A moderação no SOL é mais um espelho do nosso país na aplicação de regras

2009 Julho 7
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by bluewater68

Tinha publicado um texto a anunciar a mudança da minha escrita para outras paragens. As razões que me levaram a fazer isso foram várias e não me apetece estar aqui a enumerá-las. Hoje volto para escrever algumas considerações sobre a actual moderação nos blogues do SOL. Depois disso, espero remover definitivamente todos os meus conteúdos deste espaço e lembrar-me apenas dos tempos em que isto tinha a sua piada.

Saí daqui de consciência tranquila. Quando cheguei a este espaço vi que existiam muitas lacunas, vi que certas ferramentas não eram fáceis de usar por todos os membros, e decidi dar um contributo que pudesse ajudar todos os membros que tivessem dificuldade. Fiz textos de Ajuda, fiz propostas de melhoria à aplicação, fiz textos com sugestões e atendi todos os pedidos de esclarecimento de dúvidas que me foram remetidos. Foram vários os pedidos que recebi para interceder junto da ET, pois consideravam que eu tinha uma posição privilegiada junto deles. Perdi a conta às vezes que salientei ser um membro igual a todos os outros, e que deveriam remeter as suas questões directamente para a ET, pois eles, que eu soubesse, nunca tinham tratado ninguém de forma diferente.

Nunca estive ligado à Equipa Técnica (ET), mas sempre os defendi perante muitas acusações injustas. No fim, graças a isso, vários membros consideraram que eu fazia parte da ET e que teria influência em vários casos estranhos que por aqui se passavam, incluindo, a suspeita no acesso às MP, ou a suspeita na eliminação ou alteração de textos. Ler esse tipo de coisas era sempre motivante, como se pode calcular. Nem interessava a quem se tinha dado a password ou aquilo que se podia ter feito por engano. Tinha de haver um culpado, e ele tinha um nome.

No primeiro Encontro do SOL, eu fiquei na mesa onde também estavam os membros da ET. Pude falar com eles e pude constatar um facto que parece ser ignorado por muitos: Os membros da ET fazem parte de uma empresa independente do SOL, que foi contratada para desenvolver o site online, incluindo também a plataforma dos blogues. Durante muito tempo, foi o Nuno Silva a efectuar o esclarecimento de dúvidas no fórum “Perguntas & Respostas” e a moderar os excessos que por aqui eram cometidos.

Apesar de a ET ser independente do Sol, a maioria considerava-os responsáveis por tudo de mal que aqui se passava. Fosse pela lentidão, fosse pelas vezes que o site estava inacessível, fosse pelas MP que eram lidas de forma ‘misteriosa’, fosse por muitas outras situações que irritavam quem aqui tinha aberto uma conta sem ter de pagar um tostão, podendo depois dizer todas as alarvidades que lhe viessem à cabeça.

Apesar de tudo isso, o SOL, durante este tempo todo (desde Setembro de 2006), foi incapaz de abrir um único blogue com o objectivo de prestar esclarecimentos a todos os que se deparavam com problemas e mostravam-se irritados. Esse ingrato papel acabava por ser desempenhado pelo Nuno Silva, o que ainda mais contribuía para que a ET fosse a má da fita. Ao Semanário SOL, no mínimo, apenas se esperava que alguém da edição online viesse prestar uma justificação ou um pedido de desculpas por todos os problemas que pudessem ter sucedido. Era o mínimo que se podia esperar para tanta gente que diariamente vinha aqui escrever palavras, as quais, numa forma objectiva, só contribuíam para ser encontradas nos motores de busca e para aumentarem as visitas ao SOL online. Nada disso era feito.

Mas o que esperar de um Semanário que em quase 3 anos de existência dos blogues nunca foi capaz de publicar um artigo a destacar o que de melhor tinham? Há alguns meses atrás, a revista Tabú dedicou algumas páginas para falar do Twitter, aquela aberração da comunicação de que todos falam. Em vez de dedicar várias páginas a destacar uma plataforma de discussão de ideias, de gestão própria, preferiram destacar um meio de comunicação feito e gerido por terceiros. Isto demonstra uma enorme visão estratégica. Para quê dar destaque a uma plataforma que gera milhares de visitas ao SOL online? Basta colocar aquelas linhas na edição impressa a destacar um blogue. Quem leia esses destaques, só pode ter vontade de visitar o SOL online e abrir um blogue. Entre a nomeação de blogues que não passam dos 5 textos, a outros bastante duvidosos, passando pela repetição anual de nomeados anteriores por falta de opções com interesse, é este o pequeno destaque que é dado aos blogues do SOL.

