Educação Sexual e Nível de Escolaridade não combinam

2009 Maio 20
by bluewater68

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Vamos lá ver uma coisa. A professora até misturava História com exemplos de cariz sexual. O regabofe que terá havido nas aulas onde se falou do Império Romano ou mesmo de Calígula. Quer dizer, um professor dizia aos seus alunos “Carpe Diem”, e ficou para a história como um dos professores mais bacanos que já existiu. Esta senhora fala em cuecas molhadas ao acordar, e é logo crucificada? Prontos! A senhora gosta de sexo e de falar (à bruta) sobre ele. Talvez se tenha enganado no curso. Mas mau, muito mau, mau mesmo, tipo, ‘até me passei quando ouvi aquilo’, foi quando a gaja disse isto:

- Que escolaridade tem a sua mãe?
- 12º
- Pois, mas eu tenho MESTRADO! – A sua mãe, para ter tantos estudos como eu, tinha que estudar mais dez anos. Por isso, quando se dirigir a mim, senhoras como a mãe daquela menina, tratam-me por senhora doutora. Que a mãe dela andou 12 anos na escola, e eu andei 12 anos na escola, quatro na faculdade, dois nos estágios, dois na pós-graduação, e um numa especialização. Ao pé de mim…Olhe, sabe o que é que eu costumo dizer? Quem é assim senta-se lá em baixo.

É pá! Até dá vontade de…
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[Aditamento]

Isto das Licenciaturas, Mestrados, Doutoramento e afins, devia ser como uma ‘Carta de Condução por Pontos’, ao fim de (n+1) actos de incompetência ou alarvidades proferidas do tipo que aquela gaja disse, Pimba, a pessoa seria obrigada a voltar a estudar desde a primária.

30 Respostas leave one →
  1. 2009 Maio 20

    Pior, era professora naquela escola há 3 anos. E há não sei quantos mais noutra! Penso sempre que nada me surpreende mas o espírito humano não tem fundo… Incrível.
    Beijinhos !
    Ana

    • 2009 Maio 20

      Ana,
      depois de ler isto
      «Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como “a professora mais espectacular na escola”.
      Estudantes do 7.º ao 9.º ano – aos quais a referida docente Joaquina Rocha lecciona as disciplinas de História ou Cidadania do Mundo Actual – afirmam que ela sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos. “Mas sem deixar de dar a matéria das aulas”, asseguram.
      Samir Nica, 19 anos, diz que ela “é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola”. “Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre”, acrescenta o jovem.
      »
      [Público]
      ainda fico mais preocupado com esta situação. Afinal ela também era uma Bacana como o que dizia “Carpe diem”?

  2. 2009 Maio 20
    Void2 permalink

    Caro BW,

    A tal professora até pode ser uma “bacana”, não duvido, mas Professora ela não é com toda a certeza. E deve ter enganado muito boa gente com o tal espírito libertário, seguramente libertino!

    Tambem li os comentários dos alunos, feitos à posteriori, e fiquei a magicar no porquê. Estou convencido que muitos destes alunos não tem Pais à altura.

    É uma situação bem triste que deslustra a profissão dos verdadeiros Professores.

    Um abraço amigo
    a formiga

    • 2009 Maio 20
      Oserrano permalink

      Ora ,ora, ora!
      Bela surpresa.
      Mas, meu caro deixe-me cá ver se me sei mexer por aqui!

    • 2009 Maio 20

      Void2,
      a questão talvez seja essa, a de não terem pais à altura, o que é algo realmente assustador. É que pelas opiniões incluídas no artigo do Público, seriam muitos os alunos incompreendidos em casa, e que veriam nesta professora, a tal ‘bacana’, com um discurso capaz de os convencer e, quem sabe ainda, orientar.
      Há muitos anos, lembro-me de ouvir o Júlio Machado Vaz a falar do filme “Clube dos Poetas Mortos”, que tinha estreado recentemente, e da sua opinião negativa sobre o tal professor ‘bacano’. Ele criticava a sua atitude capaz de ‘orientar’ jovens numa idade bastante sensível, uma atitude que tinha ultrapassado a questão dele apenas poder estar a alargar os horizontes aqueles jovens.

