As Cougar do Pereira
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Para que se entenda:
os novos blindados "são um equipamento indispensável não só para a Cimeira da NATO", mas também são uma "necessidade premente" para a actividade da Polícia
(Rui Pereira, a 16 de Novembro, a apresentar justificações no Parlamento)
Os novos blindados, num total de 6, seriam fornecidos através de um contrato celebrado com a empresa Milícia. Sendo então um «equipamento indispensável», seria também indispensável que o mesmo tivesse sido entregue antes da cimeira da NATO, que decorreu a 19 e 20 de Novembro, em Lisboa. Saliente-se, um contrato assinado sem se efectuar um concurso público, com a justificação do carácter de urgência para a aquisição do material.
Mas o contrato entre o governo e a “Milícia” foi apenas assinado a 15 de Novembro, com um prazo previsto de 30 dias para a entrega de seis unidades de viaturas Cougar. Assim, a cimeira decorreu sem que a polícia possuísse uma única das viaturas «indispensáveis» para garantir a segurança e a ordem durante os trabalhos da mesma. Apenas a 22 de Novembro é que foi feita a entrega de duas unidades, ficando ainda a faltar a entrega de mais quatro.
Agora, com o prazo contratual a chegar ao fim (termina a 24 de Dezembro), governo e “Milícia” trocam mimos por falta de cumprimento do contrato. Por um lado, a “Mílicia” veio dizer que, devido ao mau tempo que fustiga a Europa e o Canadá, não irá conseguir fazer a entrega dentro do prazo contratual, das 4 Cougar em falta. E o ministro da Administração Interna, em explicações no Parlamento, garantiu que o governo irá rejeitar os blindados entregues fora de prazo e pedirá indemnizações por incumprimento do contrato. Mas a “Milícia” também já disse que irá accionar a cláusula contratual que protege a empresa fornecedora em caso de incumprimento por "motivos de força maior", neste caso, pelas condições atmosféricas que têm atrasado e cancelado os voos.
Cougarices, Vigarices e Trapalhices a que vamos assistindo.