O SOL online parou no tempo a parece ter desistido de investir em novos desenvolvimentos. Veja-se por exemplo o Público ou a I. Cada notícia tem a possibilidade de captar os links que ligam para elas, colocando depois o título do texto do blogue que linkou para essa notícia. Assim, cada leitor da notícia pode também ir ver o que está a ser escrito nos blogues sobre essa notícia. Note bem, um interface que aponta para blogues que não pertencem ao Público, podendo ser mesmo um blogue deste SOL. Além disso, na edição diária impressa, ainda aparece um resumo dos textos publicados em 5 blogues que falaram sobre um assunto publicado no Público. Imagine o SOL a estabelecer essa ponte entre as notícias que publica e os blogues que podem estar a apontar para elas. Imagine pequenos excertos publicados na edição impressa sobre o que melhor se discutiu sobre essas notícias. Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Se isto não é falta de visão estratégica…

Chegamos então à questão da moderação dos blogues. Na dúvida, deverão ser usados os critérios expostos em Regras de Acesso. Aliás, quando o moderador não está para grandes explicações, porque também talvez seja melhor proceder assim, é escrita a chamada justificação Chapa4, leia-se, «O motivo que levou a redacção do SOL a fazê-lo prende-se, essencialmente, com o facto de considerarmos que não está de acordo com as regras de conduta apresentadas no site do SOL, conforme pode encontrar seguindo este link: http://sol.sapo.pt/Info/Regras.aspx.».

Cabe depois ao prevaricador aceitar o que lá está escrito ou tentar perceber onde possa ter infringido as Regras de Acesso. Tudo isto seria muito bonito se a aplicação das regras fosse feita de forma imparcial e objectiva, sendo todos os casos prevaricadores punidos da mesma forma. Mas como se sabe, todas as regras têm excepções, e a sua aplicação depende sempre de quem as aplica.

O futebol é um desporto fantástico que serve sempre para dar exemplos, para o melhor ou pior. O futebol tem regras e cabe ao árbitro garantir que o jogo se realiza segundo essas regras, punindo os jogadores que as infrinjam. Já se sabe que as entradas por trás dão direito a vermelho directo. Quer dizer, umas vezes dão, outras não. Uma falta a meio campo pode ser punida, mas a mesma falta na grande área, poderia ser ignorada para não dar origem a uma grande penalidade que estragasse o jogo. Uma entrada mais viril deveria ser punida com amarelo. Umas vezes é, outras não. E depois há os árbitros que se recusam a mostrar amarelos logo no início do joga, também com medo de estragarem o espectáculo. Tentam mostrar que são grandes diplomatas a apaziguar os ânimos. Isto corre bem até ao momento em que percebe que os jogadores não se acalmam com palavras, e nesse momento, geralmente na 2ª parte do jogo, começam a distribuir amarelos a torto e a direito. O futebol tem regras e os jogadores devem segui-las. O problema é quando todos vêm o árbitro a aplicar as regras para umas situações e a ter decisão diferente para outras situações iguais às que já tinham sido punidas. O problema nem sempre está nas regras mas em quem as aplica.

Como já tinha referido, o Nuno Silva costumava ser o moderador de serviço. Isso mudou, não sei se pelo facto do SOL querer poupar umas massas com a ET, e passou a ser o Tiago Lopes o árbitro de serviço. De início, a sua gestão foi elogiada pois ele tratava todas as queixas na hora, aplicando as tais regras de forma expedita sobre todos os que insistiam em prevaricar. A única dúvida é se a moderação actual não terá chegado ao ponto em que já distribui amarelos e vermelhos a pedido do freguês, tal como se vê nos jogos, em que os jogadores rodeiam o árbitro aos gritos a pedir um cartão que expulse o jogador faltoso. Quando assim é, talvez seja altura do árbitro reflectir um pouco se estará a proceder da forma mais correcta, sobre pena de apenas ficarem dois jogadores em campo. As regras existem, mas o bom senso também ajuda muito. Nem todos podem ser o Pierre Luigi Colina na aplicação correcta das regras e na aplicação do bom senso sempre que possível.

Eu já tive as minhas picardias ao SOL. Numas decidi argumentar, noutras ignorei e noutras ainda tive de engolir em seco para não perder as estribeiras de vez. Como se anda numa fase de lavar roupa suja, e como considero matéria que se enquadra nesta questão da moderação, volto a trazer à baila um exemplo que só pode ser excepção na aplicação das regras. Isto de ser associado à ET só contribuiu para que eu fosse persona non grata para alguns membros. E como as MP são veículo fabuloso para a má língua e coscuvilhice viciante, houve dias em que eu poderia fazer de farol, tal era a luz emitida pelas minhas orelhas. Entre vários tesourinhos deprimentes que ia lendo pelo SOL, saliento estas pérolas literárias publicadas no blogue da grande referência nesta comunidade, em todos os sentidos, sejam eles quais forem, o membro PATON. Dizia ele o seguinte:

# re: Regressar-abastecido, municiado, sem medo e sem vergonha!

Wednesday, January 14, 2009 8:34 PM by paton

Grande Amigo e companheiro TAREKO;

Aceito,entendo,compreendo e estou solidário com a tua indignação .

