Why Charlie, why!?
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Gosto de ver a série “O Próximo Destino de Charlie” (Next Stop For Charlie), que dá aos Domingos no FX, 22:00. Uma série que mostra as peripécias de Charlie (Neil Mandt), um vendedor de suplementos de casa-de-banho, que viaja pelo mundo para tentar convencer o seu primo Erik a voltar para casa. Erik desistiu da escola de medicina, conseguiu o reembolso de todas as propinas, e meteu-se numa viagem pelo mundo, na esperança de percorrer os maiores festivais e festas que o planeta Terra tem para oferecer. Charlie, que gostava de viajar nos tempos livres e já tinha visitado 83 países, foi contratado pela sua tia Catherine, para trazer o primo vivo e em total segurança. Para isso disponibilizou-se a pagar toda a viagem e a pagar-lhe 50 mil dólares caso ele tivesse sucesso na missão.
E assim, saltando de país em país, Erik vai procurando os festivais e festas mais badalados do planeta, com Charlie sempre no seu encalço. Estiveram na Colômbia, saltaram para a Bélgica, passaram para o Japão, desceram às Filipinas, subiram à Tailândia, escorregaram para a Austrália e pularam para o Brasil. O interesse, para quem gosta de viajar e não pode, é ir vendo um pouco mais desses países que semrpe se teve vontade de conhecer. No episódio da semana passada, já não me recordo onde foi passado, Erik despede-se de Charlie dizendo-lhe que ia para Portugal. Wow! Fiquei obviamente com curiosidade de ver o episódio que deu ontem à noite.
Desilusão total. Charlie tinha uma pista que Erik estaria em Lagos. Algarve, pois claro. A dormida? Num tal ‘Hostel’ chamado Rising Cock. E quem aparece a representar o Tuga? Um tipo moreno, alto, com um bigode gigante, a fazer lembrar uma versão dos anos 70 do Zézé Camarinha. Credo! Mas aquilo foi filmado quando? Há pouco tempo? É que aquela versão de gigalo algarvio já está ultrapassada. Adiante. A série mostra «os maiores festivais e festas que o planeta Terra tem para oferecer». E na visão deles, onde é que isso sucede em Portugal? Nas festas de camones no Algarve. Lógico.
Em vez de se ver, sei lá, uma festa de Santos Populares, acabamos por ver o Charlie num barco, ao largo das praias de Lagos, a emborcar cerveja por uma mangueira ligada a um funil e rodeado de camones em tronco nú, numa quase cena tipo Girls Gone Wild. Mas não é tudo. Antes de apanhar o avião para Marrocos, almoça num tasco com ar de ser feito para camones. A empregada, uma suposta portuguesa gira e jeitosa, ao descobrir que ele era americano, diz-lhe qualquer coisa do tipo: “Vamos ali para trás!”, fazendo com que Charlie tenha um comentário do tipo: “Leva sempre a sério uma ordem de uma portuguesa” (ou algo do género). E assim, sem mais nem menos, ali na arrecadação do tasco, Charlie acaba por fazer sexo selvagem com uma portuguesa gira e jeitosa. No fim, a portuguesa vira-se para Charlie, mostrando-lhe as suas costas repletas de bandeiras de países, onde apenas faltava a bandeira dos EUA para completar a colecção de quecas internacionais. Pior era difícil. Why Charlie, WHY!?



