Uma erosão imparável
Lembrei-me da agitação marítima que se fez sentir em Fevereiro de 2010. Ondas com cinco metros de altura, e uma preia-mar de marés vivas, provocaram, na Fuzeta, a destruição de várias casas clandestinas que ainda aguardavam demolição. A mesma agitação também destruiu parte do cordão dunar na ilha de Faro.
Um passeio de Domingo, realizado a 16 de Janeiro a duas praias afastadas entre si várias dezenas de quilómetros, permitiu comprovar que a erosão marítima parece estar imparável, sem que surjam medidas eficazes para a travar.
Em 2010, a ARH, em parceria com o empreendimento turístico de Vale do Lobo, procederam à recarga de 1,25 milhões de metros cúbicos de areia, numa extensão de frente de mar de quase cinco quilómetros, entre as praias de Forte Novo (Quarteira) e de Vale do Garrão (Almancil). A foto seguinte foi tirada na praia da Quinta do Lago, num local próximo do restaurante “Gigi”, num local que não foi contemplado com qualquer recarga de areia. Entre a praia da Quinta do Lago e a praia do Ancão, pode-se observar que o mar vai roubando areia à duna primária, sendo evidente a diminuição do areal seco com a maré cheia.
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Praia do Barril e o seu famoso “cemitério das Âncoras”. Numa foto tirada em Janeiro de 2010, podia-se observar que as âncoras mais próximas da praia, estavam assentes na encosta da duna primária.
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A Janeiro de 2011 a realidade é diferente. As âncoras mais próximas da praia já não se encontram assentes na encosta da duna, mas estão agora assentes ao nível da praia ou enterradas no areal, sendo claro que parte da duna primária foi engolida pelo mar num dia de maior agitação.
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Aos poucos, as praias vão ficando mais curtas. Pode não parecer evidente, mas basta comparar fotos de anos anteriores.




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