E da Figueira da Foz soaram de novo as Trombetas
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Desta vez não vou comentar isto
«É absolutamente necessário que antes de uma senhora casar com um muçulmano, tenha a certeza de que vai poder continuar depois do matrimónio a professar a sua fé cristã. Tenha a certeza de que vai poder decidir o tipo de educação a dar aos próprios filhos. Não casem com muçulmanos enquanto não tiverem essas certezas»
Apesar de tudo, explicou-se melhor que o Policarpo.
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E também não vou comentar isto
«A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (…) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja»
Está correcto. Se não está na Bíblia, e se esta é o ‘manual de instruções’ da Igreja Católica, então, é perfeitamente aceitável que a homossexualidade seja vista como uma anormalidade.
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Mas já não posso deixar passar esta em claro
«Quando se fala de direitos civis não tem de se interrogar a Igreja, tem de se interrogar o Estado. Quem elabora as leis do Estado não é a Igreja, seria uma intromissão, evidentemente» No entanto, defendeu como situação «ideal» uma colaboração sincera entre a Igreja e o Estado «na formulação de certas leis», como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo «Nestes casos, neste sector em concreto, é absolutamente necessária uma colaboração sincera, autêntica e eficaz entre o Estado e a Igreja, em que ambos expressem o seu pensamento»
Vamos lá ver uma coisa. Os tempos da Idade Média, onde o Clero era a força principal do poder, já lá vão. E qualquer aproximação a essa situação, por mais ténue que seja, só pode ser vista como uma brincadeira de muito mau gosto.
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Sua eminência, Cardeal D. José Saraiva Martins, até reconhece que quem elabora as leis é o Estado, e que alterar isso seria uma intromissão. Menos mal. O senão é sugerir ser absolutamente necessária uma colaboração sincera, autêntica e eficaz entre o Estado e a Igreja, na «formulação de certas leis». Não é em todas, mas só em algumas.
Faz todo o sentido. Aliás, fazer certas leis sem essa colaboração da Igreja, é ir por um caminho da perdição. Como alguém disse, não é fiável quem se mete por estas aventuras, em que a sociedade fica exposta a feridas, que são profundas.
Sinceramente, até acho que na próxima legislatura deva ser criado o Ministério da Igreja Católica.
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É verdade, este tipo de coisas também pode dar azo a algumas más interpretações,
« [Os homossexuais] não podem providenciar a formação das crianças, porque uma criança para ser formada normalmente precisa de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães»
Isso quer dizer que nos casos de divórcio – que já são muitos e com tendência a aumentar – as crianças não podem ser formadas normalmente? Falo por experiência própria, e de forma alguma, considero que possa ter tido uma formação deficiente, apesar de não ter tido um casal misto a contribuir para a mesma.
Por causa disto, li uma opinião interessante num blogue «E por isso eu também tenho o direito de pensar que quem abdica da sua sexualidade para se dedicar à religião não é normal»
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É por estas, e muitas outras, que tenho cada vez mais a certeza de uma coisa. Se um dia a minha filha tomar a decisão de ser baptizada, terá sempre o meu apoio, como em tudo o mais, mas será um acto da sua iniciativa e não da minha.
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por alto: população mundial 6.76 mil milhões; católicos 1.1 mil milhões, homossexuais (estimativa de 10%, número geralmente aceite, há quem diga mais, há quem diga menos) 676 milhões. eles ainda ganham. o que os chateia: quem não é homossexual mas vota por eles. a liberdade é danada…
:)) beijinhos
:) Este programa no Casino da Figueira da Foz já me anda a revoltar a tripa por causa das bujardas que saem de lá. O Estado a ter de pedir a bênção da Igreja na discussão de ‘alguns’ assuntos? Vai de retro :)
(Credo, o comentário anterior era só erros)
Pff, sem comentários.
Blue (e Ana),
estava a a olhar para o entardecer, que vou ver com mais tempo, que projecto fabuloso! Não valeria a pena fazer algo para, sei lá, dar mais visibilidde?
abraço.
Popelina,
o projecto ‘Entardecer’ foi uma coisa bem engraçada. Pena é que não tivesse mais participação. No fim, ficámos apenas com um contribuinte regular de histórias.