‘Bocas’ Cinéfilas
Ontem, no sexto episódio da 7ª Temporada do “Dr. House”, houve uma piada, referindo-se a algo que tinha sucedido num filme, que me fez rir à gargalhada. Mas já falo dela. Antes disso, quero falar das inúmeras vezes que em filmes ou séries de TV, existem ‘bocas’ ou referências cruzadas a outros filmes. Quem vê muitos filmes, irá certamente entendê-las e perceber o seu enquadramento, podendo achar-lhes piada ou não. Quem não vê, tem grandes hipóteses de não entender o porquê de uma frase ou o enquadramento de uma cena.
Recordo aquilo que uma vez escrevi a propósito dos “Filmes para Adultos”: «O segredo do sucesso destes filmes de animação modernos passa sobretudo por um humor eficaz, com piadas simples e pela inclusão de referências cruzadas para outros filmes – normalmente, grandes sucessos de bilheteira. Desta forma, existem imensos temas de adultos que são introduzidos nos filmes de forma brilhante, sem interferir com os temas mais apropriados para as crianças, conseguindo-se assim captar a atenção e despertar o divertimento de todas as idades».
No “Madagáscar”, um miúdo terá certamente dificuldade em entender porque o leão ALEX olha para o céu e vê chover costeletas em câmara lenta. A não ser que tenha visto o “Beleza Americana”, não irá entender essa referência à cena em que o personagem Lester Burnham, deitado na sua cama, olha para o tecto e vê chover pétalas de rosas vermelhas que tapavam a nudez da miúda da claque da escola. Por curiosidade recordo o que também escrevi no tal post, a propósito do número de ‘bocas’ e referência cruzadas a outros filmes: «“O Gang dos Tubarões” (19); “Madagáscar” (36)»
Voltando ao “Dr. House”, a cena mostrava o Dr. Robert Chase, Dr. Chris Taub e uma potencial substituta da ‘Thirteen’, a Martha Masters, a arrombarem a casa de um doente para uma vez mais tentarem descobrir agentes causadores da sua doença. A personagem Martha Masters, que seguia todas as regras, recusou-se a entrar e ficou à porta, levando o Dr. Chris Taub a dizer uma frase que supostamente só terá sido entendida por quem viu o brilhante “Let the Right One In”:
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Why Don’t You Enter? Are you a vampire? … It’s Okay, I’m Inviting You In.
E foi tão simples quanto isto. Fartei-me de rir. São estas pequenas coisas que …