Lamento que os COBARDÕES DA EQUIPA TÉCNICA, consintam no que se está a passar.

Mais lamentáve é um fulano que se intitulou responsável pelos blogues ,um tal barão parlapatão,sem oficio nem profissão, pedir para lhe relatarem os desmandos.Não sabe esse sugeito que agora passa a ser intitulado como um aldrabão sem profissão?.

Ou terá tido medo de Sua Eminencia o Baronete de Lagos?mais conhecido pelo apanhador de condelipas da meia praia?

Será que a Admistração do SOL ,e a S.G.P.S. que a financia tem conhecimento  desta situação?.

Isto que se está aqui a passar é um escandalo consentido.

Irei proceder a deligencias para dar conhecimento publico destes ultrajes à dignidade das pessoas.

Talvez haja um eclipse inesperado.

Para ti companheiro e Amigo UM ABRAÇO E UM VOO RASANTE DE HOMENAGEM.

JONH ALBATROZ  João Manuel

PAton

E também

# re: Regressar-abastecido, municiado, sem medo e sem vergonha!

Wednesday, January 14, 2009 11:56 PM by paton

LADY MITÓ;

Efectivamente isto é a morte anunciada  provocada por um grupo de incompetentes inquaificados ,de uma comunidade de bloguers que era altamente respeitável e de grande qualidade .

Foi o cartão de visita de um semanáro nascente.

Membros de grande qualidade fizeram parte dessa comunidade.

Confiou a Direcção o controlo das normas e da qualidade Técnica a um  grupo de gente jovem que parecia responsável,conhecedora , competente e profissional.

Tal não aconteceu;  dois anos e meio depois verifica-se o colapso da comunidade que fatalmente irá ter graves repercussões no bom nome do semanário.

Que irá suceder?

No meu entedimento a Administração só tem dois  caminhos possiveis ;

Suspenção imediata da comunidade,e reabrli-la posteriormente em outros moldes.a exemplo do que foi feito no JORNAL DE NOTICIAS,ou então recriar a comunidade com reseva e identificação controlada de quem pertenda entrar,a exemplo do semanário Expresso.

Obviamente com uma equipa técnica COM GENTE RESPONSÁVEL E IDONEA ,e não dirigida na sombra e á distancia com actualmente acontece.

Se essas medidas não forem tomadas rápidamente a sobrevivencia do semanário ,que agora já  é dificil, tornarse-á insustentável.

Inqualificável de belesa o t eue video.

TOUCHÈ !!

Beijinho

JONH ALBATROZ     João Manuel

PATON

No segundo caso, dá para ver como os tipos da ET eram bem vistos por aqui. A ignorância é meio caminho andado para iniciar uma caça às bruxas.

E como eu estava naquelas alturas do mês sem paciência para aturar parvoíces, decidi exercer o meu direito à queixa junto do novo moderador de serviço. Respondeu-me que o Paton teria sido avisado que o texto violava as regras e que ele deveria removê-lo. Está a ver a quantidade de diplomacia aplicada neste caso, sem querer puxar do amarelo? E enquanto o Paton equacionava se retirava ou não de circulação aquilo que tinha escrito, o texto mantinha-se online para todos os que quisessem ler. Anular a conta desse constante prevaricador, que no passado já escreveu todas as alarvidades vernáculas que lhe passaram pela cabeça, acabando por eliminar todo o lixo e voltando à baila como se nada tivesse acontecido? Nada disso. A diplomacia nestes casos é um exemplo de bom senso. E isso terá servido de emenda ao Paton, que nunca mais dirigiu vernáculo a outros membros? Infelizmente não, e de vez em quando lá temos de ler as suas pérolas vernaculóides que, talvez, tenho sérias dúvidas, insisto no talvez, talvez se enquadrem no ponto que diz: «não serão permitidas mensagens cujo conteúdo seja contrário à lei ou ofensivo», escrito nas tais regras cuja aplicação está a ser difícil de entender.

Vou tentar começar a resumir ou nunca mais acabo de escrever.

