– FILHO DA PUUUUTAAAA! CABRÃO DO CA******! PREEEEEETOOOOOO! CABRÃÃÃÃÃOOOOOOO! FILHO DA PUUUUUTAAAAA! (minutos, que mais pareciam horas, depois) CABRÃÃÃÃOOOOO! PREEEETOOOOOO! DEVIAS MORRER! DEVIAS IR NA CAMIONETA E ELA TER UM ACIDENTE

Pobre jogador do Porto. Mas ficasse o senhor pelo Cavala e pelo defesa, e a coisa até se podia tolerar. Eu já estava atordoado com os gritos do Demo. Eu, e mais as pessoas daquela bancada. Foi então que o ‘Hulk’ teve o azar de fazer uma jogada brilhante mesmo junto à nossa bancada, tendo sofrido uma falta por tamanha ousadia. Ui!

– BOOOOOOOI! TOUROOOOOO! HUUUULK! A TUA MULHER ANDA A LEVAR NA C***! A TUA MULHER LEVA NA C*** NOS ALIADOS! TOUROOOOO!

Meu Bom Jesus, livrai-me do Demo que subiu à Terra e foi ver o jogo do Olhanense. Neste momento, até o Jesualdo Ferreira e o Jorge Costa já olhavam para a bancada a tentar perceber quem era o tipo que sabia umas coisas da mulher do ‘Hulk’. Na ponta final da excitação, o dito conseguiu ainda proferir esta pérola,

– Devíamos ir todos dar cabo das camionetas do Porto!

Foi nessa altura que a sua esposa, pessoa de figura franzina, com prioridade na lista de canonizações por aturar e tentar controlar o Belzebu, abriu a boca para dizer esta sábia frase,

– Ai homem, lá em casa nem te oiço!

Isto prova que o Belzebu vai aos estádios. Em casa são uns santos, bons chefes de família. Mas mal entram num estádio, ficam tomados por forças demoníacas que os obrigam a dizer coisas que não querem, ou obrigam os restantes a ouvir verborreia que se dispensava. E livrai as criancinhas do mal. Os paizinhos levam-nas aos estádios, a pensar que vão assistir a um inocente espectáculo de futebol, e elas têm de ouvir o que é dito por estes seres tinhosos.

Por estas, e muitas outras, as pessoas não se deviam admirar sempre que estala violência nas bancadas. E eu interrogo-me se haverá paciência para voltar a aturar tanta Cavala da próxima vez que o Olhanense jogue em casa. Não fosse ele mais parecer um Touro, e talvez já tivesse levado com um gelado tipo Snack na cabeça, para ver se arrefecia as ideias.

20 comentários leave one →
  1. Outubro 6, 2009 2:46 pm

    Mais vale ir ao cinema para ver o 3D!! :)))

  2. Atleta permalink
    Outubro 6, 2009 2:49 pm

    Foi por acaso que descobri este interessante blog ” Ma ke Jeto”. No mundo da blogoesfera é um pouco difícil ser-se diferente entre os milhões reinantes. Se quiser passar pelo meu humilde Louletania, faça favor: “www.Louletania.com.”
    Até más tarde se Dés queser. Palma

    • Outubro 6, 2009 4:10 pm

      Atleta, seja bem-vindo a este espaço, escrito mais a nascente em relação ao seu. Agradeço o seu link, o qual já adicionei à minha lista de “D. Rodrigos”, ou lista de blogues algarvios.

  3. Salir permalink
    Outubro 6, 2009 2:52 pm

    Um bom jogo mesmo perdendo é sempre de ver. Nem que seja para assistir à festa de uns e à tristeza de outros. Mas verdade a é que o Olhanense agora é o clube de todos os algarvios. Aguardemos novas jornadas.

    • Outubro 6, 2009 4:32 pm

      Salir, dou também as boas-vindas a este espaço. O Olhanense pode e deve ser motivo de orgulho para todos os algarvios, mesmo que isso obrigue muitos a esquecerem bairrismos absurdos. O Olhanense tem perdido jogos por um golo, por vezes já nos descontos, e por isso, se continuar a jogar assim, terá grandes chances de permanecer na 1ª Divisão. Achei curioso muitos comentários no estádio, denotando enorme desilusão pelo resultado. Parece que se esqueciam que o adversário se chamava FCP, que nem precisou de acelerar para cosntruir o resultado, e até enviou 3 bolas ao poste ou obrigou o guarda-redes a grandes defesas.

