A Penthouse e o Monte de Vénus
A Playboy, edição portuguesa, já fechou portas. Na sua triste e envergonhada existência, chegou a ter uma tiragem de 70 mil exemplares. Chegou e criou inquietações na harmonia da sociedade. Chegou e bateu no fundo. Chegou, fechou e ficou a dúvida: Temos mercado para tanta nudez?
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Hoje, ficámos a saber que é a vez da Penthouse invadir o mercado nacional da nudez. E o que difere esta edição do fiasco que foi a Playboy? Nas palavras dos seus editores:
A Penthouse, edição portuguesa, irá ter “mulheres bonitas” em “boas sessões fotográficas” numa publicação adaptada à realidade nacional
Será que eles queriam dizer, mulheres boas em bonitas sessões fotográficas?
Ausência de figuras públicas nas capas com aposta em modelos desconhecidos do grande público
Mesmo assim, acredito que a Maya ainda lhes tente telefonar.
O cachê não é superior ao pago por uma produção de moda. Quem fotografa para a Penthouse não o faz por dinheiro, mas por gosto
Aqui não deverá haver diferenças. A Playboy chegou a pagar 800€ por sessão. Por isso, o cachê servirá apenas para as modelos comprarem uns trapinhos e uns sapatinhos no Shopping.
Não vamos cruzar pernas, nem escurecer algumas zonas. O nosso lema é: ‘Vamos pôr tudo a nu’
Esta sim, deverá ser a diferença marcante. O pessoal quer é ver o Monte de Vénus e mais alguma coisita que possa aparecer. Nú é nú, bolas. Não é para andar ali com rodriguinhos e photoshopices.
São 138 páginas com um custo de capa de 4,99€, acompanhada de um DVD com um filme erótico e uma tiragem de 80 mil exemplares. Vamos ver quanto tempo irá durar nas bancas.




Até me assustei quando li na capa “Mário Crespo sem censura”; comecei a pensar que iriam desvendar o físico do homem, e temi o pior…
Afinal é uma crónica, ufffa, do que nos livraram…