Holocausto – Revisionismo – Israel – Mahmoud Ahmadinejad – Nuclear

2007 Janeiro 5
by bluewater68

No dia 08-12-2006, deparei-me no Expresso com uma notícia relativa a uma conferência internacional organizada pelo Instituto de Estudos Políticos e Internacionais (IEPI) do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, que iria decorrer nos dias 11 e 12 de Dezembro de 2006, em Teerão. Intitulada de “Conferência Internacional para Revisão do Holocausto: Uma Visão Global”, constituía um encontro de revisionistas do Holocausto do mundo inteiro e seria um verdadeiro balão de oxigénio no que essas pessoas consideram ser uma luta pela “liberdade de expressão” nos países em que negar o Holocausto é crime.

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Vista geral da conferência 

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O desfasamento entre a data de realização da conferência e a data de publicação deste texto, ficou a dever-se a duas questões. Primeiro, intercalou-se o Natal e não me apeteceu estar a falar destes assuntos nessa época festiva. Segundo, estava curioso em saber as conclusões da reunião pela parte de um dos dois participantes portugueses nessa conferência. Um deles era Flávio Gonçalves (blogue ‘Admirável Mundo Novo’), que classificou como “completamente irreal” a possibilidade da Alemanha nazi ter procedido ao extermínio de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial. Esse estudante de história garante não pertencer a qualquer partido, define-se politicamente como sindicalista-revolucionário e eco-anarquista e considera que o Holocausto é “o álibi perfeito” para o Estado de Israel: “qualquer coisa que Israel faça de mal, tem sempre a desculpa do Holocausto”.

O outro português era o Nuno Rogério. Porém, parece que à última da hora decidiu não participar na conferência, tendo irritado o Flávio Gonçalves pelo facto de não ter avisado a organização com antecedência (mais aqui).

Mais adiante falarei das conclusões.

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Sobre o revisionismo do Holocausto

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Publicação do Revisionismo do HolocaustoVerdade seja dita que até ao dia 08-12-2006, eu apenas tinha ouvido falar de forma vaga de pessoas que diziam nunca ter havido um Holocausto. O que eu desconhecia era que este assunto pudesse ter dado lugar a inúmeras publicações, com alguns dos autores a serem presos pelo facto de terem escrito essas obras. Mas nada melhor que investigar um pouco. Menciono que a documentação disponível é imensa, por isso, apenas transcrevi de forma muito sucinta os pontos fundamentais.

Os ‘negacionistas do Holocausto’ não aceitam ‘negação’ como um termo apropriado para descrever o seu ponto de vista, preferindo antes o uso do termo ‘revisionistas do Holocausto’. Afinal, estes revisionistas apenas discordam ou recusam-se acreditar em alguns pontos mencionados no Holocausto. Tal como li no IHR, ‘o revisionismo não é uma ideologia mas um método inspirado na pesquisa de exactidões em assuntos de história’.

A origem do revisionismo do Holocausto deve-se a Paul Rassinier, ex-membro da Resistência francesa que passou muitos anos nos campos de concentração na Alemanha, tendo no final da guerra contestado os depoimentos de vários detidos.

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Sobre o que é o Revisionismo do Holocausto, sugiro a leitura deste documento, disponível no site AAARGH, classificado como divulgador das ideias revisionistas.

Nesse documento, é indicado que o Revisionismo do Holocausto NÃO nega os seguintes factos:

- os Judeus foram perseguidos sob o regime do Terceiro Reich; os Judeus foram privados de direitos civis; os Judeus foram deportados; a existência de guetos Judeus; a existência de campos de concentração; a existência de crematórios nos campos de concentração; que todos estes acontecimentos foram injustos.

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Aquilo que o Revisionismo do Holocausto tenta afirmar ou desmentir, assenta fundamentalmente nos seguintes pontos:

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- Não existiu nenhuma ordem ou plano Nacional Socialista para a exterminação física dos Judeus;

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- Não existiram nem adequados aparelhos industriais nem combustível suficiente para cremar tão elevado número de cadáveres. Na realidade, a capacidade dos crematórios era apenas suficiente para cremar os corpos dos que morriam de fome ou de epidemias;

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- Não existe documentação que confirme a existência de câmaras de gás homicidas, nem traços materiais dos alegados assassínios em massa. Todas as “provas” dependem apenas das explicações das testemunhas, cuja falta de credibilidade é amplamente conhecida;

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- Investigações estatísticas dos Judeus que vivem em todo o mundo mostram claramente que as perdas deste grupo étnico durante a Segunda Guerra Mundial não foram, de forma alguma, perto de seis milhões. O número exacto foi, provavelmente, bem abaixo de meio milhão.

