Capitão gay, Gay, GAY!
Antes de ler o meu texto, peço que faça uma prévia leitura de, “DETESTO OS GAYS” e de todos os comentários associados.
E começo por dizer uma frase que servirá para enquadramento do meu texto: “Portugal é um país de preconceitos e falsas aparências”.
Saliento que este texto apenas servirá para exprimir a minha opinião sobre o tema apresentado no texto mencionado. Não servirá para mudar a opinião ou a mentalidade do autor do texto mencionado, pois isso já eu sei de antemão que é uma luta sem sucesso. Sobretudo, não servirá para exprimir qualquer tipo de ofensa. Tal como o autor do texto mencionado disse e muito bem “As ideias combatem-se com argumentos e não com insultos”. É precisamente isso que eu vou fazer aqui e que espero vir a ler aqui.
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Passo a transcrever alguns comentários do autor do texto, para que não haja qualquer erro de interpretação.
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«Cada vez mais acredito que a exposição pública da nossa vida íntima acaba por legitimar todas as violações de privacidade. Eu não tenho amigos homossexuais, nem heterossexuais, nem bissexuais… Tenho apenas amigos. E francamente não quero saber, nem me interessa saber, o que fazem na intimidade»
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«Os gays rotulam as pessoas segundo a sua orientação sexual»
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«Em relação aos gays (e, repito, gay, neste post não é sinónimo de homossexual, mas de exibicionista)»
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«Detesto os gays e os machos latinos. Acho-os absolutamente ridículos. Não detesto nem os homossexuais, nem os heterossexuais. Nem me interessa saber o que cada um é. Aliás, não quero saber.»
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«O que está aqui em causa é a ofensiva do «orgulho gay» que, à semelhança de certas seitas religiosas, querem-nos impingir a toda a hora e a todo o momento uma conduta que choca a maioria das pessoas.»
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«Só detesto os heterossexuais/machos latinos e os homossexuais/gays, gente que é incapaz de olhar a vida sem ser pela prespectiva sexual (…)
Agora não acho bem, nem que dois homens apareçam numa festa em minha casa a beijarem-se na boca, nem um amigo meu com duas p***s….»
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«A homossexualidade não está aquio em questão neste texto. Gays e homossexuais não são apresentados neste texto como sinónimos. Aliás, a maior parte dos homossexuais não são gays no sentido em que este termo é usado no texto. Usei o termo gay apenas para definir os homossexuais exibicionistas que, tal como os machos latinos, acabam por ofender e desqualificar o próprio género.»
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Em resumo e para que não haja qualquer dúvida, o texto não coloca em causa a homossexualidade e o termo Gay não é apresentado como sinónimo de Homossexual. O que é abordado no texto e que o seu autor detesta são os Gay, Homossexuais exibicionistas, que acabam por ofender e desqualificar o próprio género. São os Gays, Homossexuais que querem impingir a toda a hora e a todo o momento uma conduta que choca a maioria das pessoas. São os Gays, Homossexuais incapazes de olhar a vida sem ser pela perspectiva sexual. É isto e somente isto que está em causa.
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Perante este enquadramento, reconheço ter dificuldade em entender o que será efectivamente um Gay para o autor do texto. Não porque ele não tenha explicado bem quem ele detestava. A dificuldade é porque acredito seriamente que para o autor do texto, a linha que separa um Homossexual de um Gay é tão fina, mas tão fina, que ele próprio deverá fazer confusão sobre quem detesta.
O autor do texto aceita todos os que sejam LGBT, desde que não sejam Lésbicas, Gays (Homossexuais, entenda-se), Bissexuais ou Transexuais. Eles podem ser aquilo que quiserem e isso não incomoda o autor do texto, só não podem é demonstrar a sua sexualidade em público.
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Se um homem e uma mulher forem de mão dadas na rua e se beijarem, isso é visto por todos como uma demonstração de afecto ou amor, que é aceite pela sociedade e dentro dos ‘padrões normais’ de relacionamento.
