Ich bin ein Berliner
5000 terão tentado escapar. Entre 100 a 200 terão morrido. Vinte anos depois da queda do muro, a unificação está longe de estar terminada. E até custa a crer que uma sondagem realizada em Março, diga que 57% dos alemães orientais defendem a extinta RDA. Meses antes da queda deste muro, houve quem desafiasse o poder na Praça Tiananmen. O muro invisível que pretendiam derrubar não caiu e morreram centenas. O muro surgiu depois de uma guerra que dividiu a Europa. E no mesmo dia em que se comemora a queda do muro, há quem prefira falar em ameaças de guerra. A América libertou a Europa do nazismo, assistiu à construção do “Muro da Vergonha” e Kennedy chegou a dizer que também ele era um cidadão de Berlim. Depois disso, os EUA construíram o seu próprio muro e pactuaram com a construção de outro muro ali para os lados do Médio Oriente. Entre muros visíveis e invisíveis, as barreiras que dividem os povos nunca deverão deixar de existir, para vergonha de todos.






É lamentável que após 20 anos da queda do muro de Berlim ainda existam outros muito piores, reais (Palestina/Israel, EUA/México, Coreia do Norte/Coreia do Sul) e virtuais (países pobres/países ricos)…
Maldonado, as barreiras físicas podem-se tocar, estão à vista de todos e de vez em quando, até são derrubadas. As outras barreiras, as invisíveis, é que são mais difíceis de aceitar e derrubar. Faz 20 anos que o muro desapareceu, mas para muitos alemães, o muro continua de pé a marcar a diferença entre alemães ricos e pobres, entre quem viu na sua queda uma vitória e entre quem sinta nostalgia dos velhos tempos.
Excelente texto e óptima documentação fotográfica de uma data que não pode deixar de ser lembrada.
Abraço.
Pinguim, eu gostei bastante da primeira foto, que mostra um grupo de crianças da Alemanha Ocidental a brincar à construção de um muro. Na sua inocência, nem percebiam a dimensão do problema que as envolvia e que iria marcar o futuro da suas vidas
Quanto maior for o fosso entre privilegiados e desfavorecidos, maiores serão os muros a separá-los. E como o fosso não pára de aumentar, mais muros surgirão.
E os nossos irmãos brasileiros, até conseguem fazer dois tipos de muros: um para manter “bandido” fora, em Alphaville, e outro para manter “bandido” dentro na favela Rocinha…
Os muros não vão acabar não.
Abraço.
Kurioso, eu também acho que os muros vieram para ficar, com tendência para aumentar no futuro.
Temos que destinguir entre os muros que são para não deixar sair e aqueles que são para não deixar entrar. Os primeiros tiram a liberdade os segundo potenciam uma suposta segurança. Podem ser de vergonha os 2, mas há uns mais vergonhosos do que outros.
bp63, uma análise interessante. Mas no caso da Palestina, o muro tanto impede a entrada como a saída.
Para não ser acusado de separatista o muro da minha casa não tem mais que um metro de altura. O meu cão agradece, pois quando os cozinhados da vizinha nos invadem as narinas lá vai ele saltar o muro e sentar-se à porta da cozinha alheia com toda a candura (neste caso interesseira) que um belo Golden Retriever consegue transparecer. E baba-se copiosamente até ser atendido. Por vezes volta de papo cheio para minha vergonha mas dá jeito pois a ração está caríssima.
Portanto se todos os muros não fossem além de 1m ninguém se chateava com eles.
:) BetoNogueira, eventualmente, apenas poderiam haver queixas da parte de quem tem mobilidade reduzida. De resto, com 1m, era só passar a perna por cima