Mas querem comparar o Spitz com o Phelps? Tá bem tá. Tenham juízo.
Um ganhou sete medalhas de ouro, ou outro, oito medalhas. E depois? Querem comparar os dois atletas? Impossível! É a mesma coisa que quererem comparar os actuais carros da F1, cheios de mariquices e ajudas à condução, com os carros do tempo do Niki Lauda.
Compare as seguintes imagens. O Mark Spitz tinha uma verdadeira sardinha por cima dos lábios. Sempre que ele mergulhava, pense na quantidade de água que seria absorvida por aquele tufo capilar. O corpo ficaria mais pesado na cabeça e seria naturalmente puxado para o fundo. Desta forma, o Spitz afundava mais e por isso também demorava mais tempo até conseguir vir à superfície para começar a nadar.
Outro aspecto importante. No tempo do Spitz não existiam desodorizantes. E se houvessem, seria impossível passar um Roll-On naquele sovaco. Estávamos em 1972 e a capilaridade era exibida de forma natural. Imagine agora o peso que ele teria de vencer quando aquelas duas esponjas absorviam 5% da água da piscina. Quando ele nadava mariposa era nítida a máscara de dor que apresentava por causa desse esforço extra. Esse facto poderá ser constatado noutra imagem mais adiante.
Por fim, Spitz usava uma touca de fibras naturais, amiga do ambiente. É claro que também essa touca não seria tão eficiente a repelir água como as actuais em borracha. Naquele tempo, os nadadores gostavam de sentir a água e o cloro. Sentiam-se livres, como os golfinhos. Fatos que repelem a água, sem costuras e fabricados em Paços de Ferreira? Nem pensar. Só mesmo um calçãozinho de gola alta, típico dos anos 70.
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Spitz não usava óculos. Era outro objecto que ele dispensava, por achar que isso também lhe retirava a liberdade. Assim, além de ter de fazer um esforço sobre-humano para conseguir elevar os dois ombros, em consequência do peso dos arbustos nos sovacos, ainda tinha de se preocupar em ver se estava alinhado na pista. Há quem afirme que Spitz tenha conseguido desenvolver uma técnica de orientação semelhante à dos morcegos.
Quando se compara a sua técnica com a de Phelps, é fácil perceber que Spitz travava sempre uma luta titânica com a piscina.
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Por fim, um aspecto não menos importante.
Quando Mark Spitz abandonou a natação, houve um convite para que fosse actor numa sequela do “Lawrence da Arábia”, no papel que antes havia sido desempenhado pelo Omar Sharif. Já no caso do Phelps…uma sequela do “Forest Gump”?
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