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Sobre o ‘sucesso’ do revisionismo do Holocausto ao longo dos tempos, podem ler o documento “The Victories of Revisionism”, escrito em 11-12-2006 pelo francês Robert Faurisson, que foi um dos participantes na conferência de Teerão. Nesse documento são referidos vinte exemplos de ‘vitórias’ do revisionismo do Holocausto.

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Para obter toda a informação sobre o revisionismo, sugiro a consulta dos seguintes sites: Institute for Historical Review (IHR), Committee for Open Debate on the Holocaust (CODOH), VHO e AAARGH. E também no Wikipedia.

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Sobre a defesa do Holocausto

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Nos anos 90, Ken McVay fundou o chamado Nizkor Project para expor as actividades dos negacionistas do Holocausto. Nizkor é uma palavra hebraica que significa algo como ‘Nós iremos lembrar’.

Numa resposta ao Institute for Historical Review e a Ernst Zündel, o projecto Nizkor lançou a publicação “120…Oops…66 Questions & Answers About the Holocaust”.

Sobre esse documento, ao qual eu recomendo uma leitura, transcrevo os seguintes exemplos da defesa de Nizkor (lamento não ter traduzido para português):

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14. How many gas chambers  to kill people were there at Auschwitz?

The IHR says:

None.

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Nizkor replies:

Wrong, as usual; no evidence, as usual.

There were five “Kremas,” each containing, among other things, an extermination gas chamber and furnaces to cremate the victims. The first was converted from its original use. The remaining four were designed as gas chambers from the start.

 (For completeness’ sake: a talented and well-respected amateur researcher by the name of Pressac believes that the two largest Krema were originally designed to be morgues and were switched over to gas chambers very early in their construction. He is in a minority of one in this belief.)

Two other extermination installations were called “Bunker I” or the “little red house” and “Bunker II” or “the little white house.”

And again for completeness’ sake: the first gassing was performed in the basement of Block 11, and there was also a sixth Krema which never got beyond the very early planning stages.

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16. If the Jews of Europe were not exterminated by the Nazis, what happened to them?

The IHR says:

After the war Jews of Europe were still in Europe, except for perhaps 300,000 of them who had died of all causes during the war, and those who had emigrated to Israel, the United States, Argentina, Canada, etc. Most Jews who left Europe did so after, not during, the war. They are all accounted for.

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Nizkor replies:

This is ridiculous. It would imply that about 5 million missing Jews have emigrated to these countries after WW2. This is not supported by reality, not by a long shot. Most Jews in these countries came before WW2. In Palestine, for instance, there were 370,000 Jews in 1936, and 590,000 in 1947. There were 5.54 million Jews in America at 1939, and about 6 million today. There are about 6 million missing European Jews, and they are not accounted for — except by the German camps.

Interestingly, the famous “revisionist” David Irving has recently made a surprising admission in a radio interview. Totally out of the blue, he stated that he now believes that as many as four million Jews died in concentration camps during the war.

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Mais informação em “The Holocaust” (Wikipedia)

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Negar o Holocausto é crime?

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Negar o Holocausto é ilegal nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Eslováquia, Israel, Lituânia, Polónia, Roménia, e República Checa e Suiça.

Por exemplo, na Alemanha, quem negar o Holocausto incorre numa pena que pode variar entre seis meses a cinco anos de prisão.

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Neste aspecto, muitos revisionistas do Holocausto reclamam que o seu trabalho se insere num ‘direito universal da liberdade de expressão’ e interpretam estas leis de punição da negação do Holocausto como uma confirmação das suas ideias, argumentando que a verdade não precisa de ser forçada ou imposta com recurso à lei.

Sobre as penas, por exemplo, referem-se os nomes de Frederick Toben (condenado na Alemanha a cinco anos de prisão) e de David Irving (recentemente libertado na Áustria, após ter cumprido dezoito meses de prisão de uma pena total de três anos – mais aqui)

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David Irving antes de ser libertado 

(esq.) O pai do Mel Gibson (dir.) Frederick Toben 

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Além do negar do Holocausto ser crime em alguns países, o facto de ser apoiante ou defensor desse método de pesquisa, também pode trazer graves consequências a quem o pratica. No blogue ‘Admirável Mundo Novo’, do Flávio Gonçalves, são mencionados os seguintes actos de censura ou represália para com os participantes da conferência em Teerão:

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participante canadiano ameaçado com despedimento: Shiraz Dossa, professor de política da Universidade S. Francisco Xavier em Nova Scotia discursou acerca do aproveitamento do Holocausto para justificar a “guerra contra o terror”, o Dr. Dossa acredita no Holocausto e considera que “quem nega o Holocausto só pode ser lunático.” (mais aqui)