A garantia de imparcialidade ou de clareza na aplicação das tais Regras que servem para justificar certas penalizações, foi demonstrada no último texto da EEU, o já bíblico Minhas suposições sobre os nicks do James. Antes que possa ser mal interpretado sobre o que vou dizer a seguir, adianto que sempre me dei bem com a pessoa que eu conheço como Branca, e temos trocado opiniões fora deste SOL. Isso não significa que eu concorde com alguns dos seus textos ou que tenha de ir escrever o meu agrado ou desagrado.

Se lerem o texto e os comentários da EEU, pois são esses que interessam, só com muita dificuldade ou num exercício de enorme imaginação é que poderão encontrar conteúdos que possam significar uma violação das tais Regras de Acesso. Mas como a aplicação das regras está dependente da interpretação do moderador e do seu bom senso, então, talvez a EEU arrisca-se a apanhar com aquela resposta Chapa 4 que eu já referi.

Qual não foi o espanto generalizado quando ontem tivemos conhecimento que a conta EEU tinha sido banida. Repare bem nesta sequência pouco lógica. O texto que na interpretação do moderador, poderia conter frases que violassem as Regras de Acesso, mantinha-se online, visível para todos, dentro e fora do SOL. Mas a conta da EEU tinha sido banida. Faz sentido não faz?

E voltando ao caso do Paton, se era entendimento do moderador que o texto tinha violado as regras, então, à semelhança do que fez noutro caso bem pior, talvez pudesse ter começado por pedir a EEU que removesse o texto. Mas não. Sem pensar duas vezes, e note-se nas suas palavras «O que acontece é que recebi uma MP a denunciar a situação no blogue em que me informaram que estava a tentar atingir o James.», o moderador baniu a EEU sem pensar duas vezes, apenas porque alguém disse que ela estaria a denunciar o James. Se tivesse tido o bom senso de ler o conteúdo do texto e dos comentários, talvez não metesse os pés pelas mãos, mas assim, parece o tal árbitro que há muito perdeu o controlo da situação e que agora distribui amarelos e vermelhos a torto e a direito, chegando mesmo a enganar-se no jogador que fez a falta.

Isto foi muito mau. O problema, salvo seja, é que isto não ficou por aqui. Leia-se a reposta que deu a EEU, após vários protestos que se escreveram:

Conta eeu já foi reactivada. Peço desculpa, mas não sabia que era a BrancaAurora.

O que acontece é que recebi uma MP a denunciar a situação no blogue em que me informaram que estava a tentar atingir o James.

Sinceramente, e apesar de estar todos os dias ‘em cima’ dos blogues e dos novos utilizadores criados, não tem sido fácil controlar a situação.

Fico com a sensação que existem várias fracções dentro desta comunidade e, sinceramente, não sou eu que vou julgar quem tem razão, ou não.

De qualquer forma, queria aceitar as minhas desculpas. 

Entretanto, conforme já lhe indiquei, o blogue (utilizador) já não está banido.

Cumprimentos,

Tiago Lopes

Assim sim. Quem leia isto vai pensar que BrancaAurora é membro da Máfia «Desculpe! Não sabia que você era também a BrancaAurora, da família dos Corleone. Vou já corrigir a asneira que fiz. Espero que você consiga esquecer isto».

Razão tem Repimpa, ao afirmar:

Estou baralhado. O blogue eeu foi desactivado porque o senhor Tiago Lopes recebeu a informação de que  estava a tentar atingir o tal James Mas, depois de  saber que a eeu era a Branca Aurora o blogue foi reactivado.

Francamente não percebi esta reviravolta .  Então o nick  Branca Aurora tem mais credibilidade que o nick eeu? Pelos vistos se a eeu não tivesse revelado que era a Branca Aurora o seu blogue continuaria desactivado e não haveria pedido de desculpas. Afinal que raio de trapalhada é esta? A eeu estava proibida de tentar atingir o James mas como é a Branca Aurora o caso muda de figura.Qual é a conclusão a tirar disto tudo?

Também eu estou baralhado. E será que mais alguém percebeu este caso de aplicação imparcial, e objectiva das Regras de Acesso. Apesar de ser a mesma pessoa, ainda bem que EEU tinha as costas protegidas pela BRANCAAURORA, ou bem que se poderia queixar de Censura no SOL. AH! Mas dizer isso é forte. Afinal, até existem Regras de Acesso que definem de forma clara aquilo que pode ser escrito. Num aparte, acrescento que se as Regras fossem aplicadas de forma idêntica para todas as situações, talvez uns bons milhares de contas já tivessem sido banidas por todo o vernáculo e ofensas que despejam diariamente no comentário às notícias do SOL.

Afinal, o problema foi o texto escrito pela EEU, ou era a própria EEU, que por sinal também era BrancaAurora? Quem perceber, que me explique. A mim e à Branca. No meio de tanta perplexidade pela moderação aplicada, salve-se o facto do erro crasso ter sido corrigido. Valha-nos ao menos isso.

