A esperteza saloia da restauração
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Nas várias propostas que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou para tentar ajudar o sector a ultrapassar as dificuldades financeiras, inclui-se começar a cobrar os pagamentos feitos com cartão multibanco, acabar com embalagens individuais de manteiga, açúcar e azeite e suspender as avenças de medicina, higiene e segurança no trabalho. Nas palavras de José Manuel Esteves, secretário-geral da AHRESP: “Lá fora em países evoluídos como a Alemanha nada disto é obrigatório. São povos pragmáticos e parcimoniosos. Além dos custos financeiros são claros ataques ao ambiente”.
Nós também temos de nos juntar ao grupo dos países desenvolvidos. Nada de levar pacotinhos de manteiga para a mesa. Até porque, quantas não são as vezes em que os mesmos têm manteiga rançosa ou manteiga que derreteu ao sol de uma esplanada e que depois voltou a endurecer no frigorífico e que voltou a derreter na esplanada e que … depois temos os pacotinhos de açúcar. Com a história das dietas, a malta só põe metade do açúcar no pacotinho, ou nem isso, indo o resto vai para o lixo. E temos novamente o azeite. Andou a ASAE a lutar para impor as embalagens invioláveis e descartáveis, onde se garantiria a origem do produto, para se ir voltar ao galheteiro que pode ser enchido com aquele azeite que se compra em jerricans, de origem e qualidade altamente duvidosa. Evolução é isto.
E depois das declarações do secretário-geral da AHRESP, foi a vez de Mário Pereira Gonçalves, presidente da mesma associação, colocar os pontos nos is: “Antes, havia açucareiros, agora somos obrigados a ter tudo embalado. Isso obriga-nos a pagar tudo mais caro, quando queremos é reduzir os custos de contexto (…) se quiser ter tudo em ordem, um empresário hoje não faz mais nada”. Afinal é disso que se trata, «custos de contexto» e «perdas de tempo». Resta saber se o cliente irá querer sujeitar-se a tanta esperteza saloia.




epá, isso do ‘saloio’ tá-me a ofender!! :)))
:))) espera até ires almoçar fora e nem sequer tiveres direito a toalhas de papel