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Allgarve, Silly Season 2008 (II)

Agosto 31, 2008

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Supostamente termina agora a chamada Silly Season. É tempo de voltar ao trabalho e de acabar com as tais notícias de frivolidades. O problema é que isto anda de tal forma que a Silly parece arrastar-se nos doze meses do ano. O caricato é que este ano, em plena Silly Season, foi quando se sucederam os casos de maior interesse para a opinião pública. Assaltos hiper-mega-super-muita-violentos, com utilização de armas de fogo e explosivos ao desbarato. Talvez seja altura de mudar o nome para ‘Dangerous Season’.

Andava o Pinho a banhar-se com o Phelps na Piscina do Hilton, e a ser conduzido em alta velocidade pelo Tiago Monteiro no novo autódromo de Portimão (não sei se gostam de dizer que o circuito pertence ao Algarve), quando um turista Alemão é baleado à saída do comboio em Boliqueime.

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Nesse aspecto, o Pinho merece toda a consideração, já que tem defendido o seu Allgarve com unhas e dentes. Até a Catherine Deneuve foi convidada a apadrinhar o projecto ‘All’ deste homem de grande visão, cujo sonho é inundar o Algarve com projectos PIN. Ele só não tem a culpa é que a diva Deneuve se sinta incomodada com Flashes e Projectores numa Mina de Sal a muitos metros de profundidade e que fique com uma trombas descomunais, desejosa de sair dali para ir ouvir o Rui Reininho a cantar só para si. Mas não vão ser esses humores femininos a desmotivar o Pinho. Numa só noite, o Gigalo Phelps gastou a módica quantia de 5000€ em bebidas revigorantes. Um gasto equivalente ao que é feito por 500 hooligans e operadoras de caixa, quando vêm directamente de Inglaterra para Albufeira, e passam um mês numa actividade tipo A to P (Apartment to Pub). O Phelps não se hospedou em nenhum torre incaracterística de Quarteira ou Armação de Pêra. O homem foi directamente para o Hilton, em Vilamoura. É esse tipo de investimento que o Pinho defende.

O Pinho também não tem a culpa que o seu colega do governo, responsável pela segurança dos cidadãos, seja um pouco Silly perante tantos casos de violência. É que todos os seus esforços de promoção do Allgarve podem perder-se, caso ‘lá fora’ se diga que em Portugal os assaltos são constantes, e os bandidos não hesitam em disparar a matar, à semelhança do que acontece em terras de um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

Os próximos tempos vão dar muito que falar.

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Mas hoje não quero alongar-me em coisas sérias. Como a época ainda não acabou, hoje ainda é tempo para falar de frivolidades.

Quero agradecer ao SOL e à revista Tabu, o facto de me terem proporcionado um grande momento de boa disposição, ao publicarem um artigo que transbordava frivolidade. Refiro-me à entrevista que publicaram com o título “Cinderela à portuguesa”, que conta a vida interessante de Borboleta, perdão, de Floribella, perdão, de Luciana Maminhas, perdão, de Luciana Abreu.

Entre tudo interessante que foi falado, transcrevo algumas partes para discutir a seguir.

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P: Sentiu muita inveja em seu redor, como a rapariga que apareceu do nada e se tornou uma estrela maior?

R: (…) Chorava e a minha mãe dizia: ‘Filinha, vai, Deus é grande e tu estás protegida pelo Jesus, vai correr tudo bem, tenta dar o teu melhor; leva sempre o texto na ponta da língua’

P: Sentia que era um alvo fácil?

R: Talvez. Já fui muito humilhada no plateau, por ter esta calma, por engolir tudo. Penso sempre: a moeda tem duas faces e Deus é grande – esta frase está sempre na minha cabeça e no meu coração. Por ser assim, é que hoje estou aqui. E outros não estão, nem sequer a fazer novelas.

P: Não era mais fácil ter seguido esses conselhos?

R: (…) já nada é impossível [voz embargada]. É por isso que digo que hei-de acabar na Broadway ou em Hollywood, se Deus quiser.