Qual a conclusão a tirar disto tudo? Eu prefiro guardar as minhas conclusões para mim. Aquilo que é fácil perceber é que a moderação do SOL, apesar de todos os esforços em imitar Deus no seu papel sobre esta comunidade virtual, está à deriva, banindo sem aviso prévio, alegando violações das regras sem no entanto perder tempo a ler o que possa ter sido escrito.

«Fico com a sensação que existem várias fracções dentro desta comunidade». Sim. No SOL ou noutro lado qualquer. Ou o objectivo do moderador é criar as condições perfeitas onde todos tenham o mesmo pensamento? Aos poucos, está a conseguir criar uma comunidade esterilizada, onde a crítica ao vizinho do lado pode ser vista como justificação para banir.

E para terminar, o que seria deste espaço sem as MP, ou com a coluna da direita apresentada noutros moldes? Por exemplo, a mostrar os textos que estão a falar sobre notícias publicadas no próprio SOL? São ideias. Do mesmo tipo das que já dei no passado e que caíram em saco roto. Para quê mudar se o SOL prefere ignorar a sua própria plataforma de blogues? E para quê reclamar, se a moderação está a ser feita da melhor forma, de forma imparcial, objectiva e aplicando critérios de idênticos para situações idênticas ou semelhantes? Na dúvida, vá ler o que está escrito nas Regras de Acesso e tente perceber o que causou a punição. Fica quem está bem. No fim, talvez sobre apenas um punhado.

Toino, tu não vás a uma festa de cariz homossexual

2009 Julho 3

Na edição online do CM, fiquei a saber que João Oliveira Marques, proprietário da Remax de Carnaxide, não sei se casado ou com filhos, encontra-se desaparecido. Terá sido visto pela última vez numa vivenda em Cascais onde terá decorrido, note-se bem, uma festa de cariz homossexual.

Além da classificação de jornalismo de sarjeta que está associada a esta notícia, eu ainda gostaria de saber o que se entende por uma festa de cariz homossexual. O CM podia ter sido mais exacto no seu artigo, explicando preto no branco se o empresário era gay, Gay, GAY! Ou se apenas tinha ido à festa por curiosidade. Pior do que ir a uma loja de Chineses e sair de lá sem um Rim, só mesmo ir a uma festa de cariz homossexual.

_festa_gay

Ainda o Twitter e mais alguns Bitaites

2009 Junho 28
by bluewater68

A propósito de mais um Aviso por Email, a notificar-me do facto de um qualquer manjerico ter começado a seguir os meus updates no Twitter (quais?), lembrei-me do que eu já tinha escrito sobre essa forma de comunicação, e aquilo que havia lido num dos blogues de referência para mim.

Cada vez detesto mais o Twitter. E mais espantado fico quando recebo uma notificação de alguém que acha que os meus updates são merecedores de atenção, sobretudo quando apenas debitei duzentas e tal postas de pescada naquele sítio de conversas efémeras, e quando já se passaram vários meses desde o último Twitt que lá fiz. Deve ser mais um que acha interessante começar a seguir algumas centenas de membros, nas esperança que esses desconhecidos passem também a seguir aquilo que ele vai escrevendo «Ó como eu preciso de reconhecimento e atenção, Ó como eu gostava que a AMF, o Markl e outros gigantones do Twitter seguissem aquilo que eu escrevo».

O MarcoBitaites, escrito por Marco Santos, faz parte dos blogues de excelência cujo conteúdo eu tento acompanhar com regularidade. Há algum tempo atrás, a propósito do Twitter, li isto no MarcoBitaites “O Twitter e o declínio dos blogues”. Dessa análise, eu destaco dois parágrafos:

«Os bloggers costumavam encerrar os projectos quando descobriam que afinal não tinham pedalada para os manter a um bom nível; na maior parte das vezes, despediam-se dos leitores e regressavam ao anonimato, seguiam as suas vidas

e

«Os blogues continuarão enquanto forem sentidos pelos seus autores como uma vocação, um gosto, um prazer, um acto de comunicação mais profundo, uma forma de dizer através da escrita ou da fotografia ou do desenho ou do vídeo, seja o que for, eu sou um indivíduo, estou aqui e sinto que tenho alguma coisa a partilhar, as minhas ideias, histórias, convicções, sentimentos, enganos e contradições. É a dedicação do blogger que mantém a blogosfera viva, não é o seu grande número

Não podia estar mais de acordo.