  3. 2009 Maio 20
    Oserrano permalink

    Parece que sim e portanto cá voltarei, porque o que interessa é podermos escrever livremente.
    Abraços cá do Alto.

    • 2009 Maio 20

      Oserrano,
      seja bem-vindo a este cantinho que é escrito agora por um Olhanense.
      Eu tirei (creio) todos os campos obrigatórios para se registar um comentário. A ideia é isto estar o mais aberto possível a todos os visistantes, e que ninguém tenha que fazer um registo para aqui poder comentar. De resto, espero que isto esteja acessível, e que o Oserrano aqui venha espreitar sempre que puder.
      E traga uma garrafinha de vinho para acompanhar as conquilhas que eu estou a oferecer por quem aqui passa. Abraço

  4. 2009 Maio 20
    James permalink

    Caro Blue,
    Este país é um paraíso…

  5. 2009 Maio 21

    Essa da “bacana” não ouvi. Faz-me pensar que espécie de pais têm estes alunos, mas talvez não seja preciso pensar muito. O pior é que parece, também não estou certa, que a professora está suspensa por três meses. De facto, parece que estamos todos satisfeitos com o país e a educação que temos. Beijinhos para Olhão :)

    • 2009 Maio 27

      Ana,
      e vivam os telemóveis e os dispositivos de gravação. É interessante ver como a sociedade está a ser devassada por esses dispositivos. Agora, qualquer um pode captar som e imagem, publicando-as de imediato no YouTube e divulgando-as no Facebook, Twitter e outros que tais.

  6. 2009 Maio 21

    Também fiquei horrorizada e penso como a Ana que os nossos filhos passam por coisas que nem imaginamos (muitas humilhações, por exemplo). Mas isto é mesmo horrivel de ver, ela parece completamente descontrolada.

    • 2009 Maio 27

      Popelina,
      essa das humilhações é a que me assusta mais. De vez em quando lá se ouve uma história que até nos deixa de boca aberta “Como é possível!?”

  7. 2009 Maio 21
    trout2earth permalink

    Eu percebi -um metro e setenta lá em baixo ,o que era engraçado porque a senhora se deve julgar muito alta ( Não se ouvia bem com tanta gritaria ) ,para animar claques de futebol até tem jeito .
    Para contrabalançar (não sei se viste )um professor que é exemplar ,que passa a vida na escola a fazer actividades com os alunos (há professores que vão de livre vontade com os alunos durante o tempo das suas férias …) ,para provar que nem todos são assim ,que é uma coisa que se gosta muito de se fazer por cá .

    • 2009 Maio 27

      Trout,
      ela disse “um metro e setenta lá em baixo”? :) Eu fiz a minha legendagem a ouvir a reportagem, e foi aquilo que me pareceu ouvir. Seja como for, é muita imbecilidade da parte da Senhora Mestrada.
      E felizmente que existem bons exemplos de outros professores. O problema é que estas manchas abafam tudo o resto e fazem as pessoas generalizar.

  8. 2009 Maio 21
    trout2earth permalink

    eu ouvi -um metro e setenta lá em baixo .no youtube há um video legendado assim como eu ouvi ,acho que no telejornal estava legendado -um metro e setenta lá em baixo
    Picuinhices :))

  9. 2009 Maio 21
    trout2earth permalink

    e é “ai ” e não -olhe
    + picuinhices ;))

  10. 2009 Maio 21
    António permalink

    Ainda há conquilhas???
    Abraço e viva o Olhanense

    • 2009 Maio 27

      António,
      se queres que te diga, nem sei :) Não coisa que existe todo o ano? Ou só se pode comer nos meses que tê um “R” no nome? :)

  11. 2009 Maio 22

    aditamento ao aditamento: não há novas oportunidades que salvem isto!

    • 2009 Maio 27

      aditamento ao aditamento do aditamento: esta senhora deve ser das que está contra o processo de Bolonha :)

  12. 2009 Maio 22
    Kurioso permalink

    Quarenta e tal anos lá para trás, eu também tive professores “destrambelhados” e outros “bananas”.

    O problema é que agora parece tudo potenciado. Os “destrambelhados” são muito mais “destrambelhados” e os “bananas” muito mais “bananas”. E como são estes que fazem as notícias, tendemos a esquecer a grande maioria que continua, todos os dias, a lutar para diminuir a alarvidade que parece ser mais virulenta que o H1N1.

