Coisas de anúncios no Super Bowl
A nós, europeus, o Futebol Americano não nos diz muito. A eles, aos americanos, o Futebol continuará a ser «uma coisa onde 22 tipos correm num relvado durante 90 minutos sem que nada aconteça», ou pelo menos, é essa a opinião do Mark Wahlberg, que não hesita em dizer que os americanos não precisam do David Beckham. E se nós tivemos um momento alto com a final do Europeu, onde todos pararam, vibraram, mas viram a Grécia a levar o troféu, eles, os americanos, têm todos os anos um evento onde todos param num grande feriado nacional. Chama-se Super Bowl e trata-se da final da Liga Nacional de Futebol Americano, a NFL. O Domingo em que se realiza essa final, é o segundo dia de maior consumo alimentar nos EUA, logo a seguir ao ‘Dia de Acção de Graças’.
Todos os anos, os direitos de transmissão televisiva rodam entre as 4 maiores cadeias de televisão dos EUA. Em causa está uma audiência média entre 80 a 90 milhões de americanos que vêem a transmissão do princípio ao fim, e entre 130 a 140 milhões de americanos que são capazes de espreitar algumas partes do jogo. Por isso, é fácil compreender que os anúncios sejam pagos a peso de ouro e que as empresas não poupem nos seus custos de produção. Cada anúncio, com uma duração de 30s, tem um custo de transmissão entre 2,5 a 2,8 milhões de dólares.
Num evento desportivo dominado pelos comerciais, um anúncio de uma campanha anti-aborto tem gerado polémica nos últimos tempos, apenas e somente porque a CBS aceitou transmitir um anúncio que não irá fazer as pessoas rirem, mas que as obrigará a pensar em assuntos sérios, num dia onde todos param para descontrair e se divertirem. O anúncio teve um custo de 3 milhões de dólares e foi promovido pela organização evangélica cristã Focus on the Family. O anúncio salienta uma antiga decisão da senhora Pam, mãe de Tim Tebow, quarterback dos Florida Gators e estrela da NFL (assim uma espécie de número 10 do nosso futebol, um Káká), que apesar de ter sido aconselhada pelos médicos a fazer um aborto, decidiu levar a gravidez até ao fim, permitindo que hoje, milhões de americanos possam ficar deslumbrados com as fantásticas jogadas de Tim Tebow.
A Focus on the Family foi fundada em 1977 por James Dobson, e será mais uma organização religiosa a criar polémicas em torno das defesas extremistas das suas causas, onde se inclui o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para James Dobson «os homossexuais querem destruir a instituição do casamento». O ano passado, a ala política desta organização religiosa, tinha feito um anúncio onde apelava aos fiéis para rezarem por uma «chuvada de proporções bíblicas», que sucedesse durante o discurso de tomada de posse de Barak Obama.
O colunista Gregg Doyel escreveu a este respeito “Eu não me queixo sobre o conteúdo do anúncio. Ele é contra o aborto e eu não. Eu queixo-me sobre o anúncio porque ele marca uma posição política e eu não estou interessado. Não na Super Bowl…não é um dia para discutir o aborto. A favor, contra, eu não quero saber a sua opinião…simplesmente este não é o melhor dia para ter essa discussão”.
Afinal, tanta controvérsia por causa do mamilo da Janet Jackson, e vão agora incomodar as pessoas com anúncios deste tipo.
Uma vez tentei ver um Super Bowl em directo, com transmissão por cá por volta da uma da manhã. Entre o hino nacional, vedetas da pop e comerciais, foi extremamente penoso conseguir abrir os olhos para finalmente ver um bocado de acção, entenda-se, ver um grupo de animais anabolizados tentarem levar uma bola oval do ponto A ao ponto B, fazendo lembrar o Râguebi, mas só muito vagamente. Por cada jarda conquistada havia uma interrupção dos treinadores e mais uma dose de comerciais ou a exibição da ‘ficha técnica’ de um qualquer jogador. São gostos, mas não trocava o nosso pobre futebol por um Super Bowl.
.




…E não trocava a final de um Mundial de raguebi pelo Super Bowl
João, também não é desporto que eu aprecie muito. Mas já vi jogos do Torneio das 5 Nações, e garantidamente que são bem mais emocionantes que um Super Bowl
Cada 30 segundos de anúncios nos intervalos do Super Bowl, o maior evento desporto dos Estados Unidos e um dos maiores do mundo, custam qualquer coisa como dois milhões de euros. A cortesia é dos patrões da cadeia televisiva CBS, que vai transmitir em directo a grande final do futebol norte-americano no próximo domingo e deverá ter perto de 100 milhões de telespectadores. No entanto, pela primeira vez em 23 anos, um peso-pesado dos anunciantes norte-americanos estará ausente dos intervalos: a Pepsi.
link
The Tim Tebow ad that is scheduled to run on Super Bowl Sunday on CBS with the message “Celebrate Family. Celebrate Life” is a stroke of genius. It has all the elements of a hero’s journey story told by a Heisman Trophy-winning, virginal star athlete, who goes to battle on the football field with biblical verses painted under his eyes. His battle call is for Jesus first, family second, football third. He has won championships along with the hearts of many Americans, and ultimately the attention of James Dobson’s radical anti-choice, anti-gay, anti-feminist group Focus on the Family, which is paying for this commercial.
link
Украинские жрицы любви из Киева знают смысл в постели! Шлюхи Киева просто любят трахаться!