Se dois homossexuais forem na rua sem qualquer contacto físico e separados um do outro, isso é aceite pela sociedade e dentro dos ‘padrões normais’ de relacionamento. Mas se esses dois homossexuais forem na rua de mão dada e se beijarem, eu coloco a seguinte questão ao autor do texto: Eles são homossexuais ou passam de imediato a ser Gay? São homossexuais exibicionistas? Isso é uma atitude que acaba por ofender e desqualificar o próprio género? E numa festa em casa dele? ele não se importa que um homem e uma mulher se beijem?
Uma outra situação. Se um homem disser, “aquela mulher é deveras interessante”, ou “aquela mulher é mesmo bonita” presumo que sejam frases que demonstrem interesse ou desejo e não sejam redutoras, como forma de olhar a vida apenas pela perspectiva sexual. A mesma frase, dita pelo Zezé Camarinha, poderia ser “As good as Corn” (boa comó Milho), ou “O BMW que tenho foi-me oferecido por uma chinesa boa como o milho que dizia que o marido não lhe satisfazia pois tinha uma pila microscópica!”, mas esse, representa o último dos heterossexuais/machos latinos e eu falarei sobre ele mais adiante. Mas, se um homem disser “aquele homem é deveras interessante”, ou “aquele homem é mesmo bonito”, isso já significa exibicionismo ou querer impingir uma conduta que choca a maioria das pessoas?
O autor do texto aceita os Homossexuais mas detesta os Gays. Os primeiros são fáceis de identificar pois são todos os que não demonstrem qualquer tipo de afecto. Os segundos são como os primeiros, com a diferença de ousarem fazer aquilo que os casais heterossexuais fazem. Esses são realmente detestáveis. Exibicionistas de um raio.
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«a exposição pública da nossa vida íntima acaba por legitimar todas as violações de privacidade.»
«A minha campanha não é contra a orientação sexual ou os simples prazeses sexuais dos homens e das mulheres, mas contra aqueles que querem fazer da nossa vida um autêntico Big Brother. Não é apenas pelo direito à intimidade. É sobretudo pelo dever à intimidade.»
«E porque ninguém tem nada a ver com isso, isso não tem de ser assumido publicamente. Cada um é como é. Mal de nós se tudo o que fizessemos em privado tivesse de ser exposto publicamente.»
Concordo em absoluto com estes aspectos. Mas quem é que gosta de ouvir aquilo que os outros fazem na intimidade? O autor do texto já esteve com algum Homossexual que decidiu contar aquilo que fazia na intimidade (que ele designa por Gay)? Eu, se me deparasse com uma situação dessas, diria imediatamente ao orador que não estava interessado em ouvir as suas histórias, fosse qual fosse a sua orientação sexual.
O problema é que após ler o texto mencionado, fico com a ideia de que as exposições da vida íntima por parte dos Homossexuais são um acontecimento corrente e frequente. Cito por exemplo
«…os gays gostam de expor publicamente a sua vida íntima e a dos outros. Ora, era bom não confundir o direito de cada um à sua sexualidade com a obrigação de todos termos de conhecer a vida sexual de cada um»
Tratou-se de uma situação particular que sucedeu com alguém que o autor do texto conheceu e que o levou a generalizar? Gostar de expor a vida pública e em particular a dos outros, significa exibicionismo, falta de carácter e bisbilhotice. Mas isso, por sinal, costuma ser independente da orientação sexual e felizmente que só afecta uma minoria da população.
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«Se bem que os gays gostem de fazer muitas vezes a figura de palhaços…»
«acho absolutamente ridículos os exibicionismos públicos dos gays destinados a escandalizar o cidadão comum. O primeiro passo para que nos respeitem, é respeitarmos os outros»
Quais exibicionismos? Beijar em público? Poderem demonstrar o amor e o afecto de forma livre, sem serem olhados de lado ou sujeitos a espancamento? Ou será que o autor do texto se referia à “Gay Pride Parade”? vou admitir, porque o texto é bastante subjectivo e os comentadores são várias vezes acusados de não entenderem o que está escrito, que se refere a este acontecimento.
Para quem não saiba, a “Gay Pride Parade” realiza-se anualmente em várias cidades a nível mundial e recorda os acontecimentos sucedidos em 28 de Junho de 1969, que deram lugar a uma revolta popular junto do bar Stonewall Inn. O desfile procura alertar para que todos os que pertençam ao grupo LGBT tenham benefícios e direitos iguais, e não sejam alvo de discriminação ou violência. O desfile é feito num ambiente carnavalesco e cada um é livre de se exprimir da forma que se sentir melhor.