P: O mundo das revistas alimentava-lhe os sonhos?

R: Sim, rezava todos os dias para fazer parte daquele mundo. E ainda rezo mas, como tenho menos tempo, só faço uma oração por dia, normalmente no duche.

P: É esse passado que a motiva a adoptar uma criança, como tem dito publicamente que vai fazer?

R: (…) Quero é uma criança que seja sofrida, que tenha imensas dificuldades, que não tenha roupa, ande descalça, com doenças e ranho no nariz. Uma criança com muitas carências. Estou a tratar disto noutro país, disseram-me que iam fazer de tudo para me ajudar e, se Deus quiser, para o ano já vou ter notícias.

P: Todo o seu discurso é fortemente marcado pela religião, pelo sentido de sacrifício…Nunca a tentaram demover de falar tanto nesses assuntos?

R: (…) Falarei sempre, não tenho vergonha. Aliás, tenho muito orgulho em falar de Jesus, no Jeová Deus, nos meus santinhos, nos espíritos que me acompanham e nos anjos da guarda que me protegem.

P: Há muita gente que, por causa desse discurso, a considera artificial, há um preconceito contra esse discurso excessivamente bonzinho.

R: (…) Quem me deu tudo isto, força, garra e coragem para lutar contra todos os obstáculos foi Jesus, Jeová Deus, os meus santinhos, os espíritos que me acompanham e os anjos da guarda que me protegem. E todos os dias lhes peço que não me cortem as pernas e não me fechem as portas e janelas.

P: Costuma ir à missa?

R: Não vou muito à igreja porque fico triste quando lá vou e sou olhada de lado. Jesus não ensinou a irem à Igreja para lá sentirem inveja e falarem mal das pessoas – isso é pecar na casa de Deus. Prefiro rezar em casa, no trabalho, no carro…Em qualquer lado, porque sei que Deus me ouve (…) Mas à medida que cresci, personalizei a minha relação com Jesus.

P: Esse discurso pode, pelo menos à primeira vista, chocar com a jovem mulher que fez um aumento mamário comentado por todo o país…Deus não quis que o seu peito fosse menor?

R: Deus não deixa de gostar de mim por ter aumentado as maminhas! Nem eu deixo de ser a pessoa que sou (…) o meu objectivo foi sentir-me melhor comigo. Gostava de ter o peito maior para poder usar as camisolas sem soutien, de costas à mostra, aqueles vestidos mais sensuais…Não me arrependo! Já pensava nisto há muito tempo, mas não tinha dinheiro.

P: Não se sente sex symbol?

R: Não. Nem penso nisso. Nunca quis ser reconhecida pela beleza, apesar de saber que é muito importante.

P: Depois tem pesadelos?

R: (…) E a minha mãe, ao meu lado, consola-me. Durmo sempre com ela. A minha mãe tem o quarto dela mas só quando não durmo em casa é que o usa.

P: Se um dia se casar, onde fica a sua mãe?

R: (…) Mas, se eu não for rica para lhe comprar uma casa ao lado da minha, vai ter de viver comigo porque não consigo ficar sem ela. Que Deus me oiça – Deus está sempre a ouvir-me.

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O meu obrigado à revista Tabu por me ter dado a ler 8 páginas de autêntica futilidade.

Na nossa televisão, já tinha colocado a Maya e a Rita Ferro Rodrigues na categoria ‘Verdadeiramente Insuportáveis’. Agora, estou a tentar descobrir uma categoria para incluir esta Borboleta Mamalhuda, perdão, Luciana Brega, perdão, Luciana Abreu.

Acho que esta rapariga de 23 anos tem as ideias um bocado baralhadas, mas pode ser só impressão minha. Mas vamos lá debater aquilo que foi dito.

