Suportar o peso do Niqab
Catalina Martin-Chico é fotojornalista e vive em Paris. Numa deslocação a Sana, capital do Iêmen, ela reparou em 4 irmãs que assistiam a um espectáculo de dança hip-hop. Elas faziam parte da reduzida assistência feminina que estava na plateia. Travou conhecimento com elas e perguntou se lhes podia tirar umas fotografias. Na sessão fotográfica que Catalina expõe no seu site, intitulada "Beyond the Veil", para evitar complicações, os nomes destas irmãs nunca é revelado. A sessão fotográfica incluiu fotos mais intimistas, entenda-se, fotos onde aparecia o rosto descoberto das irmãs, onde era possível ver o seu sorriso. Essas fotos, ficaram guardadas em álbuns privados. Catalina ficou profundamente comovida com a forma como as mulheres do Iêmen vivem a cultura tradicional, as quais, ao atingirem a puberdade, passam a usar o Niqab, um véu que apenas deixa os olhos visíveis. Nem as sobrancelhas exibem, já que o cabelo é visto como uma coisa impura. Na rua, estas irmãs não podem rir, ouvir música ou dançar. Podem comprar um vestido bonito, mas nunca o poderão usar na rua. À noite, nenhuma delas pode andar sozinha na rua.
A última vez que Catalina teve contacto com estas irmãs, soube que uma delas, de 17 anos, tinha arranjado trabalho num grande armazém de roupas, num local onde estava autorizada a trabalhar sem o Niqab. Quatro irmãs que sonham caminhar na rua, para ir comprar leite ao mercado a sentir o vento no rosto – uma sensação que apenas podem recordar da sua infância.
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Conheço o lado em que para além das burkas se veêm os sapatos Manolo Blahnik,os oculos da Gucci,as carteiras Dior e o ouro que brilha a valer. São todos, quer os homens quer mulheres, agressivos uns com os outros. Da repressão não sei, talvez nas castas inferiores…
Ao principio eu, parecia uma “pateta” a vê-las, não dava para acreditar…
O site das fotos é fantástico.
Marta, no site dela, na sessão “Beyond the Veil”, vê a foto 6. Uma delas está a calçar um ténis-bota da Adidas. Por sinal, fiquei sem saber se podem usr sapatos de salto alto
BW,
Graças a Deus que nasci numa sociedade em que as mulheres são livres (às vezes demais) de usar o que bem entendem e frequentarem em total liberdade os locais que quiserem.
Temos de respeitar as outras religiões e culturas mas por vezes penso que têm coisas inexplicáveis.
Enfim..
Beijinhos,
Elsa, e a falta de liberdade mostrada nesta reportagem nem é das piores. Numa das fotos, elas estão num Parque de Diversões. Das reportagens que se viu sobre o Afeganistão durante o regime Talibã, a realidade era bem mais dura
Eu nunca irei aceitar estas coisas, não consigo…
Nem consigo entender porque no século XXI isto existe. Que interessa ter roupas e acessórios de marca, se não podem usar a sua imagem de marca: o rosto.
Pinguim, mesmo com o rosto destapado, a mulher, na cultura muçulma, é vista como um ser inferior
Desculpem meter a colherada mas é um tema a que eu sou muito sensível. Estas moças, apesar de tudo, têm um enquadramento social favorável. As sua amigas ou colegas seguem as mesmas regras.
Pior que isto é, e eu conheço o fenómeno de perto, viver isto em Portugal.
Em Odivelas há uma grande comunidade muçulmana, as crianças dessa comunidade estão inseridas no sistema escolar português. Assim, vivem a sua infância num contexto igual ao de todas as outras crianças, assimilam a nossa cultura, vontades desejos e (naturalmente) regras.
Ao chegar à puberdade algumas das meninas passam a usar estes véus.
Não será ainda mais chocante para uma rapariga ser obrigada a isto aqui no nosso país?
Eu sei que há o lado cultural, o respeito pela diferença, mas esta pratica é até prejudicial para a saúde. O corpo privado da luz solar não sintetiza a vitamina D essencial para as estruturas ósseas.
E não deixa de ser ridículo que se possa conduzir em Portugal com este véu e ainda há um que nem os olhos se vêem. A carta de condução tem a foto para permitir a identificação do condutor, e eu posso ser autuado por estar a conduzir com o rosto tapado ou escondido por vidros fumados. Mas a jovens muçulmanas conduzem com a cara completamente coberta…
É um tema delicado e sem solução, mas não é por isso que devemos deixar de falar nele!
Alexandre, agradeço o teu comentário
Olá, Blue!
Não venho comentar o post. Embora merecesse. Desde logo falaria das belas fotos e de como devemos valorizar os pequenos gestos , que embora pequenos, tanta liberdade transportam…
Tenho andado longe dos blogs e demasiado longe dos bastidores dos mesmos (se calhar ainda bem!Escuso de me ralar, como se diz no Alentejo) .
Descobri agora mesmo que emigrou rumo a estas paragens. Senti alguma tristeza, confesso.
Havia sempre alguém atento, alguém que socorria bloggers ou quem escreve num blog, como eu.
Alguém que tem sentido de humor, ironia, bom gosto . No que escreve. Nas fotos…
Simply THE BEST! Já o disse e repito.
Tenho andado afastada da blogosfera mas virei visitá-lo de vez em quando.
(Um abraço para a sua princesa. O Alentejo continua à espera dos vizinhos do Sul. Mas não agora. O frio, por esta altura, não brinca em serviço!)
Tudo de bom no wordpress e na vida.
amanhecer
Amanhecer, soube muito bem ler essas simpáticas palavras. Quanto à mudança, ela tinha de acontecer mais tarde ou mais cedo
bohzo (hello)
Greetings from Michigan.
Have a great day, beautiful blog.
Pokagon, thank you for your words