Será que num ambiente destes se interpreta que as atitudes dos participantes são para escandalizar o cidadão comum? Nestes desfiles, será ‘natural’ que os que desfilam ou assistem, por uma vez no ano, troquem afectos sem serem discriminados, vaiados ou sujeitos a espancamento. Fazer isso é sinal de exibicionismo ou uma tentativa de escandalizar alguém?
Ao autor do texto eu digo o seguinte. Quem participa ou assiste a esses desfiles, só deseja é ser respeitado. E apesar de respeitarem os outros e darem esse primeiro passo, acabam por serem humilhados e desrespeitados. Afinal, quem está errado?
Classificar a atitude de terceiros como figura de palhaços, é estar a respeitar os outros?
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«Hoje não se pode ler nada sobre um artista que não venha logo a referência de que era homossexual»
Onde? Onde é que isso acontece? Onde é que eu posso encontrar referências à orientação sexual de quem ‘supostamente’ é homossexual, feitas por quem o Contracorrente designa por Gay?
Digo supostamente porque efectivamente nada se sabe a esse respeito. Quando se sabe, é porque o artista fez questão de divulgar esses dados. Caso contrário nada se saberá respeito das suas orientações sexuais. E lembrei-me do Carlos Castro, da longa entrevista que ele deu ao SOL, e que eu achei interessante.
É engraçado porque todas as semanas arranjam um novo namorado para a Diana Chaves e outra namorada para o Ronaldo. Mas, e sobre aqueles que ‘supostamente’ são homossexuais? É dito alguma coisa?
Com isto só posso concluir que eu e o autor do texto não lemos os mesmos jornais, revistas ou assistimos aos mesmos noticiários.
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Ninguém é Homofóbico. Ninguém.
Dizer que alguém é homofóbico é considerado um acto ofensivo, quase tão grave como dizer que alguém é racista. Regra geral, todos admitem a existência e a presença de Homossexuais, desde que estes se mantenham discretos e não se atrevam a efectuar qualquer demonstração de carinho em público. Caso contrário, essas demonstrações são classificadas de actos ofensivos ou exibicionistas. Mas ninguém é homofóbico.
Posso mencionar comentários como,
«Se um homosexual me merece respeito (quando sabe manter isso no seio da sua intimidade), já um gay, pela figuras que faz, só me merece desprezo.»
Isto faz todo o sentido. O homossexual só merece respeito desde que mantenha as suas demonstrações de afecto ou amor, longe de todos os olhares, caso contrário…
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Numa definição retirada da Internet, é dito que,
Homofobia: caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.
Quando eu leio esta definição e a utilizo como meio de comparação perante os comentários feitos ao texto mencionado, fico efectivamente com a certeza: Ninguém é Homofóbico
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Também numa definição jurídica retirada do Wikipedia é dito que,
De acordo com o novo Código Penal português, em vigor desde 15 de Setembro de 2007, qualquer forma de discriminação com base em orientação sexual (seja ela sobre homossexuais, heterossexuais ou bissexuais) é crime. Da mesma forma são criminalizados grupos ou organizações que se dediquem a essa discriminação assim como as pessoas que incitem a mesma em documentos impressos ou na Internet. E esta lei aplica-se igualmente a outras formas de discriminação como religiosa ou racial.
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Mas este texto proporcionou comentários como,
«Já somos dois. Eu detesto esses gajos, era despachá-los para a Antártica. Há vários politicos que pertencem a essa raça e nas eleições da Câmara de Lisboa o PS fez tudo para garantir o voto dessa gente. Já lhe tinha deixado a minha opinião no post que fez sobre o casamento dos homosexuais. Abaixo essa gente.»
Ao que o autor do texto responde,
«Estamos no mesmo barco…»
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Que não hajam dúvidas ou erros de interpretação. O texto mencionado é apenas uma manifestação de liberdade de expressão, ou como alguns disseram,
«Parabéns pela tua coragem. Não é fácil encontrar uma pessoa tão frontal e capaz de “chamar os bois pelos nomes”.»