  4. Outubro 6, 2009 6:33 pm

    Eu gosto muito de ver futebol e confesso que sofro pelo meu Benfica; mas já ninguém me apanha num estádio…
    Fui ver um jogo à Luz, para conhecer o estádio, mas escolhi um jogo sem grandes confusões, acho que foi com o Estrela da Amadora. E quando estive lá fora, acompanhei o Déjan, em Belgrado a ver o Estrela Vermelha contra um clube qualquer e digo-te que tudo o que aqui relatas nada é comparado com o delírio daquela gente: autêntico fanatismo.
    Agora é bom ver em casa, sempre acompanhado do gato (é curioso mas vem sempre ter comigo quando vejo um jogo) ou então num café – é um espectáculo e até se fazem amigos…
    Abraço.

    • Outubro 7, 2009 3:00 pm

      Pinguim, este grande adepto do Benfica ainda não foi conhecer a ‘Catedral’, uma falha lamentável que espero corrigir um dia.

  5. bp63 permalink
    Outubro 6, 2009 7:54 pm

    Ok, pronto o pior já está. Agora só falta mesmo sentar o rabiosque numa das muitas confortáveis cadeiras do cinema e saborear toda a magia do grande ecrã.

    Mesmo com tudo o que descreves a emoção do estádio é diferente. Fui há algum tempo ver a selecção nas antas e, mesmo com um empate, a emoção foi completamente diferente. Ainda bem que vivo no porto e este não é o meu clube de simpatia, sempre poupos umas coisas. Caso contrário estaria lá cravado.

    • Outubro 7, 2009 3:03 pm

      Bp63, o primeiro parágrafo quer dizer que o teu blogue, versão WP, já está operacional?
      Tu estarias lá sempre cravado, e por isso, imagina a sede bola que existe neste Algarve, onde um Farense foi corrido para uma divisão das mais inferiores. E com um estádio de muitos milhões, sem acolher jogos da 1ª Divisão. A subida do Olhanense veio tirar a barriga de misérias.

  6. rikj permalink
    Outubro 6, 2009 9:23 pm

    Há uma frase de um espectador no programa Liga dos últimos que define o “visionador de futebol” português- Eu só vim para insultar o arbitro.
    Também eu fui a Olhão no ultimo jogo da subida à 1ª depois de muitos anos sem ir a um estádio e revi-me em muito do que está escrito,principalmente no “facto de tudo me parecer pequeno e próximo”, com uma diferença: acho que muito das indignações e ordinarices não passam de encenações para os outros espectadores verem (e o árbitro ouvir). Mas o adepto do Olhanense é um público único. Só faltou falar do adepto gozão que só existe em Olhão.
    Já agora, a ultima vez que vi um jogo do Olhanense foi para aí à 15 anos, mas a assistência parece que é a mesma :)

    • Outubro 7, 2009 3:09 pm

      rijk, bem-vindo a este espaço. Além de tudo parecer mais próximo, também se pode falar da questão da dimensão, pegando no exemplo que deram de já terem ido ao estádio da Luz. Naquele jogo, a assistência esteve próxima dos 8000 espectadores. Custa por isso imaginar estar num estádio com 60.000(?), tudo a fazer barulho.

  7. pioes permalink
    Outubro 6, 2009 9:53 pm

    Hilariante amigo:)))))))))))))

    • Outubro 7, 2009 3:10 pm

      :) Mesmo contado, é difícil transmitir a verdadeira dimensão daquilo que o tipo gritava

  8. bp63 permalink
    Outubro 7, 2009 11:02 pm

    Não o pior já está, era para vossa excelência, que depois dessa experi~encia o ver cinema em sala é peanuts!

    • Outubro 9, 2009 11:14 am

      bp63, nisso tem de concordar contigo. Quem atura um tipo a gritar ‘Cavala’, também suporta sem problemas, pessoas a atender telemóveis, a comer pipocas ou a sorver refrigerantes :)

