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Uma xico-espertice selvática

Junho 30, 2011

Em Novembro de 2010, depois de assistirmos à limpeza da favela do Alemão por parte das autoridades brasileiras, ficámos a saber que lá no alto do morro havia uma casa de luxo, propriedade de um traficante de droga. Quando se viu as imagens do interior dessa casa, além do facto de estar equipada com electrodomésticos de última geração, o maior contraste, face a toda a pobreza que existia à sua volta, foi o facto de ter uma pequena piscina no terraço, sobre um deck de madeira. Daquele local, o traficante mais conhecido por “Polegar”, podia estar a refrescar-se e a observar grande parte da comunidade que o rodeava, numa postura de rei e senhor daquelas terras.

Mas isto acontecia numa favela, onde as autoridades nem sequer conseguiam entrar para travar o tráfico de droga. Ali, naquela selva de casas barracas, qualquer um amplia o seu barraco sem ter de dar cavaco sem a quem for. Ou melhor, se calhar até tem de pagar algo ao traficante da zona, mas certamente que não tem de declarar nada às entidades camarárias (lá serão as entidades da prefeitura?) que costumam autorizar as novas construções, ampliações ou remodelações do que já existe. Uma favela que terá as suas próprias regras, onde cada um só deverá ter de se entender com os vizinhos que o rodeiam.

O que se torna mais difícil de entender é como, numa cidade onde não existem favelas, onde não existem locais isentos das leis que devem ser iguais para todos, onde as autoridades conseguem ir a todos os lados, onde existem serviços camarários para atribuir licenciamentos, onde a construção deve deveria obedecer aos planos urbanísticos e às respectivas licenças camarárias para construção, ampliação ou remodelação, onde o sistema deveria funcionar, pois é precisamente onde nos deparamos com aquilo que só pode ser designado por xico-espertice selvática.

A história é rápida de contar. Numa zona de Olhão, composta por vivendas geminadas com dois pisos, existe a vivenda nº 2, a nº 3 e a nº 4. O que vou mostrar, acontece nas traseiras dessas vivendas, onde cada um tenta tirar melhor partido da área de que dispõe (não é igual para todas as vivendas). A vivenda nº 3, que fica no meio das outras duas, já tinha uma piscina, adiante designada por tanque, face ao seu tamanho. Rodeada por muros altos, ficava longe dos olhares indiscretos dos vizinhos do lado, e mesmo dos restantes que moram ali nas proximidades.

Há muito pouco tempo, a vivenda nº 4 (à direita nas fotos seguintes), decidiu também avançar com a construção de uma piscina. Se podia ter feito nos moldes iguais ao vizinho do lado? Podia. Mas o dono da obra decidiu por a cabeça a funcionar e arranjou um esquema fantástico para a construção do seu tanque, de forma a também ele poder estar a banhar-se e a olhar para os vizinhos como dono e senhor daquelas terras.

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Dividiu ao meio a área que tinha nas traseiras da vivenda e numas das metades construiu uma placa de betão ao nível do primeiro piso da vivenda. Depois, por baixo de uma das metades dessa placa instalou o obrigatório barbecue e na outra metade o que fez? Construiu o seu tanque. E na metade ao lado da placa de betão construiu uma escadaria para ter acesso a tão belo local de banhos elevado. Nestas fotos ainda não é visível, mas posso acrescentar que entretanto já foi colocado um gradeamento em volta da placa, para impedir que os banhistas possam cair para a vivenda do lado. De qualquer forma, estou a crer que quando um dos banhistas se atirar para o tanque a gritar: “BOMBA!”, o vizinho do lado irá ficar com as suas sardinhas molhadas de água com cloro. Nem o tal “Polegar” seria capaz de se lembrar de uma coisa assim.

A história não estaria completa se eu não falasse do dono da vivenda nº 2 (a da esquerda nas fotos). Talvez sentindo-se impotente e revoltado perante a maravilhosa ideia do vizinho do nº 4, decidiu expressar a sua mágoa através da pintura. Pôs mãos à obra e em poucas horas revestiu a sua vivenda de uma cor agradável à vista de quem passa, perfeitamente enquadrada com todas as vivendas das redondezas.

