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Avisar mas não delimitar, não chega

Agosto 21, 2009

Nada nem ninguém poderá trazer de volta aqueles que tiveram a triste ideia de ficar à sombra num local que apresentava sinais de derrocada e sinalizado para esse perigo. No entanto, sinalizar é obviamente insuficiente para evitar tragédias deste tipo. O bom-senso obrigaria à delimitação da zona perigo ou à interdição do local. A prevenção e a fiscalização falharam de forma clara.

Ao INAG compete monitorizar o estado das arribas e identificar os locais de perigo, devendo depois proceder de forma expedita às medidas de consolidação ou à interdição dos locais mais críticos.

Perante tantas praias junto de falésias, é urgente saber quais são os locais de maior perigo. E se necessário, ter a coragem de interditar praias. Antes isso, que suceder nova tragédia de dimensões ainda maiores.

lagos

5 Comentários leave one →
  1. Agosto 21, 2009 9:48 pm

    Durante uma série de anos fizemos praia em Porto de Mós (Lagos), e como gostamos de sossego ficávamos lá para a frente mesmo debaixo da falésia.

    O tipo de rocha é diferente, mas mesmo assim, quando olhávamos para cima, não era nada tranquilizador.

    Volta e meia lá víamos um mirone tonto lá em cima, todo debruçado, apesar dos avisos.

    Em Portugal, interdição eficaz só mesmo com muro.

    Provavelmente o que há a fazer é ajudar ao derrube das mais frágeis, a exemplo do que fazem no Canadá para prevenir avalanchas.

    Abraço.

  2. Acção Directa hiperligação permanente
    Agosto 22, 2009 10:39 am

    A fotografia diz tudo. Infelizmente.

    Cumprimentos.

    Sparatakus.

  3. Agosto 22, 2009 2:20 pm

    @Kurioso e @Acção Directa,
    depois de casa roubada…«Um agente policial e dezenas de grades de ferro fixas na areia foram as soluções de segurança implementadas hoje na praia Maria Luísa». É claro que o gradeamento já poderia estar no local. Ali e em todos os sítios que até já estão identificados como perigosos. Só que, vai-se estragar a ‘beleza’ da praia com umas grades? E a Bandeira Azul? Até pode ser atribuída para praias com este tipo de perigo?
    A única coisa que se espera é que esta tragédia tenha servido de exemplo, e que exista coragem para tomar todas as medidas que obriguem a ter pulso firme, mesmo que isso possa ‘estragar’ o gozo da praia em alguns locais.
    Tanto hoje como ontem, uma das coisas que me fez impressão, foi ver as pessoas na praia como se nada tivesse acontecido. Depois do sucedido, eu não conseguiria ficar naquela praia, onde morreram 5 pessoas, nem iria voltar lá no dia seguinte. A vida continua, mas aquela tragédia iria afastar-me daquela praia (não sei durante quanto tempo)

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