“You Commie homo-loving sons of guns! I did not expect this”, e mais algumas notas
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No rescaldo da noite dos Óscares, que eu nunca assisto em directo, ficam algumas pequenas notas sobre vencedores e vencidos.
Ainda vão passar vários meses até que eu possa apreciar a maioria dos filmes que foram nomeados. É o preço a pagar por optar pelo DVD em vez da sala de cinema. Até lá, antes de poder fazer uma crítica justa, falarei apenas com base em simpatias e embirrações. É bastante redutor, mas é o que se consegue arranjar neste momento.
“Slumdog Millionaire”, face ao número de Óscares, parece unânime ter ganho um grande filme, em oposição ao “The Curious Case of Benjamin Button”, que foi mais um caso curioso, onde grandes expectativas saíram defraudadas. E por causa disto, fui recordar uma análise matemática de quem diz ter taras.
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Sean Penn
Juntamente com o pouco oscarizável Edward Nortn, faz parte da minha lista de actores favoritos, os tais que valorizam qualquer filme onde apareçam. Também fui recordar outra análise matemática, e desta vez, felizmente, o «pudor das repetições não impediu que se fizesse justiça».
E porque o Sean Penn é um repetente nestas andanças, quero recordar o ano de 2001, onde uma das suas muitas enormes interpretações, só não ganhou o Óscar, porque foi o ano em que supostamente se premiou a cor da pele, com os Óscares principais a irem parar às mãos do Denzel Washington (Training Day) e Halle Berry (Monsters Ball). Por curiosidade, nesse ano também havia 3 fortes concorrentes à estatueta de Melhor Actor, graças ao Russell Crowe (A Beautiful Mind).
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GUS VAN SANT e SEAN PENN, The Milk Men
Foto de ANNIE LEIBOVITZ
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Desta vez, ganhou aquele que reúne toda a minha simpatia. E como só pode haver um vencedor, fica a minha desilusão pelo Brad Pitt, um actor que no mesmo ano faz papéis tão distintos, nos filmes “The Curious Case of Benjamin Button” ou “Burn After Reading”, e que eu acredito que possa um dia ganhar de forma mais que merecida, a estatueta de Melhor Actor.
Quanto ao Mickey Rourke, apesar de ser o favorito nas apostas e não estar na minha lista de simpatias, talvez tenha perdido a hipótese de ganhar um Óscar na sua vida de actor. O tipo das análises matemáticas tinha dado o bom exemplo do John Travolta, que renasceu com o “Pulp Fiction”, onde esteve nomeado como Melhor Actor. Não ganhou nesse ano – seria impossível bater o Tom Hanks no “Forrest Gump” – e nunca mais teve um grande papel. Será que isto de renascer só pode acontecer uma vez?
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“You Commie homo-loving sons of guns! I did not expect this, but I — and I want to be very clear that I do know how hard I make it to appreciate me. Often. But I — I am touched by the appreciation and I hoped for it enough that I scribbled down — so I have the names in case you were Commie homo-loving suns of guns. And so I, I wanted you to thank my best friend Sato Masuzawa. My circle of longtime support, Mara, Brian, Barry and Bob. The great Cleve Jones. Our wonderful writer, Lance Black. Producers Bruce Cohen and Dan Jinks. And particularly, as all us actors know, our director either has the patience, talent and restraint to grant us a voice, or they don’t, and it goes from the beginning of the meeting to through the cutting room, and there is no finer hands to be in than Gus Van Sant.
Finally, for those — two last finallys — For those who saw the signs of hatred as our cars drove in tonight, and, I think that it is a good time for those who voted for the ban against gay marriage to sit and reflect and anticipate their great shame and the shame in their grandchildren’s eyes if they continue that way of support. We’ve got to have equal rights for everyone.
And there are these last two things. I’m very, very proud to live in a country that’s willing to elect an elegant man President. And a country, who for all its toughness, creates courageous artists, and this is in great due respect to all the nominees. But courageous artists who, despite a sensitivity, that sometimes has brought enormous challenge. Mickey Rourke rises again, and he’s my brother. Thank you all very much.”
Discurso retirado daqui. Para quê ir mais longe? A verdade é que não encontrei os links para os discursos vencedores.
Não tenho reparado nas cerimónias anteriores, mas parece que agora põem o vencedor a discursar perante a presença de 5 anteriores vencedores do Óscar. Não sei se é para aumentar a tensão no momento do discurso, face ao olhar penetrante de quem já fez o mesmo discurso. Pela imagem, não percebi se o Hopkins estava com sono.
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Penélope Cruz
Como é que eu hei-de explicar isto…a Penélope faz parte da lista de embirrações. Ela lá poderá ser uma grande actriz, até porque já tinha sido nomeada, mas a verdade é que mal ela abre a boca e salta aquela pronúncia, parece que tudo perde o interesse.
Por causa disto, lembrei-me de algo que tinha escrito sobre o filme “[REC]” «Talvez fale um dia do “Vanilla Skye”, realizado por Cameron Crowe, uma cópia da versão espanhola “Abre los ojos”, realizado por Alejandro Amenábar. Em comum, Penélope Cruz. Resta saber se queremos ouvir a Penélope Cruz a falar em espanhol (do mal o menos) ou se preferimos ouvi-la num americano estranho. Já vi os dois, e mesmo com a Cruz a dizer uma frase irritante «I’ll tell you in another life, when we are both cats», onde temos vontade de nos juntar ao desespero do tipo desfigurado, continuo a preferir a versão americana.»
Embirro de facto com ela. Isto é redutor, mas é mais forte do que eu.
Não sei qual é o desempenho das restantes actrizes nos outros filmes, mas para a Penélope ter ganho, é porque devia ser muito fraquinho, ou, no caso da Marisa Tomei, talvez tenha pesado o facto de ela já ter uma estatueta em casa. Mas ouvi dizer pelo senhor das análises matemáticas, que 10m da interpretação da Viola Davis, eram brilhantes. Vá uma pessoa entender isto.
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PENÉLOPE CRUZ e WOODY ALLEN, The Odd Couple
Foto de ANNIE LEIBOVITZ
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Para terminar, só espero que não venham dizer que o Sean Penn ganhou por causa da influência do Lobby Gay.
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só para começar, caro amigo! ;)))
“Penelope also wished me happy birthday with a voice message. She was taking a break from rehearsals for the musical “Nine”, which she will start shooting shortly with director Rob Marshall. In the message she told me that Sophia Loren was beside her and she wanted to congratulate me too. (Loren is playing the mother of the character played by Daniel Day-Lewis). Penélope Cruz and Sophia Loren together! I’m no mythomaniac, but I want to see them and have my photo taken with them.” do blogue do Pedro Almodóvar, que acabou agora (acho) a rodagem de Los Abrazos Rotos com a fantástica Penélope. Se ELE lhe chama um “mito”, o melhor a fazer é rever as nossas concepções sobre ela. Eu, na verdade, acho que é das melhores actrizes de agora. Ela transfigura-se para seja o que for, pena que o cinema americano a queira enclausurar na figura de latina exótica, como aliás tentam fazer com todos os “latinos”. Uma questão de preconceito, pequena xenofobia, falta de vistas. Ela é muito mais do que isso tudo. (Mas no filme do Woody é isso mesmo, degraçadamente). Beijinhos..
fica o link: http://www.pedroalmodovar.es