oInimigoMarafado [I]
O Caso Madie foi arquivado? Então e agora? Uma coisa é certa. Se os Pais da Madie avançarem com um pedido de indemnização ao Estado Português, eu também avanço. Porquê? Andámos a acompanhar durante 14 meses uma das maiores novelas da vida real, com maior interesse do que foi dado ao calceteiro de Barrancos. Tínhamos um tipo com cara de culpado, que bem podia pertencer à lista dos 150 pedófilos ingleses que se passeiam livremente em solo nacional. Havia um russo que se dedicava à informática, o que só poderia indiciar a sua culpa no cartório. Uma mãe inglesa que não lacrimejava em situações onde qualquer mãe lusitana choraria baba e ranho. Um pai inglês com ar pedante, que também não lacrimejava. Uns compinchas ingleses que passavam férias no mesmo local e que emborcavam diversas garrafas de vinho Lagoa ao jantar, sendo por isso, obviamente, suspeitos. Uns técnicos de um laboratório inglês que falsificaram resultados a pedido de um assessor de imprensa de um político importante. Um cão que misturava vestígios de Ketchup com sangue. Uma vila inglesa onde todos tinham ar de lhes terem feito uma lavagem ao cérebro.
Tínhamos isso tudo e agora o caso é arquivado? Então e as revoltas populares e os apedrejamentos? E tudo aquilo que se andou a ler nos jornais, e que nós admitimos como fontes fidedignas da investigação? E a pipa de massa que foi gasta na investigação? Não! Recuso-me a aceitar tal destino. Apresentaram-me culpados e eu acreditei neles. Querem que eu agora esqueça isso de ânimo leve? Nunca!
Foi por pouco que não apedrejámos o Murat, tradutor de ocasião que provou uma das máximas da Função Pública: Não faças, não dês nas vistas, não te armes aos cucos e chegarás longe. Armou-se em esperto, a fazer de conta que era bilingue fluente e pimba, culpado, culpado, culpado. Ele, a mãe – com aquela idade, se ainda vive com a mãe, só pode ser culpado. Psycho do catano – e o russo que se armava em expert da informática. Aprendeu a lição e passou a tentar ser ignorado por todos, quer para evitar qualquer espancamento, quer pelo facto de ninguém lhe dar trabalho. Resultado? Uma indemnização de setecentos e tal mil euros. E como se não bastasse, ainda pondera processar alguma da comunicação social nacional. Dá-lhes Murat. Vai-te a eles.
Então e o casalinho com hipo-lágrima? Quem os topou à distância, e em particular à Kate McCann, foi o Gonçalo Amaral. Numa recente entrevista, ele classificou-a de “cold actress”. Cito, “You didn’t see the mother, you don’t know the mother, she is cold, she is astute, she is an actress”. Será que na próxima edição dos Óscares, Kate McCann vai ser nomeada para Melhor Actriz Principal?
No início o casalinho ainda se misturava com a população da Luz. Iam à praia, a umas missas e eram aplaudidos pelos indígenas locais. Depois, alugaram um carro que tinha sido usado dias antes pelo Sr. João Marreiros, habitante da Luz, o qual, após atropelar um felino na E.N. 125, decidira transportar os restos do bicho no porta-bagagem. Mal sabia o casal que essa viatura e o seu antigo apartamento iriam ser sujeitos à inspecção minuciosa de um canídeo, viciado em Crispy McBacon. De um momento para o outro, o casal de médicos das pulseiras verdes, deixa de ser adorado pela população para passar a ser assobiado pela maralha. ‘Que não iriam sair da Luz enquanto Madie não aparecesse’, diziam eles. Bastou um momento de distracção do pelotão de apedrejamento para que ainda antes do raiar do dia, se enfiassem num avião Low Cost rumo à Ilha de Sua Majestade, e se refugiassem numa pacata vila onde todos os cidadãos tinham alergia à Sandra Felgueiras. Era o descalabro. Tínhamos ficado sem culpados. A PJ ainda tentou atraí-los para um chazinho nas suas instalações de Faro, mas o casal-que-também-seduziu-o-papa era esperto e não foi na conversa. No fim disto tudo ainda têm a lata de dizer que o efeito de terem sido constituídos arguidos pela PJ foi «devastador e com consequências negativas» na procura da pequena Madie? Então não perceberam que aquilo era uma manobra de diversão para distrair o verdadeiro raptor, um tipo sem rosto em consequência de um acidente com ácidos numa fábrica?
E vão arquivar o processo a uma Segunda-Feira, podendo o mesmo ser reaberto na Quinta-Feira seguinte, data de lançamento do livro “Maddie – A Verdade da Mentira” – escrito pelo Bon Vivant e ex-PJ, Gonçalo Amaral – o qual, supostamente, ‘contém revelações únicas’? o bom-senso obrigaria a esperar por Quinta-Feira. Seria o mínimo. Com as receitas da venda do livro, Gonçalo Amaral espera abrir um restaurante lá para os lados de Santarém, onde poderá passar várias horas a degustar as refeições sem ser incomodado por olhares indiscretos de jornalistas. Depois, talvez concorra à CM.