Desde Outubro de 2006, data em que comecei a escrever ao SOL, publiquei uns trezentos e tal textos. Se houve alguns que nem me lembro de os ter escrito, outros houve que me deram um gozo enorme na sua elaboração. E não era apenas pelo acto de escrever, mas também pela pesquisa de conteúdos na Net, pela escolha de imagens ou pela definição do design a aplicar. O problema é que o meu nível de exigência na sua apresentação consumia sempre uma quantidade apreciável do tempo livre. Tempo esse que ultimamente tem sido muito escasso. Por isso, na impossibilidade de manter o meu nível de exigência, também já equacionei regressar à categoria de comentador esporádico de blogues de terceiros, fechando de vez o Ma Ke Jeto, Mosso. Mas o tal gosto singular em alimentar um blogue tem falado mais alto, e sempre que possível lá vão surgindo mais umas linhas. Mesmo que esteja muito longe do tal nível de exigência que tinha antes, prefiro ir escrevendo a fechar a porta de vez.

É essa dedicação de blogger que eu sou incapaz de sentir no Twitter. É esse gosto que por vezes me faz recordar escritas antigas e lê-las como se fosse a primeira vez. Um texto sobre as brincadeiras praticadas por um grupo de miúdos na Parada do Alto de S. João, ainda continua a ser descoberto por graúdos que foram miúdos nesse tempo que nunca voltará a existir.

É essa possibilidade de deixar uma marca no tempo, capaz de gerar uma referência (ou link) por outros bloggers, que não existe no Twitter. Sobretudo, se um texto mantém a blogosfera viva, o que dizer de todas as trocas de opiniões resultantes de quem comenta esse texto? A propósito da morte do Michael Jackson, veja as dezenas de opiniões que foram deixadas no texto “Acabou-se o Thriller”. Trocar todo esse potencial por um conjunto de palavras limitadas a 140 caracteres?

Mesmo que agora a minha escrita ande perdida entre o limbo da preguiça ou o corrupio de novas prioridades, irá sempre existir dedicação para manter um blogue vivo. É daquelas coisas que depois de experimentar, nunca mais se quer largar.

A pilha «para ver» não pára de aumentar

2009 Junho 27
by bluewater68

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Pilha para ver 

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De cima para baixo temos:

- “Quem quer ser Bilionário”;

- “O Estranho Caso de Benjamim Button”;

- “Home”;

- “Filho de Rambow”;

- “Tempestade Tropical”;

- “Busca Implacável”;

- “Milk”;

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Esta é a pilha dos adquiridos, à qual falta acrescentar “A Dúvida”. Resta mencionar todos os títulos que saíram em DVD nos últimos dois meses, disponíveis para aluguer.

O problema é este: ultimamente, cerca das 22:30, já estou a entrar numa espécie de coma, com as pálpebras a pesarem toneladas. E até essa hora, tenho desfrutado das potencialidades de gravação da Powerbox da ZON. Para quê ficar a fazer um esforço sobre-humano a tentar ficar acordado para ver uma série, quando a podemos gravar e vê-la quando quisermos? E quando não são gravações, é um zapping incontrolável que acaba por se fixar no “Travel Chanel”.

À 2ª Feira tenho o «House». À 3ª Feira, o «Heroes» e o «Lost». À 4ª Feira, ponho a gravar a última temporada do «My Name is Earl». À 5ª Feira tento ver o «O Escritório» (esta série, quando terminar, vai trazer-me muitas saudades). À 6ª Feira o «E.R.». Ao Sábado e Domingo a oferta é intragável. E nos intervalos, começo pelo “Ultimate Survival” – onde vejo o tipo a comer um gafanhoto cru, ou a beber líquido do estômago de um camelo morto -passo pelos vários «Discovery», «TVCine» (onde me interrogo porque pago para ter aquilo descodificado), «National Geographic», etc, etc, e acabo por ficar a ver uns tipos a serem pagos para viajar pelo mundo, sentindo uma ponta de inveja por não estar no lugar deles.

Pela lista disponível, faço uma pergunta:

‘Você iria organizar o seu visionamento por:

a) ordem cronológica de lançamento no mercado?

b) pelo género?

c) primeiro o ‘melhor filme’, depois os ‘nomeados aos Óscares’, por fim os restantes?

d) deixaria de gastar dinheiro nisso, pois suspeita que nunca irá arranjar tempo para os ver?

“don’t stop till you get enough” sempre foi a minha favorita

2009 Junho 26
by bluewater68

Usando uma frase que li hoje «mais estranho do que ter morrido tão cedo», foi saber que ele já tinha 50 anos. Sempre pensei que o tempo tivesse parado em Neverland. Então ele não era assim uma espécie de Peter Pan para as criancinhas desse lugar mágico? Não?

