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Como se alimenta o eterno conflito entre Árabes e Judeus

Março 25, 2011

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Judeus com o rosto tapado, lançam pedras na direcção de um grupo de palestinianos nos arredores da aldeia de Hawara, no norte da Cisjordânia. Colonos Judeus praticaram vários tumultos na Cisjordânia, provocando o ferimento a 4 palestinianos, depois de Israel ter dado sinais que poderia aceitar os pedidos feitos pelos EUA para o desmantelamento de colonatos . (KAHANA Menahem / AFP / Getty Images)

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A 12 de Março de 2011, segundo os relatórios de Israel, um palestiniano ter-se-á infiltrado durante a noite no colonato judeu de Itamar, próximo de Nablus, na Cisjordânia. Entrou numa casa e matou a golpes de arma branca um casal, duas crianças de 3 e 11 anos e um bebé de 3 meses. O ataque foi posteriormente reivindicado pela Brigada dos Mártires de Al Aqsa, mas não é claro que tenham sido eles a efectuar esse ataque, já que esse grupo terrorista costuma assumir, de forma frequente, a responsabilidade dos ataques numa tentativa de aumentar o seu ‘prestígio’. No dia seguinte, numa atitude que se interpreta de retaliação, Benjamim Netanyahu anunciou que havia luz verde para novas construções nos colonatos da Cisjordânia – 500 segundo os jornais israelitas.

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Um pastor palestiniano sentado em frente a um colonato judeu perto de Jerusalém. Esse colonato é conhecido como Har Homa para os israelitas e como Jabal Abu Ghneim para os palestinianos (REUTERS Ammar Awad /)

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Entretanto, a partir da Faixa de Gaza, começaram a ser lançados rockets contra Israel. A previsível resposta de Israel foi feita com raides aéreos, os quais provocaram a morte a 8 palestinianos, incluindo crianças.

De seguida, quebrando um jejum de actos terroristas que já durava há 10 anos, uma explosão num autocarro na zona Oeste de Jerusalém, provocou a morte a uma pessoa, ferindo outras 30.

Novos raides aéreos foram lançados por Israel, com bombardeamentos a túneis ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egípto, a um campo de treino do Hamas e a um posto de transformação.

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Um colono judeu discute com um manifestante palestiniano durante um protesto contra um posto ilegal, próximo do colonato israelita de Kharsina, na cidade de Hebron, na Cisjordânia (Bader Hazem / AFP / Getty Images)

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Em resumo, a Cisjordânia continua ocupada e a Faixa de Gaza está sujeita ao total de bloqueio de Israel, com muitos dos seus habitantes a viverem em condições do terceiro-mundo. Os colonos israelitas continuam a expandir-se na Cisjordânia, com os palestinianos – especialmente em Jerusalém Oriental – a serem expulsos de suas casas para darem lugar a eles. A partir de Gaza continuam a ser disparados rocketes sobre Israel, os quais, só com muita sorte é que não atingem alvos civis, em particular, escolas ou hospitais. Israel retalia esses ataques de forma firme, na maior parte das vezes através de ataques aéreos, acabando em muitos casos por suceder a morte de civis inocentes. A continuar esta espiral de violência, não será de admirar que haja lugar a uma nova guerra entre árabes e judeus.

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