Por causa destas desilusões, acredito ter todo o direito a uma indemnização do Estado Português. Não se apontam culpados só porque sim, nem se monta o cadafalso de forma inútil. Tal como sugeriram para o caso dos ‘Bancos Ladrões de Acertos’, o povo tem de se unir e pedir uma indemnização conjunta por danos morais, quebra de expectativas de culpa, término antecipado de carreiras de criminalistas e custos acessórios.
Onde vou usar o saquinho de apedrejamento que eu adquiri pela La Redoute? Um saquinho pelo preço de 399€, que inclui uma selecção das melhores pedras para arremesso, incluindo seixos, pedra mármore e pedra da calçada.
Vou usá-lo naquele pedreiro que insiste em ficar com a filha e que nem tem hipótese de falar ao país numa entrevista com a Judite de Sousa? Ou terei hipótese de o usar naquele conjunto de homens que estão a ser julgados por gostarem de jogar ao quarto escuro numa vivenda no Alentejo?
Fico chateado. Claro que fico chateado.
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“O Crime perfeito não existe”
(autor desconhecido)
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“O Crime perfeito não existe, com excepção do que é praticado contra pequenas crianças”
(outro autor desconhecido)
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Agência AllTours
“A Rota do Caso Madie” – ** Oferta Last Minute **
1º Dia – Faro/Praia da Luz
Chegada ao aeroporto de Faro. Transporte para o aldeamento da Praia da Luz, através da Rua E.N.125, onde se poderá observar a típica actividade dos Stands de automóveis em 2ª mão e toda uma sinalética bem diversificada e apelativa dos sentidos de quem conduz. Alojamento em aldeamento próximo da casa de Robert Murat. Jantar no aldeamento “The Ocean Club”, com direito a uma garrafa de vinho tinto por pessoa.
2º Dia –Praia da Luz
Pela manhã, visita ao apartamento onde Madie dormia(?) e onde se deu o desaparecimento. À tarde, visita à praia e missa pelas 18:00 na igreja local.
3º Dia –Praia da Luz
Pela manhã, utilização de cães de faro apurado para pesquisa de vestígios de Ketchup em bagageira de carro alugado e pesquisa de nódoas de Ketchup em paredes e móveis do apartamento do “The Ocean Club”. À tarde, caminhada de 20Km em torno da Luz para busca de gambozinos.
4º Dia –Praia da Luz
Pela manhã, visita à antiga casa de Robert Murat, agora transformada em museu, onde poderá ver a exposição “I Love English Tabloids”. Tarde livre.
5º Dia –Praia da Luz
Dia livre para compra de pulseiras verdes e outras recordações. Através do pagamento de um suplemento de 199€ será possível participar em excursão para visita ao Bairro da Quinta da Fonte. Aos participantes serão distribuídas shotguns para alvejar de forma livre as paredes dos prédios do bairro.
6º Dia –Praia da Luz/Faro
Saída da Luz de madrugada e regresso ao aeroporto de Faro, com trajecto feito em alta velocidade através da Via do Infante. No aeroporto será simulada uma partida em avião de companhia “Low Cost”.
Preços
De 01-06 a 30-09: 495€ em regime de pensão completa
Todas as taxas incluídas.
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José Fernandes, porta-voz da comunidade cigana e identificado pelo Presidente da CM de Loures, como sendo o único com medo de voltar ao bairro, já garantiu a presença de nomes sonantes na manifestação, entre eles, Quaresma, Joaquim Cortez e Gipsy Kings.
Ontem, as 53 familías acampadas no jardim em frente à CM de Loures já entoavam alguns cânticos:
Está na Hora, está na hora
Da etnia-africana-que-foge-dos-nossos-tiros-e-se-dedica-a-dar-cabo-do-recheio-das-nossas-casas se ir embora
A PSP de Loures já pediu ajuda à polícia inglesa, no sentido de enviarem cães pisteiros, especializados em identificar autores de danos e furtos em casas particulares.
Entretanto, numa operação relâmpago, a PSP cercou as 53 famílias que viviam em perfeita comunhão com a natureza junto à CM de Loures, e pela força das armas, obrigaram-nas a procurar poiso noutro local. Houve o cuidado de apontar armas às crianças para garantir que os mais velhos não tentariam fugir em motociclos ruidosos de três rodas. O grupo foi avistado pela última vez lá para os lados de Frielas.
Além da realização da manifestação nacional, a qual poderá juntar mais de 200.000 membros da etnia cigana, José Fernandes pondera outras formas de luta. Segundo ele «Se o bairro da Quinta da Fonte foi construído para alojar todos os que antes viviam em comunhão com a natureza na zona da Expo 98, então, temos todo o direito de voltar às origens. Só queremos um T2 onde podemos viver 53 famílias»





Gostaria de o convidar a passar pelo site “Junqueira Antiga”, um espaço dedicado à divulgação de textos noticiosos que ajudam a traçar o retrato mediático de uma pequena freguesia de Vila do Conde, com auxílio de jornais já extintos. Fica em http://junqueiraantiga.wordpress.com/. Obrigado.