Clube de DVD – “Cidade de Deus”
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Ano: 2002
Realizador: Fernando Meirelles
Nomeado em 2004 para 4 Óscares.
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“Na Cidade de Deus, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!”
(Buscapé)
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Buscapé é um rapaz pobre e muito sensível que cresceu num ambiente bastante violento. Apesar de pensar que tudo e todos estão contra ele, descobre que pode ver a vida com outros olhos: os de um artista. Acidentalmente, torna-se fotógrafo profissional, e começa a sua libertação.
Mas Buscapé não é o verdadeiro protagonista do filme: não é o único que faz a história desenrolar; não é o único que determina os acontecimentos principais. No entanto, não só a sua vida está ligada com os acontecimentos fulcrais da história, como também, é através da sua perspectiva que entendemos a humanidade existente, em um mundo aparentemente condenado por uma violência infinita.
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Na sequência do texto anterior e por ter referido a violência que é costume associar ao Brasil, lembrei-me do incontornável “Cidade de Deus”, um filme que vi e revi por diversas vezes. A acção decorre num bairro chamado “Cidade de Deus”, localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro e construído nos anos 60. A narrativa é feita pelo personagem Buscapé e a história encontra-se partida em três partes.
A primeira parte decorre logo após a inauguração do bairro e apresenta duas crianças que serão mais tarde os personagens principais do filme, Buscapé e Dadinho. Nessa época, havia um grupo de bandidos conhecido como o Trio Ternura, constituído pelo Cabeleira, Alicate e Marreco, o irmão mais velho de Buscapé. O Trio Ternura servia de exemplo para Dadinho, que também queria participar em alguns golpes e sonhava ser como eles. Buscapé fugia desse destino e lamentava que o seu irmão tivesse escolhido a vida de bandido, “É a maior furada, sempre acaba sobrando pra gente”
A segunda parte decorre no final dos anos 70. Buscapé continua a estudar, arranja um trabalho e luta para não entrar no mundo do crime, apesar da maioria dos seus amigos do bairro já ter tomado essa opção. Dadinho torna-se líder de um pequeno gangue e tem grandes ambições. Acredita que o “negócio de assalto tá por fora” e que a melhor opção é ser traficante de droga. Num único dia e pela força das armas, ele consegue ficar a controlar todos os pontos de venda de droga da Cidade de Deus, com excepção de um, que era controlado por Sandro Cenoura. Num curto espaço de tempo, Dadinho passa a ser um bandido temido por todos os seus inimigos e respeitado pela maioria dos habitantes do bairro. Graças a Dadinho o bairro tinha-se tornado num local seguro para viver e coitado daquele que fosse apanhado a roubar. É também nesta altura que Dadinho decide ter uma nova alcunha e se dá a conhecer a um rival prestes a ser ‘despachado’,
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Por fim, a terceira parte situa-se no início dos anos 80 e mostra como Zé Pequeno se transforma num dos mais poderosos traficantes do Rio de Janeiro, protegido por um exército de crianças e adolescentes, com um enorme arsenal de armas à disposição. Um dia, os caminhos de Zé Pequeno cruzam-se com a namorada de Mané Galinha, um simples motorista de autocarro, e as coisas correm da pior forma. Mané Galinha decide vingar a sua amada e alia-se a Sandro Cenoura, dando lugar a uma verdadeira guerra civil dentro da Cidade de Deus. Bené, um sócio de Zé Pequeno no tráfico de droga, oferece uma máquina fotográfica a Buscapé e proporciona-lhe a concretização de um sonho. Graças a essa prenda, Buscapé passa a vender fotografias para um jornal, sendo uma fonte privilegiada para a divulgação da guerra a que assistia.
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Alguns personagens:
Alicate, Angélica, Barbantinho, Bené, Berenice, Buscapé, Cabeção, Cabeleira, Cenoura, Dadinho, Filé com Fritas, Mané Galinha, Marreco, Paraíba, Tio Sam, Zé Pequeno
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