O que está aqui em causa. Isto é um processo que só pode violar todas as elementares regras de urbanismo. Placas da obra a identificar o construtor e a respectiva licença camarária? Não existem. Ora, quem é o manjerico, com um pouco de cabeça, que iria ousar a fazer uma obra assim, sem qualquer licença camarária, podendo a mesma ficar embargada, arriscando-se a ficar sem uns bons milhares de euros? Das duas uma. Ou é inconsciente ou tem as ‘costas quentes’. Ah! Calma. Estamos em Portugal. E não é para estar a dizer sempre mal, mas também é um facto que nisto da construção civil nos vamos deparando com casos de urbanismo selvático que mais parecem coisa de favela. Estamos em Portugal e mais concretamente no Algarve, em Olhão. É espantoso, mas isto é verídico. Está ali um tanque quase pronto, só faltando encher de água.

Agradeço a quem leia isto que me ajude a perceber o que se está a passar aqui. Será possível que isto tenha sido licenciado, apesar de não se ver qualquer placa (obrigatória)? Será possível que se construa isto sabendo-se que as entidades competentes vão fechar os olhos a uma alarvidade urbanística? Se esta situação já foi comunicada aos serviços competentes? Já. Se eles já deram alguma resposta? Não.

34 Comentários leave one →
  1. Junho 30, 2011 5:35 pm

    Tudo é possível neste país, meu caro amigo.

  2. Julho 1, 2011 1:11 pm

    …a avaliar pela profundidade da piscina, penso que ainda dá para acrescentar uma prancha para saltos, daquelas mais baixas….

    • Julho 1, 2011 1:42 pm

      :) Ontem, não sei se no Discovery Channel, deu um programa sobre super-homens de carne e osso. E deu para ver um islandês (creio) que era capaz de saltar de uma altura de 10m sobre uma pequena piscina com apenas 30cm de altura de água. Sinceramente, eu acho que eles bem podiam tentar construir uma torre igual e ver se conseguiam imitar esse tipo. Afinal, têm ali bem mais que 30cm de altura de água. Por isso, deveria correr tudo bem

  3. Julho 1, 2011 4:39 pm

    mais um escândalo para camara municipal de olhão!!! que permite tudo e mais alguma coisa !!!

    • Julho 1, 2011 4:59 pm

      Fica também a dúvida: onde tudo isto poderá ir parar? Será que o dono da vivenda do lado se irá lembrar de fazer uma piscina à altura do telhado da sua vivenda?

  4. Julho 1, 2011 4:43 pm

    há quem se julgue mais esperto que os outros e como tal resolveu ter esta obra de arte!! só gostava de saber se cada vez que enche a piscina paga a agua?? ou então torna se chico esperto mais uma vez e retira o contador da agua para não a pagar!! e há conta disto pagam uns pelos outros!!

    • Julho 1, 2011 5:01 pm

      Boa questão. Além de todas as ilegalidades que devem ter sido cometidas nesta obra, será que nada tem a pagar às Finanças?
      Insisto, este caso foi comunicado ao Vereador responsável pelos licenciamentos, com conhecimento ao presidente da Câmara.

  5. Julho 5, 2011 1:42 pm

    FOÍ PENA NÃO TIRAREM FOTOS Á FRENTE DA MORADIA Nº2 EXISTE UM ESGOTO A CEÚ ABERTO ONDE CORRE AGUA DA PISCINA Nº 3 QUE CONTÊM CLORO SENDO UM PERIGO PARA A NATUREZA OS DEJECTOS E O PELO DO CÃO DO MESMO SAI TUDO EM FRENTE Á MORADIA Nº 2 .
    NO ANO PASSADO A MINHA ESPOSA TIROU AS ERVAS LIMPOU O ESGOTO O LIXO FICOU A UM CANTO UNS MENINOS DA URBANIZAÇÃO DEITARAM O LIXO DENTRO DA MORADIA Nº2 FUÍ FALAR COM TODOS .E A MINHA PESSOA FUÍ AMEAÇADO DE MORTE ATÉ METEU A POLICIA JÁ FALEÍ COM A C.M.MUNICIPAL DE OLHÃO, NÃO Á RESPOSTA. EU PAGO SANEAMENTO, LIXOS, ESGOTOS, AGÚA, CONTRIBUIÇÕES AUTARQUICAS, O QUE É PRECISO PARA RESOLVER ESTE PROBLEMA.JÁ NÃO SEÍ O QUE HEÍ-DE FAZER. SERÁ QUE ERREÍ EM VIR MORAR DE FARO PARA OLHÃO E CRIAR UMA EMPRESA DE RESTAURAÇÃO.

