Quando os inimputáveis compram armas
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Foto de Zed Nelson, trabalho “Gun Nation”: “Tanner first fired a gun aged three. He now owns a .243 Ruger rifle, a Remington 58 and a 20-guage automatic shotgun. Andrew has a Browning Rifle, a Remington pump-action shotgun and a military rifle. I’ve got about 50 guns. The real problem is the minorities who have guns – they cause the problems.” – Jack Cone, 45, with sons Andrew, 10 and Tanner, 12, at the National Rifle Association (NRA) annual convention and gun show, Dallas, Texas.
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Jared Lee Loughner, foi o americano que se aproximou da congressista democrata Gabrielle Giffords, quando esta discursava para dezenas de pessoas num parque de estacionamento de um supermercado de Tucson, no Arizona, o estado americano que tem das regras mais “permissivas” para a venda de armas. Sem que nada o fizesse prever, puxou da sua arma, uma uma pistola semi-automática Glock de 9 milímetros, comprada meses antes numa loja de artigos desportivos em Tucson, e disparou à queima-roupa sobre a congressista e de forma indiscriminada sobre os restantes. A coragem de alguns dos presentes foi determinante para que a tragédia não fosse ainda maior, já que a sua pistola tinha um carregador de alta capacidade para 31 tiros. Mesmo assim, houve a lamentar a morte de seis pessoas (entre elas, uma criança de nove anos) e ferimentos em outras 12. Mais tarde o FBI disse que o atirador tinha consigo mais um carregador de alta capacidade e outros dois normais, num total de 92 balas.
Jared Loughner foi presente a tribunal e um juiz federal considerou-o inimputável ou "incapaz para ser submetido a julgamento". E como é que ele chegou a essa conclusão? Pelo facto de ter lido relatórios feitos por peritos nomeados pelo tribual, os quais, ao longo de cinco semanas avaliaram o estado mental de Jared Loughner.
Só que, Jared Loughner comprou a sua arma numa loja de artigos desportivos com a mesma simplicidade com que alguém compra uma raquete de ténis. Ninguém o submeteu a testes psicológicos ou de personalidade, nem ninguém lhe perguntou porque raio precisava de carregadores de alta capacidade. Se o tivessem feito, se tivesse havido mais cuidado na venda de uma arma, talvez não houvessem mortes a lamentar.
Jared Loughner, foi rejeitado pelo Exército norte-americano e foi expulso de uma universidade comunitária por causa do seu comportamento. Esse seu passado foi totalmente ignorado quando ele comprou uma arma. Agora, ele irá ser enviado durante 4 meses para uma instituição federal para doentes mentais, a fim de recuperar as suas faculdades mentais, para que possa ser julgado. Depois disso ele será novamente avaliado. Se tudo estiver na mesma, o período de tratamento será alargado.
Mais frustrante é pensar que este caso não servirá para mudar seja o que for na “nação das armas”.




Os EUA no seu “melhor”…
É uma atrás de outra.
só falam mal das armas.mas e quando elas salvam a vida de várias pessoas ninguém fala nada a respeito.isto foi um caso isolado
Lucas, «um caso isolado»? E os vários massacres ocorridos em escolas nos EUA? Eu até lhe faço um desafio: dar um exemplo onde, uma arma empunhada por um civil, tenha salvo a vida de uma ou mais pessoas