Por um punhado de fraudes
A queda dos que oprimem ou enganam o povo é, regra geral, seguida de revelações que chocam os oprimidos ou queixosos. Aqueles que passaram fome, despojados de liberdade, confrontam-se mais tarde com torneiras ou talheres em ouro em casas onde dormiam os que foram derrubados. Neste tipo de situações lembro-me sempre de Imelda Marcos, a mulher do já falecido Ferdinand Marcos, que durante muitos anos enganou e abusou dos Filipinos. Após a sua queda não sei o que terá chocado mais o povo, se os milhares de milhões de dólares da sua fortuna, cuja origem continua sob investigação, se os 15 casacos de vison, 508 vestidos, 1000 bolsas e 3.000 pares de sapatos que compunham o roupeiro de Imelda.
Madoff caiu. Mas antes disso, abusou da confiança de todos, desde pequenos investidores, a grandes bancos e empresas. Destruiu poupanças, vidas, esperanças e sonhos de muita gente. Foram 65 mil milhões de dólares que desapareceram, e só uma pequena parte poderá alguma vez ser recuperada.
Madoff caiu e vieram as revelações. Quem foi enganado e perdeu quase tudo, ficou também a conhecer aquilo que Madoff nunca mais poderá usufruir. No meio de tanto roubo, a sua rica casa de praia em zona rica, não era afinal assim tão rica, quando comparada com outras na vizinhança. Pediram 5,94 milhões de euros pela sua venda, e conseguiram 8,75 milhões de dólares. Uma minúscula ajuda naquilo que é necessário recuperar.
Bernard Madoff e sua mulher, viviam em East 64th Street, num apartamento adquirido em 1984, avaliado em 6.6 milhões de euros. A sua queda expôs o seu interior à curiosidade e interesse de quem queira pagar bastante para viver num espaço que foi ocupado por um dos maiores burlões de que há memória.
Expõe-se a intimidade do burlão e denuncia-se o escabroso da sua vida. Os burlados, com vidas destruídas, acabaram por saber que estavam a ser roubados por uma empresa onde as festas eram grandes orgias, sendo o seu dinheiro usado para pagar a Stripers, comprar cocaína ou iguarias caríssimas, ou pagar muitas mordomias a funcionários, família e compinchas. Outros mais masoquistas, poderão comprar o livro de Sheryl Weinstein, amante de Madoff durante longos anos, e ficar a saber coisas sobre o seu pénis.
Bernard Madoff foi condenado a 150 anos de prisão, e a menos que exista um malabarismo dos advogados com o sistema penal dos EUA, ele irá terminar os seus dias numa prisão. As últimas notícias, não sei se justificadas por indignação da situação em que se encontra, se apenas num Fait Diver deste tema, davam conta que Madoff partilha a sua cela com mais dois condenados, um por tráfico de droga e outro agressão a uma criança, o qual também faz Pizzas e partilha com ele.
Tendo em consideração a vida que levou, chega a ser irónico que passe o resto dos seus dias a falar de droga ou de molhos de tomate para bases de Pizza.
“Não posso dar-vos uma desculpa para o meu comportamento. Como é que se justifica destruir uma indústria que vocês ajudaram a construir?” (Bernard Madoff)




Ma Ke Jeto? Está um must esta página é o que está!!!
Uma coisa é certa: no fim, precisamos todos de muito pouco, uns punhados de terra em cima do rosto e pronto.
Ana G(richetchkine), agradeço a visita e as simpáticas palavras.
E sem dúvida, são 7 Palmos de Terra que calham a todos de igual forma, ex-ricos ou ex-pobres. O único senão é ir para essa condição tendo causado muita desgraça e sofrimento aos que cá ficaram, porque o castigo eterno não sabemos se existe
Claro que não posso deixar de condenar uma pessoa como Madoff, mas sem qualquer hipocrisia, não sinto demasiada pena de quem perdeu muito dinheiro com ele, pois grande parte das pessoas apenas queriam aumentar as suas já grandes fortunas.
Tenho mais pena dos que pouco têm e nem sequer pensam em investir porque não dá para isso.
Abraço.