    • Julho 5, 2011 1:45 pm

      Pedro Neto, agardeço o seu testemunho. Posso assegurar que esta situação já foi comunciada a todas as entidades competentes e a vários órgãos da comunicação social. Apesar de aidna não ter obtido qualquer resposta, continuarei a divulgá-la até que alguém com capacidade de decisão a leia e faça algo

  6. Julho 5, 2011 4:24 pm

    PRECISAMENTE SE CALHAR PELO FACTO DE TER AS COSTAS QUENTES NADA PAGA ÁS FINANÇAS!!! ESPERA SE REALMENTE QUE O VEREADOR TOME UMA POSIÇÃO SOBRE ISTO PORQUE AQUI EM OLHÃO ISTO MAIS PARECE UMA RÉPUBLICA DAS BANANAS!! ONDE FUNCIONA A REGRA DO QUERO POSSO E MANDO!!

  7. Julho 5, 2011 11:22 pm

    olhe que já espero tudo a partir o momento em que vi este xico esperto fazer já acredito em tudo!! não me admiraria que houvesse mais xicos espertos nesta zona visto que já há um é só dar continuidade e porque a partir de um certo momento pode haver muita gente a pensar se aquele pode eu também posso fazer!!!

    • Julho 6, 2011 10:04 am

      Também acredito que sse seja o passo seguinte. Aliás, na vivenda nº 6, está agora a ser construído uma enorme estrutura metálica, julgo eu, que seja para fazer um telheiro do lado contrário ao da vivenda

  8. Julho 5, 2011 11:59 pm

    não desistam de obter respostas!!!

    • Julho 6, 2011 10:05 am

      Não é de facto por falta de insistir. Mas confesso que o silêncio da CM de Olhão, face a dois Emails que já recebeu, é aflitivo. Como é que um CM, perante uma denúncia destas, é incapaz de dar uma resposta a um cidadão?

  9. Julho 7, 2011 12:15 am

    é incapaz de dar resposta porque o xico esperto têm as costas quentes de certeza

  10. Julho 11, 2011 9:54 pm

    já houve alguma resposta até esta altura?

    • Julho 11, 2011 10:22 pm

      Zero. Isto é uma coisa que custa de facto entender. E a dita obra prima já está concluída e em pleno funcionamento. Esta semana vou voltar a fazer nova ronda. E também irei publicar aqui uma foto da obra concluída

      • Julho 12, 2011 11:44 am

        blue, eu sei que até parece ousado a tal construção da dita piscina em terreno elevado. Mas no entanto e pensando mais friamente tendo em conta que é construída num zona do seu lote que não afecta acessos ou vistas de terceiro há realmente algo que legalmente que o impeça de efectuar tal elevação?

        Ocorre-me que “legalmente” por estar afinal a criar uma área coberta e não modificar área não útil esteja assim a alterar as especificações do lote e possa necessitar de uma licença mais exigente. Pareces que te dedicas ao assunto e sabes bem mais do que eu comum cidadão, por isso “desafio-te” a esclareceres melhor que procedimentos ou ilegalidades de urbanismo que a tal moradia 4 esteja a cometer.

        Assim por dizer não estamos nós a basearmos-nos num conceito “tradicional” que nos choca mas até é permitido?

        • Julho 12, 2011 1:25 pm

          NC, respondo num comentário independente por causa do ‘efeito de escada’ na leitura dos comentários a outros comentários a outros comentários

  11. Julho 12, 2011 1:46 pm

    NC, eu não sei mais que o comum do cidadão que olha para ali e diz: “aquilo só pode ser ilegal. Não sei ao certo o que pode estar a violar, mas aquilo é um atentado”. Mas na verdade, como dizes, aquilo pode ter sido um acto «ousado» do dono dessa vivenda, que pouco ou nada viola os regulamentos. Que aquilo é uma alarvidade urbanística? É. Se viola as regras de construção? Não tenho a certeza. Se precisava de licença camarária para ser construído? Garantidamente que sim. Se foi dada? Não faço ideia.
    Sobre esta frase: «tendo em conta que é construída num zona do seu lote que não afecta acessos ou vistas de terceiro». A questão é que afecta. Aquilo são vivendas geminadas. O da vivenda 2, até há pouco tempo, caso estivesse na sua varanda, teria de olhar na perpendicaular à sua fachada para ver os vizinhos nas varandas do lado. Agora, a vista do seu lado esquerdo ficou obstruída pela construção de uma laje onde vão estar pessoas em cima, que se situa à cota dessa mesma varanda. Se o vizinho da vivenda 2 se importa com isso? Se calhar não. Mas se ele tiver de vender a sua vivenda, duvido que alguém queira comprar uma casa onde vai estar a olhar para pessoas em fato de banho quando estiver nos quartos.
    Fui também consultar o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU), onde transcrevo os seguintes artigos:

    Art. 3.°
    As câmaras municipais não poderão conceder licenças para a execução de quaisquer obras sem que préviamente verifiquem que elas não colidem com o plano de urbanização geral ou parcial aprovado para o local ou que, em todo o caso, não prejudicam a estética urbana.
    .
    Art. 8.º
    A utilização de qualquer edificação nova, reconstruída, ampliada ou alterada, quando da alteração resultem modificações importantes nas suas características carece de licença municipal.
    .
    Art. 59.º
    A altura de qualquer edificação será fixada de forma que em todos os planos verticais perpendiculares à fachada nenhum dos seus elementos com excepção de chaminés e acessórios decorativos, ultrapasse o limite definido pela linha recta a 45.º, traçada em cada um desses planos a partir do alinhamento da edificação fronteira, definido pela intersecção do seu plano com o terreno exterior.
    .
    Art. 60.°
    Independentemente do estabelecido no artigo anterior, a distância mínima entre fachadas de edificações nas quais existam vãos de compartimentos de habitação não poderá ser inferior a 10 metros.
    .
    Art. 73.º
    As janelas dos compartimentos das habitações deverão ser sempre dispostas de forma que o seu afastamento de qualquer muro ou fachada fronteiros, medido perpendicularmente ao plano da janela e atendendo ao disposto no artigo 75.º, não seja inferior a metade da altura desse muro ou fachada acima do nível do pavimento do comportamento, com o mínimo de 3 metros.Além disso não deverá haver a um e outro lado do eixo vertical da janela qualquer obstáculo à iluminação a distância inferior a 2 metros, devendo garantir-se, em toda esta largura, o afastamento mínimo de 3 metros acima fixado.
    .
    Art. 74.º
    A ocupação duradoura de logradouros, pátios ou recantos das edificações com quaisquer construções, designadamente telheiros e coberturas, e o pejamento dos mesmos locais com materiais ou volumes de qualquer natureza só podem efectuar-se com expressa autorização das câmaras municipais quando se verifique não advir daí prejuízo para o bom aspecto e condições de salubridade e segurança de todas as edificações directa ou indirectamente afectadas.
    .
    Art. 75.º
    Sempre que nas fachadas sobre logradouros ou pátios haja varandas, alpendres ou quaisquer outras construções, salientes das paredes, susceptíveis de prejudicar as condições de iluminação ou ventilação, as distâncias ou dimensões mínimas fixadas no artigo 73.º serão contadas a partir dos limites extremos dessas construções.


    NC, da leitura dos artigos anteriores, mesmo sem ser um perito nesta matéria, eu creio que existem várias violações ao RGEU, além do facto de não ter sido exibida qualquer placa durante a execução da obra, o que também pode ser um indicador de não ter sido passada qualquer licença pela CM de Olhão.
    De qualquer forma, eu vou também enviar link deste post para uns blogues de engenharia civil, na esperança que possam dar um contributo para esclarecer esta questão em termos de possíveis ilegalidades

    • Julho 12, 2011 2:39 pm

      Obviamente não duvido que necessite de uma licença camarária tendo em conta que a forma e extensão da “reformulação” passa por ser diferente de uma simples alteração de zona aberta. Aliás o art 74 comprova isso do qual já adivinharia que algo assim tivesse que existir.

      Quanto ao artigo 8 é o mais importante nisto e lá está. Teremos de primeiro que saber as condições em aqueles lotes foram aprovados e saber qual o grau de liberdade para alterações permitido para saber que em termos camarários esbarra nos limites aprovados.

      Agora alegar que prejudica a estética urbana, apesar de tudo tenho sérias dúvidas tendo em conta a recóndita localização da obra já que são alterando fachadas nem lateramente se tem acesso a elas. É feio pronto e está em termos de materiais toscamente construído agravando a nossa opinião negativa. Poderia-se alegar até que o primitivismo da obra poderia chocar com qualquer aspecto rústico mas parece-me puxado alegar tal. Fico sempre com a impressão que tendo em conta o local da obra o dono poderia alegar que o direito à liberdade na sua obra não colidia com qualquer estética urbana.
      Tenho que te a dizer que se tal “implante” fosse feito “decentemente” ainda seria considerado uma obra arquitectónica. Já não vimos arquitectonicamente tantas modificações em edificios com contrastes, materiais e volumetrias díspares que aparentemente parecem uma barbaridade?