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participante sueco suspenso do seu emprego: Jan Bernhoff, professor de informática, foi suspenso das suas funções de professor aquando do seu regresso à Suécia. (mais aqui)

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participante britânico necessita de escolta policial: Ahron Cohen é o seu nome, é rabino ortodoxo, é judeu, foi a Teerão defender a existência do “holocausto”,…, referiu também que os revisionistas que tinha conhecido eram pessoas decentes e honestas, e chorou pelo sofrimento do seu povo… (mais aqui)

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Sobre a pertinência e objectivos da conferência

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Em Dezembro de 2005, o presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, num discurso ao povo iraniano, chocou o mundo com as suas palavras ao qualificar o Holocausto como um ‘mito’ (mais aqui). Nesse discurso, proferiu as seguintes afirmações:

«Eles criaram um mito actual, a que chamam o massacre dos Judeus e consideram isso um princípio acima de Deus, Religiões e profetas.»

«Se vocês [Europeus] cometeram este enorme crime, então, porque há-de ser o oprimido povo Palestiniano a pagar o preço?»

«Esta é a nossa proposta: dar uma parte da vossa própria terra na Europa, nos USA, Canada ou Alaska aos Judeus para que possam lá estabelecer um território.»

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Para esta conferência, Teerão pretendeu desafiar o que considera ser a hipocrisia da “liberdade de expressão” ocidental que permite criticar Maomé, mas não tolera que se questione o Holocausto.

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Um judeu ultra-ortodoxo visita uma exposição no museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém 

 A delegação Neturei Karta aplaudindo o presidente Ahmadinejad na conferência de Teerão

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Porém, o enquadramento temporal e as razões da organização desta conferência conduzem a questões mais complexas que ultrapassam a ‘questão’ dos cartoons de Maomé.

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Possivelmente, o regime iraniano sob a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, procura atingir três objectivos principais:

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Deslegitimar Israel: Mahmoud Ahmadinejad considera que a negação do Holocausto ou que o enfraquecer da sua magnitude possa revelar o suposto sentimento de culpa dos Europeus e Americanos que conduziu ao estabelecimento do Estado de Israel e assim, preparar o terreno para a sua eventual destruição.

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Aumentar a influência do Irão perante os Palestinianos ao considerarem-se representantes da sua luta: Os Palestinianos são considerados pelo Irão como as verdadeiras vítimas do Holocausto. Também se menciona o facto de na véspera da realização da conferência, o primeiro-ministro do governo Hamas, Ismail Haniya, visitou Teerão onde lhe foram prometidos uns 250 milhões de dólares de ajuda.

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Considerar a negação do Holocausto como uma ferramenta eficaz para ganhar força e posição no mundo Árabe: A campanha anti-Israel com base na negação do Holocausto é usada pelo Irão como uma arma real que pode ser usada para ganhar apoio no meio Árabe e para prejudicar os regimes pró-ocidente que mantêm relações pacíficas com Israel o opõem-se às políticas do Irão. Isso é conseguido à custa da exploração dos ódios por Israel, pelo povo Judeu e pelo Ocidente

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Por fim, a conferência ocorre num momento em que o Irão tem sido pressionado no sentido de abandonar o seu programa nuclear.

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Sobre as conclusões da conferência

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Mahmoud AhmadinejadNo seu blogue, Flávio Gonçalves menciona as seguintes conclusões:

«… concluiu-se que ainda há muito a averiguar quanto a este período histórico e que deverão ser levadas a cabo mais conferências internacionais respeitantes a este tópico e que deverão ser ouvidos ambos os lados e todas as teses. Que os judeus foram perseguidos e sofreram muito durante a II Guerra Mundial ninguém contestou, resta averiguar em que medida poderá ter ocorrido o Holocausto e a utilização de câmaras de gás. Que o Holocausto e o sofrimento dos judeus são desavergonhadamente utilizados e explorados para justificar as actividades genocidas de Israel como arma de chantagem para obter conivência e fundos ocidentais.
Foi impulsionada a criação duma Comissão Internacional de Pesquisa do Holocausto que será devidamente financiada pelo ministério dos negócios estrangeiros da República Islâmica do Irão….» (mais aqui)

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Mais informação disponível no documento “The Holocaust denial conference in Tehran: Overview”, publicado pela agência ‘Intelligence and Terrorism Information Center at the Center for Special Studies (C.S.S)’.

Neste documento, podem ter acesso à lista de todos os participantes da conferência.

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E versões apresentadas pelos revisionistas do Holocausto, disponíveis no site Institute for Historical Review (IHR)

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Sobre o nuclear ser para uns e não para outros

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Dimona, a ‘área 51’ israelita?

