Please Mr. Khadafi, Go Away With Mubarak
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Na Líbia, as recentes notícias dão conta que as forças leais a Khadafi estão a usar da máxima força para manter o líder no poder, disparando contra a população que se revolta nas ruas das cidades mais importantes do país.
No domingo, a Human Rights Watch disse que pelo menos 233 pessoas foram mortas nos diversos protestos. Além disso, houve pelo menos 61 pessoas que morreram na segunda-feira. Testemunhas disseram à agência de notícias AFP que tinha havido um "massacre" no distrito de Tajura, com atiradores a serem vistos a disparar de forma indiscriminada. No distrito de Fashlum, foram vistos helicópteros a pousar e a desembarcar homens armados, que foram descritos por testemunhas como “mercenários”, os quais atacaram de imediato quem se encontrava nas ruas.
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Existem relatos de atiradores que tomaram posições nos telhados dos prédios, numa aparente tentativa de impedir as pessoas de se juntar aos protestos. Várias testemunhas que falaram com a agência de notícias Associated Press, disseram que homens armados pró-Kadhafi disparavam de carros em movimento, contra pessoas ou edifícios. Ali al-Essawi, que renunciou ao cargo de embaixador da Líbia para a Índia, disse à Al Jazeera que aviões de combate tinham sido usados pelo governo para bombardear civis.
Todos estes relatos levantam a suspeita de terem existido “crimes contra a humanidade”, fazendo com que Navi Pillay, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, viesse exigir a realização de um "inquérito internacional independente".
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Khadafi ainda não caiu. Chegou-se a pensar que o coronel que governa autoritariamente a Líbia há 42 anos, teria fugido para a Venezuela. Tal não aconteceu. Numa aparição em público de breves segundos, debruçado da janela de uma carrinha e empunhando um chapéu-de-chuva, Khadafi fez questão de dizer: “Quero que vejam que estou em Trípoli e não na Venezuela. Não acreditem no que vos dizem os canais de televisão dos cães vadios”.
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Todos estes dados são chocantes. O suficiente para, em termos de política internacional, se fazer a pergunta: “porque raio é que o nosso governo ainda não veio a público mostrar a sua indignação e condenar estes actos? O mesmo governo que esteve presente na comemoração dos 40 anosdo regime de Khadafi?”. Mas essa pergunta já foi feita por Ana Gomes (quem mais a poderia fazer?), que em declarações à Antena 1, considerou que o governo tem colocado interesses comerciais à frente de quaisquer outros valores, afirmando que «Indigna-me que alguns ministros da União Europeia, incluindo o nosso, estejam a privilegiar o argumento de que pode vir aí um papão fundamentalista na Líbia, para ainda defenderem este regime sinistro».
Talvez o silêncio se justifique da seguinte forma. Em 2010, a Líbia forneceu mais de 10% do petróleo comprado por Portugal. Países como a Líbia e a Argélia constituem, ao mesmo tempo, importantes fornecedores de energia a Portugal. Só no ano passado, 11,5% do valor das importações nacionais de combustíveis minerais (gás e petróleo) veio da Líbia, segundo dados do INE. As compras, no valor de 727 milhões de euros, fazem da Líbia um importante fornecedor nacional que quase duplicou o seu peso em relação às importações de 2009.
A ordem natural das coisas deveria colocar a Defesa dos Direitos Humanos, em particular, a defesa da vida humana, acima de qualquer outro interesse. Mas a ordem natural das coisas há muito que está invertida. Os interesses económicos e estratégicos sobrepõe-se sempre à tomada de posições que inviabilizem negócios importantes ou posições influentes. A Ana Gomes mostra-se indignada com a posição do governo, mas, verdade seja dita, se a ordem natural das coisas fosse a mais correcta, com quantos países é que o governo teria de de cortar relações económicas ou políticas?




Um louco…perigoso!
João, um louco perigoso, com o discurso de ontem a fazer lembrar o Hitler quando estaria refugiado no Bunker, achando que ainda poderia ganhar a guerra
O senhor tem um teclado ao peito.
:) Paulo, possivelmente para enviar SMS para convidar mulheres esbeltas para a sua tenda