Arbeit Macht Frei
Faz hoje 65 anos que o Exército Soviético entrou em Auschwitz. O dia em que o mundo viria a conhecer os vestígios do Holocausto. Só neste campo de concentração, estima-se que tenham morrido 1,1 milhões de seres humanos. Judeus, Polacos, Romenos e prisioneiros de guerra soviéticos foram dizimados numa autêntico matadouro em grande escala. O local que Heinrich Himmler designou para a execução da “Solução Final”.
‘It was all covered in snow and it was very cold. There was no gong as usual for breakfast that morning but the previous night there had been the usual terror, or even worse — the roll call, the screaming of the SS men. I left the barrack to see what was going on (and) there were dead bodies everywhere because the Germans had shot anyone still able to move or who tried to flee.”
(As palavras de Jadwiga Bogucka, Polaca, 84 anos, ao recordar aquilo a que assistiu na manhã de 27 de Janeiro de 1945)




Para não esquecer, NUNCA!!!!
Pinguim, nunca mesmo. Para que coisa idêntica nunca volte a acontecer
Em 1985 visitei o que resta do campo de concentração de Dachau, perto de Munique. Fiquei impressionado com os documentos da época expostos num pequeno pavilhão, à entrada do campo. A parte organizativa era amplamente tratada nessas cartas, mesmo como só os alemães o sabem fazer, para o melhor e para o pior, na minha opinião.
Américo, é coisa onde eu me interrogo se seria capaz de visitar. O peso da atmosfera de tal sítio deve ser coisa que nos deixe sem respirar, sobretudo se imaginar-mos os horrores que aí se viveram
Passou por Munique um colega meu que ia a caminho de Berlim e desafiou-me; acompanhei-o.
O “peso da atmosfera” era grande, por isso mais me surpreenderam as cartas e fotos expostas — parecia tudo tão metodicamente feito. Nunca pensei que houvesse tal documentação, escrita à máquina, aparentemente (posso ter avaliado mal, até porque pouco alemão sabia) por mãos diligentes de pessoas como as outras, da sua época e nacionalidade.
Américo, daquilo que eu tenho visto, é essa organização que acaba por ser desconcertante. A forma metódica e organizada como se procedia à matança, como se fosse uma linha de montagem de uma fábrica de carros, era assustadora.
Estou de acordo: desconcertance é uma boa palavra para descrever o que se passou. Atribui-se à organização e formas de procedimentos valores desmesurados.
Não sei se vocês têm acompanhado a mini-série que está a dar na RTP às 2as Feiras de madrugada, eu ainda só vi 1 episódio, mas esse que vi deixou-me “triste”.
Sou pai de uma menina de menos de 2 anos, e agora olhamos para algumas questões de forma diferente.
Fiquei mesmo emocionado, triste ao ver imagens reais de milhares de pessoas entre elas algumas mulheres, com os seus filhos muito pequenos ao colo, a dirigirem-se para as valas comuns onde logo em seguida foram barbaramente assassinados.
Mas que mal fizeram aquelas pessoas para terem merecido aquilo? Apenas pode ser judeus?
Fiquei muito chocado com as crianças.
C.Oliveira, apesar de gostar muito de ler e ver tudo o que se relacione com a II Guerra, tenho passado ao lado dessa série. A RTP tem-me trocado as voltas. Anunciou a transmissão do “True Blood” a uma 3ª feira, à 1 da manhã. Eu pus a gravar e pensava que era só um episódio por semana. Afinal, transmitiam de 3ª a 6ª e eu acabei por perder a 1ª Temporada de uma série bastante boa. Sobre esse documentário, uma vez mais e infelizmente, apostam na sua transmissão de madrugada, como se não fosse um tema de excelência ou se as gerações seguintes não devessem ver aquilo que nunca poderá voltar a acontecer.
Nessas imagens, eu estive ontem a recordar a “Lista de Schindler” num vídeo do YouTube. Em todo aquele holocausto, as cenas onde entravam crianças eram de facto as que mais impressionavam. A cena em que todas são levadas em camiões, e as mães ficam sem poder fazer nada, é arrasadora.