      Os vizinhos realmente podem alegar que tal estrutura implicaria falta de privacidade no seu lote mas repara que tal já sucedia caso o seu vizinho estivesse na varanda traseira tendo vista total sobre as traseiras dos lotes adjacentes, ora assim dificilmente se poderia alegar que tal obra prejudique a privacidade de alguém. Aliás se eu passar muito tempo no meu telhado poderia alegar o meu vizinho que o uso exagerado de tal violaria a sua privacidade? Poderia é alegar ser incomodado com os splashs mas isso o tal lote 4 pode precaver-se elevando pequenos muros para evitar incomodar os vizinhos.

      Posso estar enganado mas penso que o artigo 73 nesta situação não chega a ser necessário ser aplicado aqui.

      Quanto à placa de execução da obra realmente quantos obras se teria de embargar país fora por falta dela? ;D

      Obrigado pelos esclarecimentos e dedicação na discussão do assunto. Não quero ser o advogado do diabo, apenas mostrar que as coisas até podem não ser assim tão simples apesar de aparentemente parecer tudo uma barbaridade.

  12. Julho 12, 2011 6:01 pm

    :) NC, «…mas isso o tal lote 4 pode precaver-se elevando pequenos muros para evitar incomodar os vizinhos», com tudo o que foi ali feito, creio que esses pequenos muros também seriam possíveis. Mas aquilo já está concluído, tendo sido colocado um corrimão à volta da placa, de forma a impedir que algum dos banhistas caia para o quintal do lado (ainda hei-de publicar foto actualizada num novo post).
    Eu creio que não haveria problema se fosse apenas construído um telheiro à cota do primeiro piso, pois tem sido essa a solução adoptada na maioria das vivendas ali à volta. Só que, um telheiro não é para alguém andar em cima dele, e muito menos, para sustentar uma piscina. É esta solução, a de permitir que andem pessoas à cota do primeiro piso, numa placa perpendicular à fachada das traseiras, que choca e que muito dificilmente poderia ser tolerada por alguém que fosse ali para comprar uma vivenda. Pelo comentário que foi feito mais acima, por alguém que morará ali e que se mostra bastante indignado com a situação, fica-se com a ideia que o dono da vivenda do meio não se importará com aquela obra ou com o facto das suas sardinhas ficarem salpicadas de água com cloro. Por isso, aquilo até deverá eser coisa aceite entre compinchas. Só duvido é que o dono da vivenda que foi pintada agora de cor-de-rosa partilhe da mesma opinião. Esses e mais uns tantos. E são esses que eu acredito que se sintam prejudicados com a estética urbana daquela construção.
    Há a dúvida: eu não sei se aquilo foi devidamente autorizado ou se foi feito ignorando todas as entidades competentes. Se foi autorizado, nada mais a dizer. Se não foi, aquilo violará a lei e deverão ser tomadas todas as medidas previstas na lei, sejam multas ou mesmo a demolição daquilo. Mas uma vez mais, quez decidiu fazer aquilo também pode ter pensado que a nossa lei deixa muito a desejar e que as fiscalizações camarárias não são para levar a sério. Ou ainda, quem fez aquilo poderá ser alguém que sabia que podia avançar com a obra pois sabia que nunca iria ser chateado por tal coisa. Eu também sei uma coisa, como cidadão cumpridor que sou: se fosse eu a ter aquela ‘brilhante’ ideia, nunca seria capaz de avançar sem ter as devidas licenças para o fazer, pois nunca iria arriscar a sofrer multas ou a ver a obra a ficar embargada. Saliente-se que aquilo não é coisa de poucos euros.
    Para já vou continuar à espera de ter uma resposta de alguma entidade competente sobre esta matéria ou de saber se aquilo foi de facto legalizado.

    • Julho 12, 2011 10:45 pm

      Isto até pode dar uma telenovela lol. E tendo em contas as burocracias por cá ainda pode demorar uma eternidade para saberes o final dela. Olha, vai dando informações que fiquei também interessado no desfecho.

      Há bastante probablilidade de aquilo nao ter licença já que tais liberdades sempre me pareceram ser prática comum neste brando cantinho da Europa.

      Sabes se algum deles tem caçadeiras para animar a telenovela? Se sim, vais ter o CM e a TVI por essas bandas um dia destes.

