PSP, Imagine…
“Antes debaixo da ponte?” – Março de 2008
«Alguns agentes da PSP, que estão deslocados em Lisboa, vivem em condições muito precárias. A RTP teve acesso a imagens inéditas recolhidas no interior de uma das camaratas da polícia.» [+]
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“A Farda é a prestações” - Junho de 2008
«Há quase vinte anos que o subsídio de fardamento da PSP e da GNR não é actualizado. Os cerca de mil escudos de 1989 permanecem nos 5,5 euros, mas o preço da roupa e acessórios subiu pelos menos sete vezes. Os gastos acima daquele valor são descontados no ordenado-base dos agentes. Há já quem tenha sido alvo de um processo disciplinar por trabalhar com as calças rotas (…) Os 66 euros por ano que recebem não chega, sequer, para comprar uma camisa branca de cerimónia na PSP cujo preço é de 77,93. Para manterem a roupa minimamente actualizada, os polícias têm de recorrer ao endividamento (…) Uma mulher polícia, contactada pelo DN, disse que prefere comprar os sapatos de serviço nos ciganos. “Compro-os por cinco euros e são mais confortáveis.” Uns sapatos de senhora no depósito da PSP podem custar 23 euros (…) António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) lembra que na União Europeia cabe às instituições fornecerem as fardas. “Até na CP isso acontece”, sublinhou ao evocar um exemplo português» [+]
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“Onde estão os coldres?” - Julho de 2008
«O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou ontem o concurso para a aquisição de “32 000 a 50 000 coldres de cintura”, destinadas às pistolas Glock que a GNR e a PSP começaram a receber no ano passado (…) O porta-voz, tenente-coronel Costa Lima, assegurou ao DN que os coldres usados pelos militares daqueles dois regimentos “são seguros” e não afectam o manejo da arma durante o serviço. Embora não sejam os adequados, a verdade é que a Guarda não podia ficar à espera (por tempo indeterminado) da compra dos coldres por concurso – até por ser “uma pena” ter aquelas armas guardadas (em caixas individuais) e não as poder usar.» [+]
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“Disparar? Só a 0Km/h” - Julho de 2008
«A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) emitiu uma recomendação para as Forças de Segurança que as proíbe de disparar em perseguições (…) Segundo Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, “a própria Inspecção-Geral da PSP tem emitido orientações para as perseguições a criminosos, automobilizados ou não, de modo a que não seja colocada em risco a vida de outras pessoas”. “Estes avisos, apesar de bem-intencionados, podem inibir a actuação policial e não podemos deixar que seja colocada em causa essa capacidade de actuação, pois ela é um garante da segurança dos cidadãos e da sua confiança nas autoridades”» [+]
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“Cuidadinho com a viatura” – Outubro de 2008
«Há dezenas de profissionais da PSP que estão a pagar do próprio bolso o arranjo dos estragos provocados em viaturas policiais na sequência de acidentes ocorridos em serviço. A denúncia desta situação é da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), que diz ser esta a fórmula encontrada pelos agentes para evitarem processos disciplinares.
Com a entrada em vigor do Regime de Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado (lei 67/2007, de 31 de Dezembro), cuja redacção faz com que os polícias que tenham acidentes com viaturas da polícia tenham de provar a não existência de dolo na sua acção, “o trabalho dos profissionais da PSP fica desvalorizado e condicionado”, diz o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, referindo ainda que “a operacionalidade da PSP pode, no futuro, ser posta em causa, uma vez que os profissionais, antes de pegarem numa viatura, vão pensar se não serão punidos no caso de terem uma contrariedade no cumprimento da sua missão” (…) Agora, para evitar que os polícias imponham restrições à condução de carros de serviço ou que continuem obrigados a pagar os danos em caso de acidente, a ASPP propõe que todas as viaturas da PSP passem a ter seguro, assim como os polícias devem, obrigatoriamente, usufruir de um seguro de responsabilidade civil por danos decorrentes do exercício das suas funções. Seguro esse que será da responsabilidade do organismo para o qual trabalha o agente.» [+]
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Imagine
Imagine que estava a trabalhar longe de casa, alojado num local onde você desejaria estar o menor tempo possível.
Imagine que tinha de pagar por uma farda que teria de usar todos os dias para poder trabalhar.
E Imagine que pagava reparações do seu bolso na viatura de serviço atribuída, apenas para evitar um processo disciplinar.
Por fim, imagine o seu estado de espírito quando fosse trabalhar e qual o empenho que estaria disposto aplicar no exercício das funções.




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