    Mas diga lá que este País não é uma caixinha de surpresas! Quando parece já termos assistido a todas as aberrações…SURPRESA!

    Ainda há bocadinho, o telejornal da TVI foi bem surpreendente…

    Abraço.

    • 2009 Maio 27

      Kurioso,
      o problema é que agora também temos a tendência a potenciar tudo e a encontrar enormes problemas em questões mais pequenas. Depois, temos tendência a generalizar e a esquecer ou ignorar todos os outros bons exemplos (e felizmente que ainda é a maioria). E como os media só pegam nas excepções e chupam-nas até ao tutano para alimentar os espectadores cada vez mais desejosos de conteúdos tipo “24 horas”, torna-se difícil perceber que existem muitos outros bons exemplos. A semana passada houve por aqui a inauguração de um projecto fantástico em defesa de uma espécie em risco de extinção. Nada de grande destaque foi dito sobre a mesma.
      E essa da caixinha é uma grande verdade. Que não tenhamos a ilusão de pensar que já vimos tudo neste cantinho à beira-mar. Quando menos se espera…

  13. 2009 Maio 25
    gominhas permalink

    olá blue
    olha, eu fiquei preocupada também! Aquilo é uma “bacana”?!!!!!!! Mais a sério, eu acho que não devia ser da competência dos professores darem preservativos ou falarem em sexualidade, salvo os professores dessa disciplina se houver. Ser bom professor, não quer dizer necessariamenbte ser um “bacana” desses. Ser bom professor é incentivar e fazer com que os alunos gostem e aprendam nas suas aulas. Falar de sexualidade, também pode acontecer mas isto que assistimos não foi uma conversa! Pelo menos na minha opinião.
    Deviam haver psicólogos, orientadores diariamente nas escolas para escutar, falar, orientar muitos jovens que estão completamente sós na educação. Como aqueles “bacanas” que vemos nas séries televisivas e que estão sempre lá, para os ajudar! Mas não há…
    Como darem preservativos a alunos do 10º ano para a frente. Então isso não deveria ser “caso a caso”?! Então e uma rapariga do 9º ano que goste de envolver sexualmente com vários rapazes, que não tenha acompanhamento em casa, não terá direito a meia dúzia também, porquê?!
    Beijinhos, boa semana para vocês

    • 2009 Maio 27

      Gomes,
      a questão é que os alunos, aparentemente, até tinham a professora em enorme consideração. Não por ensinar História de forma impar, mas por ser um ombro amigo com que muitos podiam contar. E a ser assim, a questão do papel dos paizinhos é mesmo para por em causa. Esses ‘bacanos’ psicólogos e orientadores deveriam de facto existir e serem eles a ter um papel orientador nas horas mais difíceis, só que, não existem (a não ser nos filmes e séries bacanas de adolescentes). «uma rapariga do 9º ano que goste de envolver sexualmente com vários rapazes»? Uma galdéria, queres tu dizer? :))

  14. 2009 Maio 26
    brancainpura permalink

    Ora, quem de nós não teve e qual jovem não precisa de um(a) professor(a) bancano(a) na sua vida ?
    Parece-me que essa professora estudou é demais… passou do ponto.
    Foi de bacana a bacanal ! rss

    beijo, Mosso

    • 2009 Maio 27

      Branca,
      «Foi de bacana a bacanal» :))) Pois…a senhora talvez se excitasse com tudo o que partilhavam com ela. E mais tarde, quem sabe, talvez publique tudo num livro, que até poderá ser best-seller “As Confissões de futuros historiadores”

  15. 2009 Maio 27

    Olá amigo.
    lembraste daquele cão estupido que ria e que escreva com uns erros do caraças.
    Pois não morreu.
    o Amonium deu lugar ao blog O Último Pingo.
    Aparece por lá e bebe um copo.

  16. 2009 Maio 27
    gominhas permalink

    pois… também tem direito a eles!!!!E mais necessidade!!! Mas ouvi hoje que essa questão só será posta em prática com acompanhamento de pessoal especializado e os Centros de Saúde. Ufa…….

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