Folheto Informativo
Na sequência de umas análises, descubro que tenho uns valores alterados, em concreto, os relacionados com Colestrol e Trigliceridos. Depois de enquadrar este problema num típico caso de PDI, vou a uma consulta de gastro, onde oiço as seguintes palavras: “O Sr. tem o fígado gordo!“. Só me faltava era mais essa.
Saio de lá com uma receita para um tal de LOPID 300mg.
Compro o medicamento e leio o folheto informativo.
Paro no 1º parágrafo mais importante: “1. O que é e para que é utilizado” – «…tratamento da dislipidemia (níveis elevaos de triglicéridos com baixos níveis de colestrol-HDL». Fiquei contente, pois estava na presença de um fármaco exactamente destinado ao meu problema.
A seguir é que me espalhei ao comprido. Salto para o parágrafo: “4. Efeitos secundários possíveis”. NUNCA, mas NUNCA leiam esta parte. A não ser que só tenha uma linha e diga “Não tem associado possíveis efeitos secundários…”. Neste caso, entre várias coisas, menciono: «…fibrilhação auricular,…diminuição do desejo sexual, inflamação do pâncreas, inflamação do fígado…inflamações musculares…etc.», (são 6 linhas de problemas em letra miúda).
Oh Sra. Dra…., a ideia é acabar com o próprio fígado gordo?
Estou a exagerar, mas a verdade é que os folhetos informativos conseguem ser em algumas situações, uma autêntica literatura de terror. Se quiserem, em próximos posts, poderei abordar outros folhetos informativos que me marcaram.




