A Playboy anda a criar inquietações na harmonia da sociedade
Se bem entendi a capa do “24 Horas”, o Camilo de Oliveira não terá gostado de saber que a Cristina Areia posou para a Playboy. Talvez não tenha gostado de a ver num poster colado na oficina onde vai mudar o óleo do seu carro. E vai daí, começou a fazer-lhe a vida negra, alegando, digo eu, que ela já não teria lugar no elenco pelo facto do seu mecânico a ter visto visto nua. Ela foi fazer queixa ao pai, e o senhor Areia terá tido vontade, digo eu, de ir ás trombas ao ‘mestre da comédia’.
Recorde-se também o que sucedeu a Cláudia Jacques, que em Maio deste ano foi capa da Playboy. Uma semana depois de a revista ter chegado às bancas, foi despedida com a justificação "Ela não avisou a empresa de que ia posar nua", segundo uma fonte da ‘Henry Cotton’s', do Porto, para a qual ela trabalhava como vendedora. Como se isso não bastasse, a própria veio mais tarde acusar a Playboy de má fé, alegando que o contrato estabelecia um pagamento de 5000€, 15 dias após a publicação da revista, e que o restante – supostamente uma quantia de 15.000€ – seria pago no prazo de dois meses, coisa que não terá acontecido.
Esta revista tem andado por cá a mostrar produções que, quando comparadas com outras edições noutros países, deixam muito a desejar. Li no Bitaites, «Somos um país demasiado pudico e não acredito que alguma vez a revista tenha dinheiro para despir verdadeiras celebridades: por enquanto, vejo-a condenada a pescar nas margens e a viver apenas da força do título». Mesmo assim, com tão pouca ousadia, parece andar a inquietar a harmonia da nossa sociedade.




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