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Em primeiro lugar, o facto de ela ter concorrido aos castings em enorme vantagem sobre as restantes, já que Deus é grande e Jesus a acompanhava. Isso queria dizer que nesse dia, Jesus já não poderia acompanhar outras concorrentes, sob pena de se gerar um conflito de interesses. Depois, os outros não têm Deus e por isso nem sequer fazem novelas. Toma! Isso é querer o mal dos outros? Não. É apenas querer dizer que a moeda tem duas faces. E se Deus quiser, esperemos que ela vá para a Broadway ou para bem longe daqui.

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Rezava todos os dias para fazer parte do mundo das revistas e ainda reza? Então isso não é vaidade? Rezava para ter fama? Não é pecado?

No aspecto da oração, a religião católica é bastante versátil quando comparada, por exemplo, com a religião muçulmana. Pode-se rezar no duche, em casa, no trabalho, no carro…Em qualquer lado. Uns cantam no duche, brincam com o patinho de borracha ou com o sabonete, outros, rezam.

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Muito bonito o desejo da criança com doenças e ranho no nariz. Já imagino a irmã do orfanato perdido em África: “Vamos crianças, hoje ninguém limpa o nariz pois vem aí a Dona Mamalhuda, perdão, Luciana, para vos ver”.

E já que vai fazer uma importação com doenças e ranho, ao menos que tenha a pontaria para descobrir um potencial talento para o desporto, assim ao estilo do Obikwelu ou do Nélson Évora. Tal como diz o Contracorrente, se queremos portugueses do género ‘antes quebrar do que torcer’, como cantava o poeta, temos de os importar porque cá já não se fabrica disto.

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Se a questão espiritual possuir uma hierarquia, tal como nas forças armadas, então teremos a seguinte ordem, de cima para baixo, em termos de importância: Jesus, Jeová Deus, Santinhos, Espíritos que acompanham e Anjos da guarda que protegem.

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É claro que Deus não deixa de gostar da Floribella só por ela ter colocado uns implantes mamários. Claro que não. Parvoíce se assim fosse.

Mas a Borboleta terá rezado na véspera a perguntar: “Deus, amanhã vou por uns implantes mamários. Importas-te? Eu sei que tu me concebeste com maminhas pequenas. Lá terás tido as tuas razões. Só que eu gostava de ter o peito maior para poder usar as camisolas sem soutien, de costas à mostra, aqueles vestidos mais sensuais que enlouquecem os homens…tás a ver? Longe de mim querer ser Sex Symbol ou aparecer em alguma capa de revista masculina, daquelas que têm posters que depois são colocados em cacifos, em paredes de oficinas ou em cabines de camiões. Longe de mim tal ideia. Só que este mundo da televisão é muito exigente…tás a ver? Não queres que eu volte para o salão de Cabeleireiro, pois não!?”.

É claro que Deus não pode ficar chateado com quem toma essa opção. Quanto muito, poderá ficar chateado com todos os cirurgiões plásticos, que nasceram para dar cabo das suas obras, nem sempre perfeitas. Querem lá ver que ele foi ficar chateado com a Letizia, só pelo facto dela ter ido corrigir o nariz a um desses aperfeiçoadores da obra divina? Claro que não.

Mas alguém que deve tanto ao Espírito Santo, que quer usar vestidos mais sensuais e que se sujeita a uns implantes mamários para atingir esse objectivo, não estará a cometer o pecado da Vaidade?

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Wow! Alto aí! Eu já vi uma reportagem que mostrava a dificuldade actual dos filhos em sair de casa. Arranjar emprego estável, comprar casa, ter dinheiro para as compras e para pagar as contas, eram problemas que levavam os jovens a ficar mais tempo em casa dos pais, em concreto, até terem uns 40 anos ou serem expulsos pelos próprios pais. Mas atenção! Cada um na sua caminha e no seu quarto. Nada de confusões.

Fico agora a saber que esta Borboleta, com 23 anos, dorme na mesma cama que a mãe? Credo! Mas o que é isto?

E quer casar e por a mãe a viver na casa do lado? Isto se tiver dinheiro. Caso contrário fica tudo sob o mesmo tecto. Esta Borboleta ainda consegue ser pior que o Ronaldo.