  9. Leonardo permalink
    Outubro 8, 2009 2:16 am

    É um prazer vê-lo postar convictamente sobre futebol. Ainda julguei que se ficasse pelo relato do ambiente e do jogo mas o registo trágico-cómico da experiência vivida levou-me á gargalhada ainda antes do Cavala ter arrancado no atrelado da moto4 :P
    Sou Farense indefectível mas o amor ao jogo já me levou ao José Arcanjo um par de vezes nos último tempos e, nessa noite, não fui ao estádio mas fiz questão de ir ver o jogo a Olhão. No aspecto puramente futebolistico julgo que o Olhanense terá um equipa acima da média nacional, suficiente, portanto, para terminar longe dos dois ultimos lugares. Contudo, não acho que se deva entrar pelo caminho do “orgulho do Algarve” pela simples razão de que não há um único algarvio no 11 habitual (o guarda-redes nesse jogo chama-se Bruno Verissimo, é de Tavira e habitual suplente do castigado Ventura). Nem está em discussão a “ascendência portista” da maior parte dos titulares e respetivo treinador a quem desejo uma prestação honrada e vitoriosa. Creio que a massa adepta olhanense estará á altura quando for chamada a comparecer ao estádio e assim marcar a diferença com o que se passa um pouco por todo o país do futebol onde os Cavalas nem têm moto4, os Belzebus ficam nos cafés e não há gente suficiente nas bancadas para fazer ruído que abafe as ordinarices que os jogadores dizem e fazem dentro de campo.

    Se ficou tentado a ir á Catedral aproveite a onda. Qualquer Leixões ou Setubal leva mais de 50mil ao estadio. Já passaram 6 anos desde que a nova Luz foi inaugurada, com o dinheiro que poupou em NUNCA ter lá entrado desafio-o a ir para o piso 0 – central, e terá a oportunidade de, junto ao relvado, sentir algo que mais nenhum estádio em Portugal lhe pode proporcionar.

    Cumprimentos

    • Outubro 9, 2009 1:41 pm

      Leonardo, essa questão da utilização ou existência de jogadores locais, faz-me falar sobre um aspecto que não quis mencionar no texto, por ser demasiado especulativo. O Pinto da Costa, no dia do jogo, foi recebido pelo Leal, onde terá dito que o Jorge Costa é um grande treinador e que um dia ainda poderá confirmar o seu talento, como treindaor do Porto. Depois, soma-se o facto de terem jogado 4(?) jogadores emprestados pelo Porto. Não há coincidências, mas se eu fosse o dirigente de um clube, ficaria muito chateado se a minha equipa perdesse com outra onde eu tivesse colocado jogadores a ganharem experiência, deixando-lhes a porta aberta para um dia representarem o clube. Perder esse jogo, e quem sabe, o campeonato por 3 pontos, iria chatear-me. Mas, tudo isto é especulação e só podemos ou temos de admitir que o Olhanense deu o melhor de si, mesmo com muitos jogadores emprestados.
      Achei curiosa a enorme discussão que se levantou após a subida de divisão do Olhanense. Muito se falava que os jogos deveriam ser no estádio do Algarve. Pelo menos os dos ‘grandes’. A verdade é que com uma capacidade de 12.000(???), o estádio esteve longe de estar esgotado. Pensei que a sede de bola dos algarvios fosse suficiente para esgotar, mesmo tratando-se de um jogo de uma equipa onde a maioria não é adepta.
      A visita ao estádio da Luz é mesmo obrigatória. Não sei quando será, mas sei que a terei de efectuar.

      • Leonardo permalink
        Outubro 13, 2009 10:19 pm

        Ambos concordaremos que é esse mesmo clima “especulativo” que rouba milhares de adeptos ás bancadas dos estadios. As coisas assim se passam pela concertação, em sede da Liga de Clubes, entre os clubes mais populares (2 ou 3…) e os restantes que vivem na sua sombra. Leis, normas, portarias, etc….são aprovadas sob um manto de conveniências e subserviências que enegrecem a credibilidade daquilo que se passa dentro das 4 linhas. E quem não é parvo não papa disto….! O seu raciocinio sobre a “chatice” de perder pontos com uma equipa a que foram emprestados alguns “activos” (como é moda dizer agora!) é fácil, linear e aceite por qualquer pessoa mais, ou menos, ligada ao fenómeno do futebol. Era fácil legislar contra tamanha hipocrisia mas infelizmente são os pintos da costa e os seus leais companheiros de jantaradas que fazem, e gozam, as leis que regem as nossas competições.
        (O olhanense jogou claramente para ganhar, e isso fê-lo perder por 3-0….podiam ter sido 6 ou 7 tal era a forma descomprometida com que o meio-campo e defesa encarou o jogo….veremos quando outros candidatos ao titulo visitarem o Jose Arcanjo, que atitude terá a equipa de Jorge Costa e que tratamento terão os agarrões, dentro da área, aos avançados da casa.)

        O Olhanense deve lutar pelos seus interesses e dos seus associados e adeptos, jogar em Olhão é do interesse de todos. Enquanto clube não é culpado do desaproveitamento do Estádio Algarve nem tem que ir lá jogar para suprir os efeitos nefastos da megalomania de outros.

        Dia 22 de Outubro há futebol digno da sua visita, garantido…por mim! Considere. :P

        Cumprimentos

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