Sócrates, “Show me the money”!
Será possível que o pequeno-almoço tenha sido combinado desta forma?
[Figo acaba de dizer a Sócrates que talvez possa ir ao Pequeno-almoço]
Sócrates: Isso…isso é fantástico Estou muito contente.
Figo: Estás a ouvir-me?
Sócrates: Sim!
Figo: Isto é o que eu vou fazer por ti: Deus te abençoe, Sócrates. Mas isto é o que tu irás fazer por mim. Estás a ouvir-me, Sócrates?
Sócrates: Sim, que, que, o que é que eu posso fazer por ti, Figo? Diz-me apenas o que eu posso fazer por ti
Figo: É uma coisa muito pessoal, uma coisa muito importante. Raios, é como se fosse uma herança. Estás preparado, Sócrates?
Sócrates: Estou preparado.
Figo: Eu quero ter a certeza que tu estás preparado, bacano. Então aqui vai: Mostra-me o dinheiro. Oh Sim! MOS! TRA! ME! O! DINHEIRO! Uh-uh! Sócrates, não te sentes maravilhosamente ao dizer isto? Diz comigo uma vez, Sócrates!
Sócrates: Eu mostro-te o dinheiro.
Figo: Ah, não, não. Tu consegues fazer melhor que isso, Sócrates! Eu quero que digas comigo, com convicção, bacano! Olá!? Tenho a Manuela Ferreira Leite na outra linha; talvez seja melhor atender a chamada dela!
Sócrates: Está bem, está bem, não, não. Eu mostro-te o dinheiro.
Figo: Não! Não é mostro-te! Mostra-me o dinheiro!
Sócrates: Mostra-me o dinheiro!
Figo: Sim! Mais alto!
Sócrates: Mostra-me o dinheiro!
Figo: Sim, mas, bacano, tu tens de gritar essa merda!
Sócrates: Mostra-me o dinheiro!
Figo: Eu preciso sentir que dizes isso das entranhas, Sócrates!
Sócrates: Mostra-me o dinheiro!
Figo: Sócrates, tu tens de gritar!
Sócrates: [aos gritos] MOSTRA-ME O DINHEIRO! MOSTRA-ME O DINHEIRO!
Figo: Tu adoras este gajo da bola!
Sócrates: Eu adoro o gajo da bola! Mostra-me o dinheiro!
Figo: Eu amo o Paulo China!
Sócrates: Eu amo o Paulo China!
Figo: Quem é o teu preferido, Sócrates?
Sócrates: Tu és o meu preferido!
Figo: Que é que vais fazer, Sócrates?
Sócrates: Mostra-me o dinheiro!
Figo: WOW! Parabéns, eu vou comer a merda dos croissants contigo!
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aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui
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Eu já almocei mais de uma vez com o Sócrates (estou a falar verdade) e estou com um medo do caraças que me saia o euromilhões, pois se isso acontecer também sou investigado, porra…
Pinguim, se tu dizes ser verdade, eu acredito. Se te saísse o Euromilhões, tu querias lá saber de investigações :)) provavelmente irias para bem longe deste sítio que cada vez parece afundar-se mais.
Bela analogia esta do “show me the money” :-)
Licenciatura,Projectos de Arquitontura na Covilhã, Freeport, Face Oculta, PT/TVI, TagusPark/Figo. È muito fumo, para não haver fogo…de qualquer das formas e à falta de oposição credível o homem, que para alguns é o paradigma do “chico-esperto” à la portuguaise, mantem-se à tona e irá durar até ao fim da legislatura. Pode ser que me engane, mas este é o meu vaticínio. Num país onde o “chico-espertismo” é encarado como um valor nacional, Portugal tem o “chico-esperto” que merece enquanto não houver outro.
Pirate68, também partilho dessa ideia de «È muito fumo, para não haver fogo». Não é só um, nem dois, nem três, são muitos os ‘casos’. E são tantos que já parecem ter anestesiado tudo e todos. Ficamos sem perceber se todos os indícios ‘de algo’ são tolerados porque não existe alternativa melhor, ou porque o tal “chico-espertismo” acaba por ser um valor a seguir. Já parece o Vale e Azevedo. Sabe-se que é um trafulha, mas chega a um ponto em que todas as suas asneiras já parecem causar indiferença geral.
Está brutal a analogia; sabe-se lá se lá pelo meio do pão de brioche a coisa não foi assim :D
Ana, aquilo que aparentemente se sabe, mas que não se prova, é que o pão de brioche terá custado um balúrdio. Nestas alturas dava vontade ser mosca (ou escuta) paar ouvir a conversa :)