      • Julho 13, 2011 5:26 pm

        NC, o que eu temo por aqueles lados, tendo em conta o grau de impunidade que parece existir por ali e lendo alguns dos comentários aqui feitos (aparentemente por quem mora ali bem perto), é que um dia ainda possa suceder uma desgraça.

  13. Julho 13, 2011 12:12 am

    para além de colocarem novas fotos recentes gostaria que fosse publicado também as imagens do cano de esgoto que está a ceu aberto em frente á vivenda numero 2 onde no qual sai agua da piscina da vivenda 3 com cloro sublinho cloro!! e para não falar no mijo e na merda do cão que sai por ali também isto tudo de autoria da vivenda numero 3 !

  14. Julho 13, 2011 12:14 am

    continua a dar informações que eu quero saber o desfecho desta chico espertice!! isto se for posssivel!!!

  15. Julho 13, 2011 10:05 am

    COM RESPEITO Á PISCINA É UMA OBRA DE ARTE ESCALHABRE ESTOU MUITO ADMIRADO DA FISCALISAÇÃO NÃO VER OU FIZERAM COMO OS CAVALOS POR UMAS PALAS DE LADO PARA SÓ OLHAR PARA A FRENTE .E SERTAS SENHORAS E SENHORES QUE MORAM NOS PREDIOS NA ZONA ALTA QUE TEM UMA VISÃO MAGNIFICA DESTA VÉZ NÃO VIRAM SE CHAMAM A AUTORIDADE PARA UMAS COISAS E PARA OUTRAS NÃO OU SERÁ QUE TEM AS MÃOS UNTADAS. MAÍS UMA VEZ ÃOS SENHORES E SENHORAS MUNICIPAIS CAMARARIAS A LEÍ É IGUAL PARA TODOS SE EU FOSSE FUNCIONARIO DA CAMARA TODOS QUE TEM PISCINAS E TANQUES SEN RAMPA PARA LAVAR A ROUPA EU ÍA SABER DE ONDE APAREÇEU ESSA AGÚA

  16. Julho 13, 2011 5:24 pm

    Aos 3 últimos comentadores: aquilo que eu posso dizer é que não é por falta de empenho da minha parte, na divulgação deste caso, que não existem novidades. Posso garantir que este caso tem sido divulgado junto de diversas entidades. Mas infelizmente, até à data, ainda não recebi qualquer resposta.
    Assim que houver novidades ou que surja algo que o justifique, publicarei novo post com esses desenvolvimentos e com foto actualizada

  17. Julho 19, 2011 10:31 am

    EU NÃO SEÍ A MAIORIA DAS PESSOAS DIZEM O QUE ESCREVEM AQUÍ É TIPO PROPAGANDA E TIPO FEÍRA TAMBEM DIZEM QUE NÃO DÁ EM NADA PORQUE ESSES SENHORES SÃO REÍS E SENHORES DA POPULAÇÃO FAZEM O QUE QUER E APETESSE ATÉ HOJE AÍNDA NÃO VÍ HOMENS COM COLHÕES PARA RESOLVER ESTA CAMOFLAGEM. SÓ SABEM ANDAR DE GRAVATA E CARROS DE LUXO PARA FAZER VISTA GROSSA MUITAS DAS VEZES NEM ESTAM AO SERVIÇO PORQUE ESTÃO CANSADOS. VAMOS LÁ VER O QUE ISTO VAÍ DAR SERÁ QUE VAÍ TUDO PARA O LIXO. QUANTO NÓS MAÍS FALAR-MOS DÍZEM QUE É PÍOR.
    QUEM SERÁ OS BURROS, ELES OU NÓS??!

  18. Julho 26, 2011 5:07 pm

    novidades existem ou ainda não?
    será que os vereadores andam a dormir??? ou aqui em olhão é mesmo a républica das bananas??

    • Julho 26, 2011 5:26 pm

      Nada. Eu não queria baixar os braços, mas chega a ser frustrante não obter uma única resposta. Por duas vezes enviei email com este texto e as fotos, para o responsável pelo pelouro do Licenciamento de Obras Particulares, eng. Carlos Alberto da Conceição Martins, com conhecimento ao presidente da CM de Olhão. Enviei mail para todos os jornais regionais e outros nacionais. Ao menos que dissessem que o assunto não merecia desenvolvimentos. Mas nada. Zero de feedback. Isto é uma tristeza

  19. Julho 26, 2011 5:07 pm

    tou a ver mesmo que vai dar telenovela!!!

  20. Agosto 9, 2011 10:09 pm

    novidades?
    nenhuma?

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