Coisas só possíveis na política
No XVIII Governo Constitucional
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António Serrano: Professor catedrático da Universidade de Évora e doutorado em Gestão de Empresas, exerceu as funções de presidente do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo, em Évora. Foi director do Gabinete de Planeamento de Política Agro-Alimentar do Ministério da Agricultura, e vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional do Alentejo – INALENTEJO, do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Dulce Pássaro: Licenciou-se no Instituto Superior Técnico e especializou-se em Engenharia Sanitária na Universidade Nova de Lisboa, tendo iniciado a sua actividade profissional como professora assistente no ensino politécnico. Entre os cargos que desempenhou, destacam-se a presidência do Instituto dos Resíduos, a chefia de divisão de resíduos da Direcção Geral da Qualidade do Ambiente, a direcção do serviço de resíduos e reciclagem da Direcção Geral do Ambiente e a direcção do departamento de planeamento e assuntos internacionais do Instituto dos Resíduos. Dulce Pássaro participou também na elaboração da primeira lei nacional da qualidade da água, do Plano Nacional de Resíduos, dos Planos Estratégicos para Gestão dos Resíduos Industriais e Hospitalares e da legislação de resíduos para o território de Macau. Também desempenhou funções no controlo das descargas de águas residuais industriais na Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos e na aplicação do normativo comunitário de combate à poluição marítima e no controlo de substâncias perigosas no meio aquático. De Março de 2003 até Outubro de 2009, foi vogal do conselho directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos. Foi nomeada Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território do XVIII Governo Constitucional de Portugal, cargo que desempenha desde Outubro de 2009.
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No XIX Governo Constitucional
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Assunção Cristas: Licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1997. Foi assistente desta faculdade, entre 1997 e 1999, onde já era monitora, desde 1995. Admitida na Ordem dos Advogados, em 1999, foi assessora da Ministra da Justiça do XV Governo Constitucional, em 2002, e assumiu a direcção do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento, até 2005. Em 2004 tornou-se professora convidada na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde apresentou a dissertação de doutoramento em Direito Privado, Transmissão contratual do direito de crédito. Do carácter real do direito de crédito. Prosseguiu a sua carreira como professora auxiliar, em 2005, e professora associada, em 2009. É consultora jurídica na Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, desde 2010. Militante do CDS, foi eleita deputada à Assembleia da República, pelo Círculo de Leiria, em 2009.
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Tente agora esquecer por momentos a sua preferência política e peço para responder com a maior objectividade e isenção possíveis. Se você fosse o decisor máximo de um organismo privado, sem qualquer influência ou interferência política, que englobasse a Agricultura, o Mar, o Ambiente e o Ordenamento do Território, e alguém lhe colocasse à frente o curriculum desta profissional com 36 anos, para ocupar um cargo de Direcção nesse organismo, você, em perfeita consciência, seria capaz de dizer que esta pessoa seria a mais indicada para esse lugar? Que a sua experiência, nula, nestas áreas, não deveria ser tida em consideração? Sinceramente, era capaz?
A questão é só à custa da política é que se conseguem dar saltos destes. E letra da música faria mais sentido se fosse alterada para:
Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz é filiado em partidos
Dizem que é um emprego com saída




Parece-me que embirraste com a rapariga…
:) Olha, custa muito colocares o teu nome? Mas via Facebook já sei quem tu és … e o que fizeste o Verão passado
Como dizia o Costa na SICN a moça até pode fazer um bom lugar, se tiver empenho engenho e arte, estudar bem os dossiers e ser pouco permeável a lobbies, corporações e outros interesses mais ou menos “clandestinos”…
Faço notar no entanto que, como tb referiu o Costa, primo do outro António Costa mayor de Lisboa, existem muitos exemplos em governos europeus e não só, de ministros ke embora não tendo formação na área que desempenham, têm feito bons lugares nas áreas que tutelam. Existem até 3 casos de ministros das finanças europeus, que não têm formação na área económico-financeira, e no entanto…
Faz lembrar o caso daqueles brokers que trabalham na City em Londres, que são licenciados em… filosofia…pasme-se! E ke no entanto têm tido sucesso na sua actividade.
Aliás esta abordagem multi disciplinar e de pensamento “out of the box” é bem caracteristico da cultura anglo-saxónica com os resultados que se conhecem. Por isso não condicionemos à partida a crista da Cristas. Pelo menos deixem a moça tentar levantar a dita…pode ser que seja uma surpresa…ou não…
Mas pelo menos tenhamos a ousadia de pensar “out of the box” por uns tempos. Não custa assim tanto…
Se a Assunção não tiver unhas, logo os media, oposição e não só terão a oportunidade de lhe “fazer a cama”…
Pirate, «pouco permeável a lobbies, corporações e outros interesses mais ou menos “clandestinos”», só aí a coisa já derrapa. No caso do Ambiente, ela tem em mãos a batata da Águas de Portugal que, como se sabe das intenções do Passos, irá ser privatizada. E esse processo garantidamente que não vai começar apenas a ser preparado agora. É algo que já deverá ter anos de preparação, com influência directa de grandes grupos económicos que querem pegar num negócio que só dá lucro.
Abordagem multi disciplinar e pensamento “out of the box”? Ok. Vamos admitir isso e dar margem de manobra para ver o que acontece. Também como bem dizes, se não tiver unhas, não faltará quem lhe queira fazer a cama. Mas a questão é esta. Há pouco tempo houve uma manifestação de propoções enormes, a propósito da tal ‘geração à rasca’, daqueles que não conseguem arranjar emprego, por mais habilitados que estejam para um lugar. Aquilo que seria importante e necessário, era que os empregadores também tivessem essa postura perante quem lhe aparece à frente na entrevista. Mas pergunto eu: quanto é que concorrem a um lugar, sem qualquer experiência nesse área, e que são bem sucedidos?
Poucos são bem sucedidos e então se não tiverem formação na área a que se candidatam nem vale gastar o dinheiro no selo da carta com a candidatura e respetivo CV. Mas…como referi no post anterior estamos em Portugal, num país de cultura latina, dizem…e não num país anglo-saxónico onde existe a ousadia de empregar candidatos na City de Londres com formação em filosofia! Isso cá no burgo seria impensável, nem em sonhos…
É por estas e por outras que Portugal não pula nem avança…somos demasiado quadrados, não temos nem a arte nem o engenho para pensar “fora da tal caixinha”, infelizmente…
Quanto à ministra em causa, devo dizer que não tenho grandes expectativas relativamente à sua performance – embora tenha algum traquejo político, falta-lhe maturidade e são muitos os dossiers que irá ter em mãos, para não falar da densidade e complexidade dos problemas que terá que resolver e conflitos que terá de derimir…
Ficarei muito surpreendido se a Cristas conseguir durar um aninho sequer. A ver vamos…pode ser que esteja errado.
Por muito “estudiosa” que seja esta jovem ministra e não duvido que seja uma política promissora, é uma missão quase impossível, a não ser que lhe dêem vários “ministros secretários de Estado” e ela seja apenas uma espécie de moderadora.