Em 1960, fotos mostrando um local misterioso em Dimona, Israel, foram entregues ao Defence Intelligence Staff (DIS), em Whitehall, Inglaterra. Pelas fotos, um analista identificou de imediato um reactor nuclear secreto, de fabrico francês e avisou os restantes serviços secretos. Esse analista também foi capaz de deduzir sobre a proveniência da ‘água pesada’ usada nesse reactor. Tinha sido um produto comprado à Noruega pela Inglaterra, que posteriormente o vendeu a Israel.

Estava assim aberto o caminho para o suposto programa nuclear Israelita.

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Em Agosto de 2000, é avançada a hipótese desse reactor nuclear ter contribuído para a produção de plutónio suficiente para a produção entre cem e duzentas armas nucleares (mais aqui). Nessa altura, Israel continuava a ser o único país que supostamente tinha armas nucleares sem nunca admitir essa possibilidade. Também recusava qualquer inspecção internacional a Dimona.

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Em Março de 2006 é revelada a venda secreta de plutónico a Israel pela Inglaterra (mais aqui e aqui).

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Finalmente, em 13/12/2006, numa entrevista na Alemanha, Ehud Olmert, tem uma ‘gaffe’ sobre a possibilidade de Israel possuir ou não armas nucleares (mais aqui).

Da entrevista cito:

«…Olmert was asked about Iran’s nuclear program. He said that the United States, France, Britain and Russia had nuclear weapons and were “civilized countries that do not threaten the foundations of the world.»

«Then he added: “Iran openly, explicitly and publicly threatens to wipe Israel off the map. Can you say that this is the same level, when they are aspiring to have nuclear weapons as America, France, Israel, Russia?”»

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Esta suposta admissão de armamento nuclear por parte de Olmert gerou a controvérsia em Israel, tendo um dos ministros feito um apelo no sentido de rapidamente se voltar ao silencia sobre esse assunto. Mas, terá sido realmente uma ‘gaffe’ de Olmert? Salienta-se que estas palavras foram proferidas poucos dias após a mencionada conferência de Teerão.

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Complexo de Dimona 

 Ehud Olmert

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E o Irão? Nesta situação, o Irão encontra-se rodeado de potências nucleares. O Paquistão a este, os Russos a norte, Israel a oeste e os Americanos no golfo pérsico a sul. Perante este cenário, conseguirá o Irão manter-se fora do grupo de países com armas nucleares? Menciona-se que o discurso do regime iraniano tem sido sempre no sentido de afirmar que o seu desenvolvimento nuclear apenas se destina a fins pacíficos.

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Em 23/12/2006, o conselho de segurança da ONU aprovou por unanimidade a imposição de sanções ao Irão, pelo seu incumprimento no abandono do seu programa nuclear para promover o enriquecimento de urânio.

Horas antes desta votação, o presidente George Bush falou com Vladimir Putin, para salientar a importância de se obter uma votação em uníssono.

Apesar da concordância da Rússia nesta matéria, salienta-se que a Rússia está directamente envolvida na construção de uma central nuclear no Irão e a China tem interesses relevantes no petróleo iraniano (mais aqui).

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Por fim, a 24/12/2006, Ahmadinejad afirmou a rejeição do Irão em acatar as sanções impostas na véspera pela ONU e deixou claro que o plano de desenvolvimento nuclear iria ser apressado, através da instalação de 3000 centrifugadoras no complexo de Natanz, tendo em vista o enriquecimento de urânio (mais aqui).

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A Conclusão

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O Holocausto existiu, foi um dos actos mais bárbaros contra a Humanidade e é provado de forma irrefutável até hoje. Deverá ser sempre recordado de forma a evitar que algo semelhante possa um dia voltar a acontecer.

Os revisionistas do Holocausto têm todo o direito em efectuar os estudos que bem entendam.

Punir com pena de prisão o acto de negar o Holocausto, não se pode enquadrar no princípio universal da liberdade de expressão.

A proliferação de armas nucleares deverá ser parada e as mesmas destruídas.

Por equidade de princípios, as sanções agora aplicadas ao Irão também deveriam ser aplicadas a Israel.

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Alguns links para textos nos blogues do SOL

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O Julgamento de Nuremberg: um texto algo chocante! (Anahory)

Ehud Olmert: declarações bombásticas ou simplesmente um meio de forçar a ONU a agir? (Anahory)

Holocausto (oterrorista)

Holocausto (II) – o negacionismo (oterrorista)

Começa em Teerão a polémica conferencia que pretende rever o Holocausto (descomptes)

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