E como o outro morava num local chamado Graceland, e também foi atraiçoado pelo coração, só espero que daqui a algum tempo não surja mais uma lenda urbano do tipo “Michael Lives”.

A minha favorita? Sempre foi “don’t stop till you get enough”, ainda do tempo em que ele parecia um rapazinho atinadinho.

«Keep On With The Force Don’t Stop»!? Isto tem ar de Guerra das Estrelas.

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Loooooooooveeely Is The Feelin’ Now

Feeeeeeeeeeveer, Temperatures Risin’ Now

Power (Ah Power) Is The Force The Vow

That Makes It Happen It Asks No Questions Why (Ooh)

So Get Closer (Closer Now)

To My Body Now Just Love Me

‘Til You Don’t Know How (Ooh)

[Chorus]

Keep On With The Force Don’t Stop

Don’t Stop ‘Til You Get Enough

Keep On With The Force Don’t Stop

Don’t Stop ‘Til You Get Enough

Keep On With The Force Don’t Stop

Don’t Stop ‘Til You Get Enough

Keep On With The Force Don’t Stop

Don’t Stop ‘Til You Get Enough

Há coisas fantásticas e o Uêba parece ser uma delas

2009 Junho 25
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by bluewater68

O número de visitas neste blogue, quando comparado com o número de visitas que sucediam na publicação no SOL (Ma Ke Jeto, Mosso), é muito modesto. Diariamente, em média, estou a falar numa diferença entre as actuais 40 visitas e as anteriores 250.

Assim, tal não é o meu espanto quando verifico que ontem, 890 utilizadores da Web vieram parar a este blogue. Se há coisa que eu gosto no WordPress, é da página das estatísticas, que de forma simples exibe os dados mais importantes, entre eles, a página de origem que provocou uma visita no blogue. Graças a isso, constato que a maioria das visitas era proveniente do endereço ueba.com.br.

Este Uêba é uma espécie de directoria de links, pesquisável, sendo os diversos links propostos por qualquer pessoa, sem obrigatoriedade de inscrição.

Foi nesse contexto que um Twitteriano com o nick @isaiasmalta, propôs a divulgação do meu texto We’ll Always Have «Deep Throat».

Nem tudo é perfeito. O título do link proposto ficou como «Garganta Profunda faturou 600 milhões de Dólares!» e a descrição como «Ele foi o que um filme pornográfico jamais voltará a ser». Tudo bem. Podia ser pior.

E graças a esse link, toma lá 890 visitas num só dia. Expresso assim o meu agradecimento ao @isaiasmalta.

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P.S: A disponibilidade, a dedicação e a pachorra para alimentar este blogue, estão inversamente proporcionais ao número relativo à cláusula de rescisão do futuro contrato do CR9 com o Real Madrid, uns mil milhões de euros. Ficam as desculpas a todos os que esperam encontrar aqui novos conteúdos ou respostas aos comentários. Garanto que isto é só uma nuvem passageira.

Susan Boyle ajuda Cristiano Ronaldo a celebrar o contrato milionário

2009 Junho 12
by bluewater68

Depois de Maya se ter oferecido para capa da Playboy e não ter obtido resposta, ela tentou agora a sua sorte enviando um SMS para o telemóvel do puto maravilha. Furiosa por também não ter obtido resposta, decidiu contratar os serviços do Professor Bambo, para que este lançasse um feitiço ao CR7, entretanto CR9, porque o 7 é e será sempre do Raúl.

Por causa disso, Cristiano Ronaldo acabou por passar a noite num bar a curtir com a Susan Boyle, pensando que se tratava da Paris Hilton.

O conto do Capuchinho Vermelho tem assim umas parecenças com o SAW, DEXTER e uns filmes do Fantasporto

2009 Maio 30
by bluewater68

Não sei quantas vezes já se escreveu sobre o Capuchinho Vermelho, e não irei dizer nada de novo. Mas sinto-me muito chocado com essa história de contornos macabros e maquiavélicos.

Estava eu a ler a dita história para a Princesa Jr, fazendo todos as aspectos teatrais, com vozes diferentes consoante as personagens, quando reparo que existiam pormenores que eu já não recordava. Talvez fosse uma defesa do meu cérebro para me poupar a recordações traumatizantes. Veja-se a primeira situação:

…e mal a porta se abriu, o lobo entrou, deu um enorme salto e de uma vez só, engoliu a avozinha.

