A Bela, o Paparazzo e a Promoção
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A crítica Ípsilon
Fossem todos os filmes portugueses ditos "comerciais", dirigidos ao grande público, como "A Bela e o Paparazzo" e não passaríamos o tempo a lamentar o triste estado em que o cinema português anda nos últimos anos. Isto não quer dizer que o filme seja uma obra-prima – não é; está uns furinhos abaixo dos "Imortais" (2003), mas está bem acima da inflacionada "Call Girl" de triste memória (2007) que mais parecia um "compacto" de mini-série televisiva (…) Longe de ser uma obra-prima, é um filme escorreito, limpinho, bem-feito, divertido q. b., e isso já é bastante – sabemos de uns quantos realizadores (?) de êxito que bem podiam aprender aqui umas coisas…
O estado do Cinema Português
A Associação Portuguesa de Realizadores (APR) lamentou, esta quinta-feira, que o cinema não tenha sido contemplado com mais verbas no Orçamento do Ministério da Cultura para 2010 e que os dirigentes estejam «a acentuar mais a asfixia» do sector.
Nos últimos dias, face ao bombardeamento constante de anúncios do filme “A Bela e o Paparazzo”, nada levava a crer que este fosse um sector em crise ou «asfixiado». Tivessem todos os filmes portugueses este tipo de promoção, e a as salas de cinema talvez ficassem mais preenchidas. Maiores receitas implicariam certamente a revitalização do sector. Não?
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António Pedro Vasconcelos é um garante de qualidade…
O resto, estou para ver.
Sou um confesso fã do António Pedro Vasconcelos, em cuja filmografia destaco Os Imortais.