Obscenidades das Mil e Uma Noites
O Hotel ganhou recentemente a 7ª estrela, e para o justificar, lançou um pacote de uma estadia de 7 dias, com tudo incluído – tudo mesmo – tal como um jacto privativo, mordomo pessoal e um Maybach (carro estupidamente caro e luxuoso, tipo "Ambrósio, apetecia-me algo doce") com motorista. Tudo isso por 1 milhão de dólares. Um hotel que até tem uma ATM de barras de ouro. Ora, um hotel assim não poderia ter uma árvore de Natal comprada num hipermercado ou umas fitas e bolas compradas no AKI. Um hotel assim tem de ter uma árvore que custa 10 mil dólares, decorada com 181 diamantes, pérolas, esmeraldas, safiras, prata e ouro, numa cobertura natalícia cujo valor deverá rondar os 11 milhões de dólares. O director do hotel, quando questionado sobre o facto dos Emirados Árabes Unidos ser um país de maioria muçulmana, um facto que poderia levar muitos a acharem a árvore ofensiva, pela sua opolência, respondeu que “É um país muito liberal”.
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É claro que se podia falar do Haiti, da crónica fome em África e de muitas outras desgraças e misérias espalhadas por todo o mundo. Mas essas coisas, ao contrário desta árvore, não entram no Guinness Book of World Records. A época natalícia é assim, cheia de assimetrias, umas mais obscenas do que outras.




Obscenidade é pouco!!!!
Falta-me a palavra, mas teria que ser uma palavra muito, mas mesmo muito feia!