Woman, I can hardly express …
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O Afeganistão, segundo um relatório da Fundação Thomson Reuters, ao ter casos de mulheres mutiladas, tal como sucedeu a Bibi Aisha, ou mulheres desesperadas que se imolam, ficou em primeiro lugar na lista dos piores países do mundo para alguém do sexo feminino nascer e crescer. Os restantes cinco primeiros, por ordem decrescente, são a República Democrática do Congo (RDC), Paquistão, Índia e Somália. Este estudo serviu também para marcar o lançamento do site “Trustlaw Women”, destinado a prestar assessoria jurídica gratuita a grupos de mulheres a nível mundial.
O segundo lugar, atribuído à República Democrática do Congo, ficou a dever-se aos números revoltantes da violência sexual que prolifera naquele país. Numa estimativa apresentada num estudo dos EUA, mais de 400.000 mulheres seriam violadas todos os anos. As milícias não poupam nenhuma mulher, violando e estropiando meninas de três anos ou mulheres idosas.
No terceiro lugar, o Paquistão soma casos de práticas culturais, tribais e religiosas contra as mulheres, envolvendo abusos, casamentos forçados e mutilações em ataques com ácido, bem como assassinatos em nome da honra. De acordo com a comissão dos direitos humanos no Paquistão, todos os anos morrem mais de 1000 mulheres ou meninas, vítimas de crimes de honra.
No quarto lugar, a Índia acabou por constituir a surpresa geral. No entanto, é um país que foi classificado como extremamente perigoso por causa dos elevados níveis de infanticídio feminino e tráfico sexual. Um país onde existirão 3 milhões de prostitutas, das quais, 40% serão crianças.
Por fim, em quinto lugar, a Somália possui elevadas taxas de mortalidade materna, inúmeros casos de mutilação genital, e graves falhas no acesso a educação e cuidados de saúde, não existindo mesmo cuidados pré-natais.
Segundo Monique Villa, responsável pela Fundação Thomson Reuters, “os perigos escondidos – tais como a falta de escolaridade ou a existência de cuidados de saúde terríveis ou inexistentes – são tão mortais, senão mais, do que os perigos físicos, tais como a violação ou os assassinatos, que normalmente ocupam as manchetes. No Afeganistão, por exemplo, uma em cada onze mulheres morre durante o parto. Nos 5 países daquela lista, os direitos numanos são sistematicamente negados à mulheres.”
Este estudo foi efectuado com base nas respostas de mais de 200 profissionais da ajuda internacional, académicos, profissionais da área da saúde, decisores políticos, jornalistas e especialistas em desenvolvimento, escolhidos por causa dos eus conhecimentos em questões nesta área. Cada país foi também classificado em termos de 6 factores de risco: saúde; discriminação e falta de acesso a recursos; práticas culturais e religiosas; violência sexual; tráfico de seres humanos; violência relacionada com conflitos.




Quando ser mulher é um pesadelo…
Fotos no The Big Picture