Ou
«a coragem é a maior das eloquências, é a eloquência do carácter.»
E os comentários que lhe estão associados em nenhum momento demonstram qualquer tipo de Homofobia ou discriminação. Recorde-se, ninguém é Homofóbico. E o texto, apenas procura demonstrar que o seu autor detesta apenas e somente os Homossexuais exibicionistas, designados por Gay. E tal como o autor do texto diz,
«Mas hoje vivemos num mundo cheio de tabus e dogmas. E se alguém ousar criticar, mesmo ao de leve, as verdades do tempo, é logo rotulado de homofóbico, racista, etc…»
E ainda
«É óbvio que gostaria de viver num mundo onde as pessoas se respeitassem e onde não houvesse este tipo de gente. Mas longe de mim querer acabar com eles de outra forma que não seja através da argumentação.»
O autor do texto mencionado indica um mundo cheio de tabus e dogmas. Poderei eu dizer que prestes a entrar em 2008 ainda vejo um mundo cheio de preconceitos e discriminação? Valha ao menos o facto de não existir homofobia e por isso não se poder rotular alguém de ser assim.
Eu creio que o autor do texto mencionado foi bastante eloquente e conseguiu apresentar as verdades do tempo com grande frontalidade e coragem. Sobretudo, graças à sua argumentação, todos os homossexuais exibicionistas vão deixar de ter essa postura que interfere com as liberdades dos restantes. Se a sua argumentação não funcionar será que ainda os conseguimos enviar para a Antárctida?
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Ainda sobre a Antárctida e sobre quem fez esse comentário eu gostava de salientar a minha perplexidade. Perplexidade porque os textos do blogue desse comentador revelam que é possuidor de grande sensibilidade. Perplexidade porque no seu blogue apresenta um texto onde menciona belos desejos de Natal. Perplexidade porque custa a acreditar que quem escreva assim também queira deportar uns seres humanos para a Antárctida. Sobretudo, que não lhes deseje que sejam felizes ou que não tenham um excelente 2008.
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E para terminar este texto, ainda quero referir uns aspectos que considero pertinentes.
Tal como li num comentário ao texto mencionado,
«Ninguém é homossexual, bissexual, heterossexual, etc, porque assim o decidiu. Não é uma opção ou um estilo de vida. É algo com que se nasce.»
Mas sobretudo, tal como já li em alguns comentários, a homossexualidade não será de certeza uma moda. Que o digam aqueles que vivem no Irão, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Emirados Árabes Unidos ou Iémen. Nestes países, quem gostaria de aderir a uma moda que é punida com pena de morte?
Os dois iranianos, Mokhtar N. (24 anos) e Ali A. (25 anos), já não poderão dizer seja o que for a este respeito. Foram executados em 2005 por conduta homossexual. Morreram por aderirem a uma moda perigosa? Aqui.
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Quando escrevi o texto “Posso-lhe dizer que o seu filho será homossexual?”, mencionei mais estudo que está a ser realizado, no sentido de determinar se a homossexualidade poderá ter uma origem genética.
Cada vez tenho mais a certeza que muitos gostariam que existisse essa origem genética. Assim, sempre haveria a esperança de se encontrar uma cura para essa orientação aberrante.
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No fim disto tudo, acho que só me resta chamar pelo grande defensor das minorias, o inconfundível Capitão Gay e o seu ajudante, Carlos Suely.
Capitão gay, Gay, GAY….
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Bem… li-o de um só fôlego!
Texto inspirado, caríssimo!
Nem eu, que me tornei numa expert, faria melhor! :-)))
Denise, a maior parte dos conteúdos que tenho aqui foram copiados do SOL, onde eu comecei a blogar. Por isso, não tenho aqui os comentários que foram feitos ao texto original. Este em particular, deu origem a uma troca de opiniões bem interessante.
