O Futuro é Digital. Actualiza-te, pá!
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Segundo a notícia do Público, relativa a um estudo da Book Industry Study Group (BISG), nos EUA, 25% dos “leitores habituais” (um livro por semana ou mais) já aderiu ao formato de leitura digital, fazendo disparar as vendas de dispositivos tipo e-readers. Em 2011, nos EUA, a cota de mercado na venda de conteúdos para dispositivos electrónicos já ascende aos 15%. E na última feira de Frankfurt, as previsões mais conservadoras apontavam para que, em 2020, 50% do mercado mundial do livro será digital. O e-reader não tem folhas nem cheiro a papel ou tinta de impressão, por isso, haverá sempre quem se recuse a aderir a tal dispositivo. Mas um dia, é certo e sabido que esses vão ser uma minoria saudosista, agarrada a livros cuja impressão custará uma fortuna. O futuro é digital e permitirá a cada um, transportar a sua biblioteca num dispositivo mais fino que a lombada de um livro da Margarida Rebelo Pinto. Até esses e-readers poderão sofrer grandes alterações até 2020, já que a evolução tecnológica é mais rápida que o acto de lamber a ponta do dedo para virar a página de um livro.
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Na cidade de Munster, no Indiana, uma escola com ensino primário e preparatório, decidiu mudar a forma de ensino dos 2600 alunos, abolindo todos os livros de matemática e ciências. Para isso foi necessário fazer um investimento de 1,1 milhões de dólares para criar uma infraestrutura informática global e haver muita determinação e poder de persuasão para mudar as mentalidades de pais e professores. Munster não é pioneira nesta revolução digital. Nas escolas de Mooresville, na Carolina do Norte, há quatro anos que se está a substituir o livro impresso por materiais didáticos disponíveis online para consulta. Para o ano lectivo 2011/2012, os estados da Florida, Louisiana, Utah e West Virginia vão aderir pela primeira vez aos manuais digitais com conteúdos multimédia.
Um sistema que permite que os alunos executem os exercícios nos seus portáteis, sendo o professor avisado através do seu iPad, quando um aluno apresenta dificuldades de progressão. Todos os trabalhos ficam armazenados num arquivo gerido pelo professor, permitindo-lhe depois efectuar as devidas correcções ou análise do desempenho dos alunos. Portáteis que são alugados pelos alunos através do pagamento de uma anuidade de 150 dólares, um valor da mesma ordem de grandeza relativamente ao que se gasta para aquisição de manuais escolares impressos. O acesso dos computadores é limitado aos sites educaionais e não é permitido que os alunos possam usar outros computadores, com o objectivo de normalizar os meios de aprendizagem para alunos de diferentes classes sociais.
O ano passado, o investimento em software educativo pelo ministério da Educação nos EUA, foi de 2,2 mil milhões de dólares. A propósito disto e por incrível que pareça, vou voltar a falar do nome daquele que muitos nem ousam pronunciar, José Sócrates. A ele se deve o ‘Choque Tecnológico’ e o “Magalhães” em particular, um processo que pode ter sido implementado com muitos defeitos, mas que dará, sem dúvida, grandes benefícios ao ensino através de uma revolução nos meios de aprendizagem. Pode agora não haver meios para o implementar, pode a sociedade até ter ficado muito abalada com o choque frontal que sofreu, podem os custos com as comunicações serem muito elevados, mas, seja “Magalhães” ou outra coisa qualquer, o futuro passa certamente por aqui. Faz sentido pensar que numa década, metade dos leitores já tenham aderido aos livros em formato digital, mas que todos os anos se tenham de comprar manuais escolares em papel?