O lobo o quê? Fez o quê? Não sei porquê, tinha a ideia que o lobo atava a avozinha. Ou melhor, eu até sei porque pensava isso. Entre os DVDs de oferta do SOL, houve um que me ‘encheu as medidas’, “Capuchinho Vermelho – A Verdadeira História” (original “Hoodwinked” – 2005), diria, feito ao melhor estilo do filme “Os Suspeitos do Costume”. E como os actores que dão voz aos personagens merecem sempre ser mencionados, fica a título de curiosidade quem interpreta quem – Capuchinho Vermelho (Anne Hathaway/Inês Castel-Branco); Avozinha (Glenn Close/Simone de Oliveira); Lobo (Patrick Warburton/João Lagarto) e Lenhador (James Belushi/Luís Esparteiro). Nesse filme, a Avozinha era atada pelo lobo, mas no conto original, a velhota é papada pelo bicho. Situação seguinte:

…e num repente, o lobo saltou da cama e engoliu o Capuchinho.

Outra vez? Mas o bicho era arraçado de Piton? Já lá tinha a Avozinha e ainda conseguiu engolir a miúda? A propósito disso. Vamos eventualmente admitir que o bicho tinha uma enorme capacidade de deglutição. Então a miúda repara em tantos pormenores e não vê que o bicho teria uma pança tipo Fernando Mendes? Mas ela afinal tinha ou não falta de vista? Vamos à parte em que aparece o caçador:

…Rapidamente, pegou numa tesoura e devagarinho começou a abrir a barriga do lobo que dormia tão profundamente que não se apercebeu de nada.

Bom, neste momento já só tinha vontade de rir do caricato da situação. Por fim, a Pièce de résistance:

…Juntaram um monte de pedras, meteram-nas na barriga do lobo e coseram-na com um fio bem forte.

Fiquei na dúvida se isso foi feito também devagarinho, para o lobo não acordar. Ó meus amigos, isto parece um argumento saído de um filme concorrente no Fantasporto. Nem os filmes da série SAW conseguem ter tanta violência. Por momentos também pensei que estava a assistir a um dos episódios do E.R.

- Dr. Mark Greene, o bicho entrou em paragem cardíaca. O que fazemos?

- 1mg de Excitcoracon e 1mg de Adrenaline. Tragam o Desfibrilador! Rápido!

- 300W! Afastem-se! TZZZZZC

(Mark Greene salta para cima do bicho e começa a fazer massagem cardíaca)

- Tú não vais morrer no meu turno! Luta, Lobo, Luta!

Escusado será dizer que fiz uma adaptação na leitura. Na minha versão, o lobo escondeu a velhota e a miúda na cave. O caçador não era um cirurgião frustrado que andava a passear na zona, tendo salvo as sequestradas na cave, dando uma trolitada no bicho com a coronha da arma. Nessa noite, mesmo com uma versão adaptada da história, a miúda acabou por dormir na cama Mor, tal era o seu estado de excitação.

Educação Sexual e Nível de Escolaridade não combinam

2009 Maio 20
by bluewater68

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Vamos lá ver uma coisa. A professora até misturava História com exemplos de cariz sexual. O regabofe que terá havido nas aulas onde se falou do Império Romano ou mesmo de Calígula. Quer dizer, um professor dizia aos seus alunos “Carpe Diem”, e ficou para a história como um dos professores mais bacanos que já existiu. Esta senhora fala em cuecas molhadas ao acordar, e é logo crucificada? Prontos! A senhora gosta de sexo e de falar (à bruta) sobre ele. Talvez se tenha enganado no curso. Mas mau, muito mau, mau mesmo, tipo, ‘até me passei quando ouvi aquilo’, foi quando a gaja disse isto:

- Que escolaridade tem a sua mãe?
- 12º
- Pois, mas eu tenho MESTRADO! – A sua mãe, para ter tantos estudos como eu, tinha que estudar mais dez anos. Por isso, quando se dirigir a mim, senhoras como a mãe daquela menina, tratam-me por senhora doutora. Que a mãe dela andou 12 anos na escola, e eu andei 12 anos na escola, quatro na faculdade, dois nos estágios, dois na pós-graduação, e um numa especialização. Ao pé de mim…Olhe, sabe o que é que eu costumo dizer? Quem é assim senta-se lá em baixo.

É pá! Até dá vontade de…
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[Aditamento]

Isto das Licenciaturas, Mestrados, Doutoramento e afins, devia ser como uma ‘Carta de Condução por Pontos’, ao fim de (n+1) actos de incompetência ou alarvidades proferidas do tipo que aquela gaja disse, Pimba, a pessoa seria obrigada a voltar a estudar desde a primária.

Desde que eu veja água…

2009 Maio 16
by bluewater68

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Foto ampliada umas...sei lá, 100x?, para dar a ideia que o mar está perto de casa

 

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O azul mais claro é a Ria Formosa.

Depois, uma língua de areia da Armona.

Por fim, o Oceano Atlântico.

Desde que eu veja água…