No início do texto eu dizia que não pretendia alterar a opinião do autor do texto “Detesto os Gays”, até porque ele é uma pessoa com quem discutir não leva a lado nenhum. Mas eu amplio isso para todos. Escrever esse texto foi apenas um desabafo, uma forma de demonstrar a maneira simples e linear com eu encaro esta questão, e depois de o fazer, senti-me ‘lavado’ das parvoíces que tinha lido anteriormente. Não sou defensor de uma causa, mas por vezes, perante certas e determinadas exibições de homofobia, é costume ’saltar-me a tampa’, ou, como já dissémos, é algo que me faz ‘ter a burra nas couves’.
Então, para além dos trejeitos algarvios, temos também isso em comum…
Ah, e eu tb consigo lavantar o sobrolho, como o seu avatar. Ahahah
Já ouviu falar da catarse pela escrita?
;-)
:) Denise, o ‘Earl’ já me acompanha há muito tempo. Ganhei o gosto por essa série e o boneco foi ficando. jà tentei mudar de Avatar, mas achei que ficava estranho, por isso, este personagem do Jason Lee deverá ficar por muito tempo.
Catarse pela escrita? Não. Mas se o significado é “purificação”, “evacuação” ou “purgação”, então, o conceito aplica-se na perfeição ao que eu sinto ao escrever aqueles desabafos tipo ‘Lençol’.
E sobre esse prazer da escrita, aproveito para fazer um enquadramento. Até 2006, ano em que decidi abrir um blogue no SOL, eu nem gostava de escrever. Mas um posto levou ao seguinte e em menos de nada, o bichinho estava indomável. Dei por mim a escrever coisas que nunca julguei ser capaz. Isto pode parecer banal, mas importa referir que o mosso é de ciências, com passagem por uma universidade onde a componente escrita era a menos importante. Mesmo com pontapés rotativos na gramática, tento desenvolver dotes de escrita que nunca me ensinaram. Ler aquilo que outros escreveram ajuda bastante e – olhó elogio barato – ler um Rabiscos e Garatujas ou um Bitaites, ajuda à aprendizagem.
Sim. Já Aristóteles falava da catarse como purificação. É esse um dos benefícios da escrita diarística. E também dos blogues. Eu, por exemplo, viciei-me. Até porque há o lado da interacção que me apraz muitíssimo.
Olhe que aprecio a sua escrita. Lapidar, mesmo quando desenvolvida.
Quanto aos pontapés na gramática, é incontornável. A moçoila é de letras e tropeça que sa farta. Escrevendo e aprendendo.
(eu tenho algumas cábulas que partilho consigo:
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa,
Assim Mesmo (é um blogue imperdível)
Priberam (dicionário online)
Quanto ao endereço electrónico serviria o propósito de lhe fazer o sol, mas a luz chegou até si primeiro que a sua resposta até mim
Além da interacção, eu acrescento que para mim, a maior valia de um blogue está nos comentários que são feitos por quem nos visita. Muitos deles, dignos de um post. Esquecendo claro está aqueles tesourinhos deprimentes por quem decide vomitar as suas frustrações a coberto do anonimato. Neste momento estou a tentar arranjar pachorra para fazer um SAVE AS a todos os texto no SOL, de forma a gravar também os comentários que lá foram deixados e que não devem ser perdidos. Houve momentos bem interessantes, que dão significado a um blogue. Uma interacção diga-se, impossível de acontecer no Twitter, um local ao qual eu tenho grande aversão.
Fica o agradecimento pelos links, que irei já espreitar de seguida.
O endereço Email estava omisso, mas hoje aproveitei para corrigir essa lacuna. No topo, já está bem visível para quem quiser usar. Além desta Tasca, descobri recentemente o Facebook, o qual tem servido para mandar uns bitaites curtos
* de lhe entregar
A interacção de que falava passava precisamente pelos comentários, deb. Concordo que muitas vezes são eles que dão alma ao texto e incentivam-nos à produção.
Os tesourinhos deprimentes também tombam por aqui?
Nem twitter nem facebook; o meu RG preenche-me as medidas.
Também já me ocorreu fazer um save as do meu blogue, mas sempre tive a tendência de escrever e deitar fora ou, no caso, escrever e esquecer, pelo que acabo por não gravar nada.
A nosso conversa desviou-se do assunto do post e peço desculpas por isso, pelo que será melhor retomá-la noutras postagens, a pretexto de :-)