Eu não a quero desiludir, mas ou muda de objectivos ou será difícil arranjar um marmanjo que a queira, mesmo com todos os implantes que possa fazer.

E Deus já deve ter os ouvidos em sangue de tanto a ouvir.

Pobres criancinhas que vão apanhá-la na sua próxima pomada, de nome ‘Lucy’.

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Obrigado à Ana Markl e à Raquel Carrilho por me terem brindado com esta pérola de frivolidade.

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Isto já vai longo, mas é mais por causa do tamanho do texto e do espaçamento entre linhas, que outra coisa.

Numa Silly Season com tanto que falar, termino numa história que me deixou boquiaberto.

Começo por publicar a imagem da situação…caricata? Surrealista?

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Então é assim. A Maria Vieira, que é quase tão alta como a Ticha Penicheiro, tem um cão minúsculo, de nome ‘Xulo’. Um destes dias, ia viajar para o Brasil, com o objectivo de participar nas gravações da novela ‘Negócio da China’, e queria levar o Xulo consigo na Primeira Classe.

Foi então que descobriu que a TAP não autoriza animais em classe executiva. Ela nem queria acreditar e gritou bem alto “Uma regra absurda e discriminatória para pessoas e animais”. Nem mais.

As hipóteses seriam o Xulo passar as 10 horas da viagem no porão do avião, ou a senhora mudar-se para a classe económica, onde já poderia usufruir da presença do Xulo.

E assim foi, a senhora optou por ir em económica. Nesse intervalo, dirigiu-se ao gabinete de relações públicas da transportadora aérea e argumentou: “Disseram-me que os animais podem incomodar os passageiros que normalmente viajam na classe executiva. Mas em económica, onde há menos espaço, já não incomoda?”

Eu fiquei a matutar nesta argumentação. Se a lei é assim, ela não deixa de ter uma certa razão. Mas a questão é outra. Eu é que devo viajar muito pouco de avião para desconhecer este tipo de situações.

Em primeiro lugar, sempre pensei que qualquer animal só poderia entrar na gare do Aeroporto, desde que fosse dento de uma caixa ou gaiola, prontinho a ser embarcado no porão do avião. Nunca me ocorreu que os animaizinhos pudessem desfilar livremente pelos corredores do aeroporto e muito menos, que pudessem acompanhar o seu dono dentro do avião.

Isso faz-me pensar duas vezes antes de comprar um bilhete da TAP. Como não tenho dinheiro para viajar em executiva, será que não me importarei de viajar com um Gremlin ao meu lado?

Sou assolado pela seguinte dúvida: até que tamanho do canídeo é que o mesmo passa a pagar bilhete? Só quando for um Grand Danois?

E esta permissão fica restringida aos cães tipo Xulo, ou estende-se a outros animais? Gatos, Galinhas, Porcos?

Fico por aqui pois isto dava pano para mangas.

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Tanta parvoíce junta e tanta Silly triste. Viva a Rentrée.

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6 Comentários leave one →
  1. Abril 4, 2010 2:20 pm

    A juventude passa rapidamente.
    (Eclesiastes 11:9-10) 9 Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril, e anda nos caminhos de teu coração e nas coisas vistas pelos teus olhos. Mas sabe que por todos estes o [verdadeiro] Deus te levará a juízo. 10 Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.
    (Eclesiastes 12:1) . . .Lembra-te, pois, do teu Grandioso Criador nos dias da tua idade viril, antes que passem a vir os dias calamitosos ou cheguem os anos em que dirás: “Não tenho agrado neles”. . .

  2. Fevereiro 13, 2011 2:54 am

    vc nao tem respeito com as coisas e deus nao!por favor ne mais respeito com jesus pq ele que te criou e te fez deste jeito! pense bem!

  3. Fevereiro 26, 2011 5:07 pm

    luciana abreu esta um arraso

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  1. Estou no WORDPRESS, mas isso não impede que... : Allgarve, Silly Season 2008 (II)
  2. Phelps vai guardar de vez a touca e os óculos | Ma Ke Jeto, Mosso on Sports

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