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As disparidades da Água

Março 24, 2010

No passado dia 22 de Março, celebrou-se o Dia Mundial da Água, o qual foi criado pela ONU em 1992, destinado à discussão dos diversos problemas que afectam um bem natural que é cada vez mais precioso. Importa poupar, cuidar e preservar as reservas, pois saliente-se, não é um bem inesgotável. Água em quantidade e qualidade é um luxo uma miragem para muitos povos.

No Médio Oriente, entre os muitos problemas com que se debate o povo palestino, some-se também a água, ou o direito ao acesso à mesma, em quantidade e qualidade adequadas. Um relatório da Amnistia Internacional revelou que o consumo de água médio diário palestiniano atinge os 70 litros por dia, comparado com os 300 litros dos israelitas. Mais grave ainda, em alguns casos, esse valor mal atinge os 20 litros por dia, o mínimo recomendado, mesmo em situações de emergência humanitária. Mais aqui “Um processo de paz sob constantes desafios”.

agua1

Palestinianos, impedidos de abrir poços nos territórios ocupados por Israel, compram água vinda da Cisjordânia com dinheiro da ajuda da União Europeia (Lens)

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agua2 Um Parque Aquático em Tiberias, Israel (Lens)

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No Dia Mundial da Água, um estudo indicava que o Banco Mundial ajuda pouco as nações com mais falta de água. De acordo com o estudo, mais de 40 países no mundo enfrentam problemas de falta de água e este panorama deverá piorar nos próximos anos. Nos próximos anos, o número de pessoas sem acesso a água potável pode chegar aos 800 milhões e o número dos que não têm saneamento básico poderá ser de 1,8 mil milhões. Só na África Ocidental e Central são hoje 155 milhões as pessoas sem acesso a água potável, indica a UNICEF. Este número corresponde a 33 por cento da população.

w14_07796008 No Norte do Quénia, as mulheres chegam a gastar 5 horas por dia, para conseguir encher um Jerrican, com água turva, carregando-o de volta para a sua aldeia. Uma seca prolongada tem empurrado essa já árida região, para uma profunda crise de falta de água (The Big Picture)

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w28_22705781 Um homem procede ao enchimento de um bidão nas favelas da cidade de Pamplona, próxima de Lima, a capital do Perú. Sanitários e água potável são luxos inatingíveis para um terço dos moradores das cidades do Peru e dois terços de sua população rural (The Big Picture)

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No mesmo Dia Mundial da Água, este ano com o tema "Água pura para um mundo de boa saúde", Ban Ki-moon, o secretário geral das Nações Unidas, anunciou que a água poluída faz mais mortos do que todas as formas de violência, incluindo a guerra.

“Estas mortes constituem uma afronta à nossa humanidade comum e limitam os esforços de vários países para realizar o seu potencial de desenvolvimento. Dia após dia, nós despejamos nas águas do mundo milhões de toneladas não tratadas de dejectos industriais e agrícolas e de águas usadas” – Ban Ki-moon

w09_22712197 Um menino nada nas “águas” da baía de Manila (The Big Picture)

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w32_22712367 Um restaurante flutuante está encalhado num afluente do rio Yangtze, em Chongqing. A grave seca numa extensa área do sudoeste da China está a afectar mais de 50 milhões de pessoas (The Big Picture)

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4 Comentários leave one →
  1. Março 24, 2010 10:21 pm

    Um tema sempre importante e actual. A água um discurso ainda relativamente abundante à beira de se tornar escasso numa década ou duas se não forem invertidas as políticas na sua captação, tratamento e distribuição ou seja na sua gestão eficiente e racional.
    A propósito deixo aos interessados um link da National Geographic “How much H2O is Embedded in everyday life” onde nos podemos surpreender com a quantidade de água necessária para pôr um hamburger no prato, produzir maçãs ou laranjas, cerveja ou vinho ou confeccionar a T-shirt favorita. Esclarecedor…

    http://environment.nationalgeographic.com/environment/freshwater/embedded-water/

    • Março 26, 2010 4:12 pm

      Pirate68, não conhecia e é bem interessante. Beba vinha, mas para produzir cada litro dele, gastam-se mil litros de água. A seca que está neste momento a influenciar parte da China, é bem preocupante, e no caso deles, um evento desses tem logo influência em dezenas de milhões de pessoas

  2. Março 25, 2010 5:27 pm

    Só se poderá imaginar, realmente, o verdadeiro problema que é a falta de água, quando , de algum modo, já o vivemos.
    Quando estive na guerra colonial, houve alturas, no mato em que nem uma gota tínhamos para humedecer os lábios; e o desespero era tal, que chegávamos a escavar a terra para tentar encontrar em profundidade, alguma terra húmida…

    • Março 26, 2010 4:15 pm

      Pinguim, em 2005 a situação foi bastante preocupanto aquilo pelo Algarve. Mas entretanto choveu e desapareceram todas as campanhas associadas ao “Poupe Água”, como se fosse algo que apenas se devesse pensar em caso de seca. Agora, com tanta chuva, já ninguém se lembra desses conselhos de poupança. Funcionamos muito a remendar o imediato, e pouco a prevenir o desastre no futuro

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